Você achou que tinha descoberto um novo método revolucionário na resolução de problemas, que consistia no seguinte: Arranjar problemas ainda maiores que o anterior. Tudo bem, essa idéia de se esconder em subterfúgios e não encarar a dura realidade não foi a mais esperta que você teve ultimamente, mas por um tempo realmente deu certo.
Porém, depois de viver a vida intensamente, sair demasiadamente, dançar freneticamente, rir demais, beber todas, aprontar altas falcatruas aconteceu o inesperado: Aquele problema que havia sido jogado pra baixo do tapete e pra todos os efeitos havia sido esquecido, voltou, e voltou com tudo. Bom, na verdade não foi tão inesperado assim porque você sabia que não estava tudo bem, como dizia estar. O fato é que esse negócio de auto-enganação não vai muito longe. Mentir pros outros é fácil, difícil é mentir pra você mesmo e realmente se convencer das coisas que você fala. E temos que concordar que você não mente muito bem, não é?
O grande problema dos problemas é que eles são grudentos, eles vão com você pra onde quer que você vá e é ilusório esperar que eles desapareçam ou se resolvam sozinhos porque eles sempre acabam voltando pra atormentar e, nesse caso, o problema estava o tempo todo lá. Bastou apenas uma música pra te lembrar que ele ainda existia e desencadear numa seqüência de fatos que é melhor nem mencionar. Então da próxima vez não esqueça: Coloque um ponto final na situação e pare de levar com a barriga!
Wednesday, June 20, 2007
Tuesday, June 19, 2007
Vida bandida
Alguns chamam de infeliz coincidência, outros falam em ironia do destino e há os que acreditam que “é para ser”. Eu particularmente acho que deve ser vodu, macumba ou uma pegadinha do mal, coisa do capeta mesmo. Uma espécie de teste maligno para pôr à prova tudo que eu ando negando nos últimos dias.
Resultado? Não, dessa vez eu resolvi não me afundar na lama de novo, isso não me fez bem da última vez e quem quer que tenha dito que lama faz bem pra pele tava mentindo. É, a vida pode ser cruel às vezes...
Resultado? Não, dessa vez eu resolvi não me afundar na lama de novo, isso não me fez bem da última vez e quem quer que tenha dito que lama faz bem pra pele tava mentindo. É, a vida pode ser cruel às vezes...
Monday, June 18, 2007
Não chegue perto demais
Ultimamente eu tenho estado meio assim sei lá, sabe como? Sem saco pra porra nenhuma, com vontade de chutar o pau da barraca, explodir um shopping, jogar uma bomba na faculdade, reclamando mais do que o normal, falando menos do que costumo falar, tocando um foda-se geral, com vontade de mandar todo mundo pro inferno, completamente sem paciência pras pessoas.
Mas calma, visando o bem-estar da comunidade, a saúde pública já me interditou e declarou que no momento me encontro inapta ao convívio social. De acordo com relatórios, esse comportamento provavelmente deve ser um novo mecanismo de defesa, uma forma de encarar os últimos acontecimentos bizarros na minha vida conturbada. Disseram também que talvez uma quarentena resolva. Então é esperar pra ver...
Mas calma, visando o bem-estar da comunidade, a saúde pública já me interditou e declarou que no momento me encontro inapta ao convívio social. De acordo com relatórios, esse comportamento provavelmente deve ser um novo mecanismo de defesa, uma forma de encarar os últimos acontecimentos bizarros na minha vida conturbada. Disseram também que talvez uma quarentena resolva. Então é esperar pra ver...
Wednesday, June 13, 2007
Inundando a cidade - Parte II
Você percebe que chegou ao fundo do poço quando não pára de ouvir música sertaneja e começa a achar que devem ter escrito aquelas letras pensando nos infortúnios que você haveria de enfrentar.
Você fuma que nem uma louca, canta (você não espalha pra todo mundo, mas sabe todas as letras de cor), pensa em tudo que deu errado, chora. Aliás, você não chora, você se descabela de chorar, como se isso fosse resolver alguma coisa. Mas no fundo você se sente menos incompreendida no mundo, afinal quem escreveu letras tão brilhantes deve ter passado pela mesma miséria que você se encontra no momento. Porque duvido que alguém que estivesse feliz conseguiria escrever letras com tamanha profundidade como aquelas.
Aí depois de todo esse ritual você pensa: Meu Deus, em que nível fui chegar? E resolve, então, ouvir uma coisa mais moderninha pra ver se essa sensação ruim vai embora. Mas não adianta, os caras do Arctic Monkeys e do Maximo Park não estendem o que você está passando. Mas o Zezé di Camargo e o Luciano entendem. E a vodka também. Ah como entendem...
Você fuma que nem uma louca, canta (você não espalha pra todo mundo, mas sabe todas as letras de cor), pensa em tudo que deu errado, chora. Aliás, você não chora, você se descabela de chorar, como se isso fosse resolver alguma coisa. Mas no fundo você se sente menos incompreendida no mundo, afinal quem escreveu letras tão brilhantes deve ter passado pela mesma miséria que você se encontra no momento. Porque duvido que alguém que estivesse feliz conseguiria escrever letras com tamanha profundidade como aquelas.
Aí depois de todo esse ritual você pensa: Meu Deus, em que nível fui chegar? E resolve, então, ouvir uma coisa mais moderninha pra ver se essa sensação ruim vai embora. Mas não adianta, os caras do Arctic Monkeys e do Maximo Park não estendem o que você está passando. Mas o Zezé di Camargo e o Luciano entendem. E a vodka também. Ah como entendem...
Monday, June 11, 2007
Estranho, muito estranho
É sábado quase 23 horas e minha mãe passa pelo meu quarto e pergunta:
- Tá doente?
Respondo que não e pergunto por que. Ela responde:
- O que tá fazendo em casa então?
Essa é realmente uma ótima pergunta. Afinal eu já não saí ontem e usei como desculpa a preguiça. Hoje a minha desculpa é que fui acometida por uma leve dor de garganta, estou indisposta e preciso fazer um trabalho da faculdade. Semana passada eu também não coloquei meu pé pra fora de casa durante o fim de semana. Minha desculpa? Não me lembro. Só lembro que passei o fim de semana vendo filme e comendo tudo que eu via pela frente.
O que está acontecendo comigo? Será que eu estou estragada? Ou pior: Será que virei uma velha, chata e mal-amada e não percebi? Antes no meu vocabulário não existiam as palavras preguiça e doença num fim de semana.
Estou ficando com medo disso e o que me dá mais medo é o fato de estar gostando desses meus programas solitários de gente velha, chata e mal-amada.
Alguém aí por favor faça o favor de me tirar de casa, nem que pra isso seja necessário me levar pelos cabelos. Ficarei muito agradecida...
- Tá doente?
Respondo que não e pergunto por que. Ela responde:
- O que tá fazendo em casa então?
Essa é realmente uma ótima pergunta. Afinal eu já não saí ontem e usei como desculpa a preguiça. Hoje a minha desculpa é que fui acometida por uma leve dor de garganta, estou indisposta e preciso fazer um trabalho da faculdade. Semana passada eu também não coloquei meu pé pra fora de casa durante o fim de semana. Minha desculpa? Não me lembro. Só lembro que passei o fim de semana vendo filme e comendo tudo que eu via pela frente.
O que está acontecendo comigo? Será que eu estou estragada? Ou pior: Será que virei uma velha, chata e mal-amada e não percebi? Antes no meu vocabulário não existiam as palavras preguiça e doença num fim de semana.
Estou ficando com medo disso e o que me dá mais medo é o fato de estar gostando desses meus programas solitários de gente velha, chata e mal-amada.
Alguém aí por favor faça o favor de me tirar de casa, nem que pra isso seja necessário me levar pelos cabelos. Ficarei muito agradecida...
Thursday, June 07, 2007
Inundando a cidade - Parte I
Por culpa de um sonho que tive com você
Todas as lembranças retornaram
E momentos que ainda estão por vir
Experiências que iríamos dividir
Pela primeira vez em muito tempo eu sorri
A dor por um momento aliviou
Resolvi então te procurar
E te propor tentar mais uma vez
Fui culpado por nossa vida desmoronar
Tive um sonho
Onde tudo entre nós parecia melhorar
Mas depois de ver você feliz
Ao lado de outro alguém
Sei que essa dor não vai passar
Eu tinha tantos planos pra nós dois
Estava pronto pra tentar recomeçar
Pronto pra te mostrar o quanto eu mudei
Sem saber que pra você já era tarde demais
Fui culpado por nossa vida desmoronar
Tive um sonho
Onde tudo entre nós parecia melhorar
Mas depois de ver você feliz
Ao lado de outro alguém
Sei que essa dor não vai passar
Todas as lembranças retornaram
E momentos que ainda estão por vir
Experiências que iríamos dividir
Pela primeira vez em muito tempo eu sorri
A dor por um momento aliviou
Resolvi então te procurar
E te propor tentar mais uma vez
Fui culpado por nossa vida desmoronar
Tive um sonho
Onde tudo entre nós parecia melhorar
Mas depois de ver você feliz
Ao lado de outro alguém
Sei que essa dor não vai passar
Eu tinha tantos planos pra nós dois
Estava pronto pra tentar recomeçar
Pronto pra te mostrar o quanto eu mudei
Sem saber que pra você já era tarde demais
Fui culpado por nossa vida desmoronar
Tive um sonho
Onde tudo entre nós parecia melhorar
Mas depois de ver você feliz
Ao lado de outro alguém
Sei que essa dor não vai passar
Sunday, June 03, 2007
Noite passada eu vi meu mundo explodir
Penso em você antes de pegar no sono. Termômetro marcando 7º graus. 3:29 da manhã. Por que fui inventar de sair hoje? Ainda bem que estou voltando pra casa, não agüentava mais. Um turbilhão de pensamentos. Perco meu chão. Sinto o coração bater forte e descompassado. Você passa e não me vê. Quem é vivo sempre aparece pra atormentar e trazer lembranças à tona. Meu riso cessa imediatamente. Não, não pode ser, mas é. Longa espera, numa noite fria. Risadas, muitas risadas. Finalmente! Vamos embora? Minutos intermináveis. Reclamações. Música ruim. Como eu poderia adivinhar que o pior ainda estava por vir? Mudança de ambiente. Deixa assim, tentar encontrar consolo em outros braços não funciona mesmo. Tudo bem. Achei que ontem tinha sido bom pra você também. Um beijo no rosto e uma desculpa esfarrapada. Surge uma certa tensão no ar na hora da despedida. Mas não é nem meia-noite e as coisas já começam a desandar. A noite parece promissora. Risadas. Companhias agradáveis. E assim eu saio... Traduzindo: Vou sair por aí na esperança de te encontrar porque eu preciso de um último abraço e de um último beijo. Chega sexta-feira à noite e eu penso: Sexta não é dia de ficar mofando em casa.
Saturday, June 02, 2007
Muita calma nessa hora
Em meio ao caos, gritaria e ao desespero coletivo mediante à tragédia que acabara de ocorrer, surge alguém calmo, sensato e coerente tentando apaziguar os ânimos das pessoas com a brilhante sentença:
- Calma, caralho! Agora não adianta brigar, porra! Já fodeu mesmo..
Adivinha quem era esse ser brilhante e com esse linguajar polido?
Sim, acertou!
(Mas que as pessoas se acalmaram, ah isso elas se acalmaram).
- Calma, caralho! Agora não adianta brigar, porra! Já fodeu mesmo..
Adivinha quem era esse ser brilhante e com esse linguajar polido?
Sim, acertou!
(Mas que as pessoas se acalmaram, ah isso elas se acalmaram).
Wednesday, May 16, 2007
Every time you close your eyes, lies
Os dias então foram ganhando mais cor. Tudo parecia finalmente se encaixar. Todas as preocupações que costumavam me afligir tornaram-se insignificantes naqueles dias.
Um sentimento inesperado, intenso e arrebatador. Era a felicidade chegando. E assim como ela chegou, foi embora. De repente, sem avisar e me deixou com aquela sensação de vazio e com aquele gosto amargo na boca. Durou pouco, mas o suficiente pra permanecer dentre minhas memórias mais felizes e deixar saudades.
Gostaria de poder voltar atrás e fazer tudo diferente, queria que minhas palavras, antes tão doces, não estivessem tão cheias de amargura e rancor nesse momento.
Engraçado como a perspectiva das coisas muda tão rapidamente. E isso me faz questionar se valeu a pena. Desistir teria sido mais fácil, entretanto, eu escolhi insistir, mesmo já sabendo desde o inicio que não daria certo. Por quê? É exatamente essa pergunta que não consigo responder.
Um sentimento inesperado, intenso e arrebatador. Era a felicidade chegando. E assim como ela chegou, foi embora. De repente, sem avisar e me deixou com aquela sensação de vazio e com aquele gosto amargo na boca. Durou pouco, mas o suficiente pra permanecer dentre minhas memórias mais felizes e deixar saudades.
Gostaria de poder voltar atrás e fazer tudo diferente, queria que minhas palavras, antes tão doces, não estivessem tão cheias de amargura e rancor nesse momento.
Engraçado como a perspectiva das coisas muda tão rapidamente. E isso me faz questionar se valeu a pena. Desistir teria sido mais fácil, entretanto, eu escolhi insistir, mesmo já sabendo desde o inicio que não daria certo. Por quê? É exatamente essa pergunta que não consigo responder.
Saturday, April 28, 2007
Não olhe pra trás, é perigoso
Planeje cuidadosamente sua fuga. Um deslize pode comprometer todo o andamento do processo. Deixe para trás tudo que passou. Esqueça tudo que já foi dito. Rasgue todos os retratos, cartas e lembranças porque você não vai precisar de mais nada disso daqui pra frente. Fuja dos velhos hábitos, da rotina e tudo que te leve a pensar naqueles momentos. Não se prenda ao passado porque mesmo você querendo, nada vai ser como antes. Siga em frente e não tema as mudanças, mesmo sendo difícil no começo. É tudo uma questão de costume. Feche essa porta e não olhe para trás.
Parabéns, você está livre! Comemore, pois não há presente melhor que a liberdade!
Teoricamente simples, não?
Parabéns, você está livre! Comemore, pois não há presente melhor que a liberdade!
Teoricamente simples, não?
Thursday, February 08, 2007
Sinceridade
Sempre acreditei que a sinceridade fosse a peça fundamental para qualquer tipo de relação. Mas todos temos nossos segredos e talvez alguns devam ficar guardados. Falar a verdade nem sempre ajuda e nem sempre surte o efeito desejado. Talvez todos nós estejamos fadados a viver com algum peso nos ombros. Algum sentimento de culpa, remorso, arrependimento ou até mesmo ódio. Quando você toma a decisão de contar a verdade, qualquer que seja ela, deve estar preparado para todas as conseqüências e repercussões, que às vezes podem ser catastróficas. O problema é que a verdade dói. Então não podemos esperar que tudo saia do jeito que queremos ao contá-la. Outro fator importante a ser levado em conta é que mentiras e omissões sempre acabam sendo descobertas e quando isso acontece acaba sendo pior do que ter contado a verdade. Portanto, liberte-se. Não viva de mentiras. Tenha coragem, pois não tem sensação melhor do que sentir-se de consciência limpa.
Thursday, January 25, 2007
Se arrependimento matasse, certamente eu já estaria a 7 palmos do chão. Queria simplesmente poder apagar todas as experiências mal-sucedidas de minha memória, mas aí me lembro que são estas que me tornaram a pessoa que sou agora. E eu não ando muito satisfeita com essa pessoa que me tornei. Felizmente dá tempo de mudar ainda. Será mesmo que dá? Espero sinceramente que sim. "Tudo que vai, volta". Eu realmente passei a acreditar em carma de uns tempos pra cá...
Thursday, December 21, 2006
Sossega menina
Você sabe que quem brinca com fogo não faz xixi na cama como dizia sua avó. Quem se submete a brincar com fogo eventualmente pode acabar se queimando. E você tem queimaduras espalhadas por todo o corpo. Resultado de suas últimas aventuras... Mas tudo bem, são marcas que foram deixadas e que servem pra te lembrar que o passado foi real. Afinal não há aprendizado sem dor. Mas será que você realmente aprendeu alguma coisa? Porque se tivesse aprendido não estaria tão ansiosa pra se queimar de novo. Mas você não consegue escapar. Até tenta, mas é em vão. A magia e o fascínio que o fogo exercem sobre você falam mais alto que seus temores. Você sabe que é perigoso e também sabe o que acontece com quem se aproxima demais. Mas isso não é o suficiente para te alarmar. Pelo contrário, o perigo te instiga. Te faz querer conhecer até onde vão seus limites. E assim você chega o mais perto que pode. O calor vai aumentando gradativamente e você acha que nada vai acontecer e por isso dá mais um passo em direção às chamas. Quando se dá conta já está pegando fogo e as novas cicatrizes são inevitáveis. O problema é que você não consegue se manter afastada desse fogo e às vezes não tem argumentos plausíveis pra explicar por que gosta tanto de correr esses riscos. E você também sabe o que vai acontecer se chegar tão perto de novo, mas você não liga. Prefere queimar e se sentir viva com o sangue correndo em suas veias do que ser uma mera espectadora que observa tudo de longe sem se desafiar e se dar a chance de perder o controle de vez em quando.
Tuesday, December 19, 2006
Faça o que eu digo mas definitivamente não faça o que eu faço
Nem todos nós fomos providos de paciência, e eu sou uma dessas pessoas. Mas cabe a cada um, num exercício diário, o desenvolvimento desse dom. Dom? Sim, porque a capacidade de saber falar e ouvir na hora certa e saber respeitar os limites das pessoas não é para qualquer um. E aqui devo abrir um parênteses. Nesse nosso mundinho individualista e egoísta, a consideração e o respeito foram deixados de lado. Cada um está preocupado com seus próprios problemas e são poucos os que possuem disposição para ouvir o que os outros têm para falar. Enfim...
Já notou que pessoas chatas e irritantes existem em TODOS os cantos? Até mesmo nossos amigos nos tiram do sério (deliberadamente ou não). Nesses momentos onde o ódio toma conta o segredo é respirar fundo e contar até um milhão se necessário. Tem pessoas que nem mesmo com sutilezas percebem que estão sendo chatas e inconvenientes (mais uma vez a velha história do egocentrismo). Nessas horas em questão cabe a você jogo de cintura pra lidar com os tipinhos que acham que o mundo gira ao seu redor. Sempre fui favorável ao diálogo. Se algo te incomoda, não se omita. Quem tenta agradar todo mundo, acaba desagradando a si próprio. Entenda que não estou falando para você ofender as pessoas. Infelizmente você não pode falar TUDO que pensa. Muitas verdades devem ser guardadas para que corações e egos não sejam feridos. Falsidade? Eu diria que não. Chamaria de consideração na verdade. Logicamente que certas pessoas não merecem essa tal de consideração. Mas esse conceito de consideração me faz entrar em contradição. Não dizem que um dos pilares do bom relacionamento é a sinceridade? Então... Se você tem intimidade com a pessoa, você tem que falar como se sente, escolhendo com o devido cuidado as palavras obviamente. Muitas coisas devem ser ditas de forma mais amena, contudo, devem ser ditas. Tenho certeza que você já ouviu aquela história boba do papel amassado que não volta a ser como antes, e se você refletir não é tão boba assim, pelo contrário, faz bastante sentido. Então cuidado com as atitudes e palavras. Certas coisas não tem volta.
Já notou que pessoas chatas e irritantes existem em TODOS os cantos? Até mesmo nossos amigos nos tiram do sério (deliberadamente ou não). Nesses momentos onde o ódio toma conta o segredo é respirar fundo e contar até um milhão se necessário. Tem pessoas que nem mesmo com sutilezas percebem que estão sendo chatas e inconvenientes (mais uma vez a velha história do egocentrismo). Nessas horas em questão cabe a você jogo de cintura pra lidar com os tipinhos que acham que o mundo gira ao seu redor. Sempre fui favorável ao diálogo. Se algo te incomoda, não se omita. Quem tenta agradar todo mundo, acaba desagradando a si próprio. Entenda que não estou falando para você ofender as pessoas. Infelizmente você não pode falar TUDO que pensa. Muitas verdades devem ser guardadas para que corações e egos não sejam feridos. Falsidade? Eu diria que não. Chamaria de consideração na verdade. Logicamente que certas pessoas não merecem essa tal de consideração. Mas esse conceito de consideração me faz entrar em contradição. Não dizem que um dos pilares do bom relacionamento é a sinceridade? Então... Se você tem intimidade com a pessoa, você tem que falar como se sente, escolhendo com o devido cuidado as palavras obviamente. Muitas coisas devem ser ditas de forma mais amena, contudo, devem ser ditas. Tenho certeza que você já ouviu aquela história boba do papel amassado que não volta a ser como antes, e se você refletir não é tão boba assim, pelo contrário, faz bastante sentido. Então cuidado com as atitudes e palavras. Certas coisas não tem volta.
Monday, December 11, 2006
Quebrando as regras do auto-controle
Tudo é uma questão de ter motivos pra sair de casa. E você tem o seu. Na verdade seu motivo pra sair de casa não é um bom motivo, é um ótimo motivo. É daquele que quando você bate os olhos não consegue mais parar de olhar, sente calafrios, falta de ar e as palavras faltam. E é por isso que você sai. Não sai esperando que aconteça algo surpreendente, mas no fundo acalenta um desejo que aconteça pelo menos alguma coisa. Chegando lá, você procura e não demora a achar o motivo de ter abandonado sua cama quente e confortável pra sair de casa numa noite fria e nada convidativa. Ele está lá parado e você finge que nem vê, porque te falaram que você precisa ter auto controle nessas horas. Mas você esquece disso 5 minutos depois e adota o "Tá na chuva é pra se molhar".
Você é paciente e sabe que precisa esperar o momento certo. Então espera. E espera mais um pouco e nada acontece. A oportunidade não aparece. Você não ouve aquele estalo e pensa: "Agora é a hora". Mas pelo menos você tem a vodka, a cerveja e os cigarros pra consolar já que o teu motivo não te dá a mínima. Você pensa em encher a cara, mas lembra bem da última vez que fez isso e o que aconteceu, então decide ir mais devagar. As horas vão passando e você vai sendo acometida por um leve desespero mas mesmo assim não deixa de lado suas pretensões e desejos. Você resolve dançar pra se distrair um pouco, mas não funciona. Seus pensamentos estão em outro lugar, não muito longe dali. Talvez você devesse dizer alguma coisa, o problema é que você já disse e também já fez tudo que podia. Não te resta outra alternativa então senão desistir. Pelo menos por essa noite. Chega a hora de se despedir. Vocês se abraçam e depois que se soltam, você pensa: "Droga, por que soltou tão rápido?" Aí ficam se olhando por um tempo. Um olhar que você não sabe explicar, mas que é diferente, hipnotizante, paralizante. Você sorri e diz: "Tchau" e vai embora. E não sabe nem explicar porque, mas aquele olhar valeu a noite. E enquanto espera o ônibus você lembra de uma das regras do auto controle: "Controle seu olhar de apaixonado, paixão é para fracos". Mas aí já é tarde demais pra lembrar disso e você continua sorrindo e pensa que ter saído de casa afinal, não foi tão ruim assim.
Você é paciente e sabe que precisa esperar o momento certo. Então espera. E espera mais um pouco e nada acontece. A oportunidade não aparece. Você não ouve aquele estalo e pensa: "Agora é a hora". Mas pelo menos você tem a vodka, a cerveja e os cigarros pra consolar já que o teu motivo não te dá a mínima. Você pensa em encher a cara, mas lembra bem da última vez que fez isso e o que aconteceu, então decide ir mais devagar. As horas vão passando e você vai sendo acometida por um leve desespero mas mesmo assim não deixa de lado suas pretensões e desejos. Você resolve dançar pra se distrair um pouco, mas não funciona. Seus pensamentos estão em outro lugar, não muito longe dali. Talvez você devesse dizer alguma coisa, o problema é que você já disse e também já fez tudo que podia. Não te resta outra alternativa então senão desistir. Pelo menos por essa noite. Chega a hora de se despedir. Vocês se abraçam e depois que se soltam, você pensa: "Droga, por que soltou tão rápido?" Aí ficam se olhando por um tempo. Um olhar que você não sabe explicar, mas que é diferente, hipnotizante, paralizante. Você sorri e diz: "Tchau" e vai embora. E não sabe nem explicar porque, mas aquele olhar valeu a noite. E enquanto espera o ônibus você lembra de uma das regras do auto controle: "Controle seu olhar de apaixonado, paixão é para fracos". Mas aí já é tarde demais pra lembrar disso e você continua sorrindo e pensa que ter saído de casa afinal, não foi tão ruim assim.
Monday, November 06, 2006
Ah não, de novo, não
Ah não! Não me diga que aconteceu de novo! Você estava lá toda tranqüila e imperturbável e achou que a última vez realmente tinha sido a útilma. As coisas tinham se estabilizado ou pelo menos assim parecia. Com o tempo foi ficando mais fácil relevar certos fatos e aceitar as derrotas. Foi um duro período de aprendizado mas você finalmente se viu feliz sem depender de terceiros e parou de achar que tudo que deu errado foi culpa sua, afinal você sempre fez o máximo que podia. Mas assim de repente um sentimento novo chegou, surpreendeu e reverteu toda sua inabalável lógica. Contrariando todas as linhas de seu raciocínio, depois de encher páginas e páginas de seu caderno com equações completas e decisões irreversíveis, depois de fazer milhões de promessas que não deixaria acontecer novamente. Mas sim, aconteceu. E agora você já não sabe direito o que fazer. É, vai ver você estivesse precisando mesmo de algo que te virasse do avesso de novo, só que dessa vez parece que não vai ser tão fácil assim fugir. Mas a pergunta é: você quer mesmo fugir?
Monday, October 16, 2006
Apenas mais uma
Decepção. Mais uma. Não que tenha sido tão difícil lidar com essa, mas é que em dado momento da noite eu lembrei de você. Desejei te ter ao meu lado pra sentir aquela sensação de segurança mais uma vez. Falsa segurança. Mas naquele instante isso era o que menos importava, aliás, nada importava quando eu estava com você. Era fácil esquecer tudo que estava errado ao seu lado. Faz falta. Eu não conhecia o real significado da palavra felicidade até encontrar você. Também não fazia idéia de como a palavra sofrimento tinha tantas variantes e que era possível sentir cada uma delas depois que você me deixou. Ficou uma lacuna, uma sensação de vazio. Vazio que NINGUÉM consegue preencher e nem chega perto disso.
Querendo ou não, com tudo que me aconteceu aprendi a ser mais independente, a não depender tanto dos outros. Mas tem momentos em que isso é irrelevante, pois eu não sou tão forte e inatingível e às vezes também desabo, e nessas horas tudo que eu queria era alguém pra me confortar como você fazia, mas eu não tenho.
Eu ainda guardo uma carta que fiz pra você e não pude entregar. Não que isso importe agora, mas o que está escrito lá nunca vai deixar de ser verdade. E junto com essa carta, também se encontra meu coração. Guardado no fundo de uma gaveta escura e fria. Inacessível e esquecido, pois foi lá que você o deixou e ninguém mais conseguiu encontrá-lo.
Enganei-me ao pensar que o pra sempre havia acabado, porque pra sempre eu vou lembrar do teu abraço, do teu cheiro, do teu toque, da sua voz, do seu olhar e do seu sorriso, que era aquele que também me fazia sorrir. E pra sempre isso vai me fazer falta. Sempre. Não passa um único dia que eu não pense em você e pense em como as coisas poderiam ter sido tão diferentes.
Decepção. Mais uma. Depois de você, toda decepção é apenas mais uma. Tão desinteressante quanto qualquer outro fato banal...
Querendo ou não, com tudo que me aconteceu aprendi a ser mais independente, a não depender tanto dos outros. Mas tem momentos em que isso é irrelevante, pois eu não sou tão forte e inatingível e às vezes também desabo, e nessas horas tudo que eu queria era alguém pra me confortar como você fazia, mas eu não tenho.
Eu ainda guardo uma carta que fiz pra você e não pude entregar. Não que isso importe agora, mas o que está escrito lá nunca vai deixar de ser verdade. E junto com essa carta, também se encontra meu coração. Guardado no fundo de uma gaveta escura e fria. Inacessível e esquecido, pois foi lá que você o deixou e ninguém mais conseguiu encontrá-lo.
Enganei-me ao pensar que o pra sempre havia acabado, porque pra sempre eu vou lembrar do teu abraço, do teu cheiro, do teu toque, da sua voz, do seu olhar e do seu sorriso, que era aquele que também me fazia sorrir. E pra sempre isso vai me fazer falta. Sempre. Não passa um único dia que eu não pense em você e pense em como as coisas poderiam ter sido tão diferentes.
Decepção. Mais uma. Depois de você, toda decepção é apenas mais uma. Tão desinteressante quanto qualquer outro fato banal...
Friday, September 01, 2006
Não acredito que ainda me importo com isso
A princípio eu não achei que seria uma corrida tão competitiva e com adversários tão mais ardilosos e bem mais preparados que eu. Mas desde o início a competição se mostrou acirrada, porém isso não me fez desistir como muitos já o haviam feito, só fez com que eu tivesse mais vontade de ganhar o prêmio.
Entretanto, por mais que eu corresse e me esforçasse eu não conseguia cruzar a linha de chegada entre os mais bem colocados. E cada vez apareciam novos obstáculos me impedindo de seguir em frente. Por diversas vezes pensei em desistir e procurar outro esporte, algum que me causasse menos stress, que me desse menos cansaço e que me proporcionasse algumas vitórias pra variar. Mas eu estava obcecada em ganhar e não consegui parar apesar das inúmeras derrotas, uma após a outra.
Só depois de muito tempo fui perceber que não importava quanto eu me empenhasse e quanto eu corresse, eu não iria chegar em primeiro lugar. Resolvi então abandonar o esporte, mas não por completo. Às vezes eu ainda corro, mas só por diversão mesmo, sem me preocupar demais com os resultados. Mas a verdade é que eu nunca me conformei em ter ganho apenas o prêmio de consolação, porque no fundo eu sei que merecia mais...
Entretanto, por mais que eu corresse e me esforçasse eu não conseguia cruzar a linha de chegada entre os mais bem colocados. E cada vez apareciam novos obstáculos me impedindo de seguir em frente. Por diversas vezes pensei em desistir e procurar outro esporte, algum que me causasse menos stress, que me desse menos cansaço e que me proporcionasse algumas vitórias pra variar. Mas eu estava obcecada em ganhar e não consegui parar apesar das inúmeras derrotas, uma após a outra.
Só depois de muito tempo fui perceber que não importava quanto eu me empenhasse e quanto eu corresse, eu não iria chegar em primeiro lugar. Resolvi então abandonar o esporte, mas não por completo. Às vezes eu ainda corro, mas só por diversão mesmo, sem me preocupar demais com os resultados. Mas a verdade é que eu nunca me conformei em ter ganho apenas o prêmio de consolação, porque no fundo eu sei que merecia mais...
Monday, August 21, 2006
Obrigada (?)
É estranho pensar em como tudo mudou tão rapidamente. Sentimentos que pareciam eternos foram evaporando com o tempo. Não deixo de pensar que talvez tenha sido culpa minha o rumo que as coisas tomaram. Mas aí eu me lembro que tentei, tentei até demais e foi em vão. E a verdade é que eu também cansei de me culpar por tudo que deu errado. Se eu era tão importante como você dizia ser, por que acabou assim?
Se eu sinto saudades? Sempre. Meus melhores momentos foram ao teu lado. Foi difícil demais dizer adeus pra tudo isso. Só que eu cansei de me prender ao passado.
Dizer que não me importo mais seria uma mentira. Mas agora não faz tanta diferença como fazia antes. A verdade é que prefiro nunca mais te ver, porque sei que não conseguiria me despedir de você novamente.
Eu tive que aprender a viver sem você e não foi fácil, se bem que você facilitou bastante as coisas se afastando do jeito que afastou. Mas o importante é que finalmente estou bem e não pretendo voltar para essa prisão que foi tão difícil escapar.
Muito obrigado por tudo, você foi uma das melhores coisas que já me aconteceu, e eu nunca vou esquecer disso.
Se eu sinto saudades? Sempre. Meus melhores momentos foram ao teu lado. Foi difícil demais dizer adeus pra tudo isso. Só que eu cansei de me prender ao passado.
Dizer que não me importo mais seria uma mentira. Mas agora não faz tanta diferença como fazia antes. A verdade é que prefiro nunca mais te ver, porque sei que não conseguiria me despedir de você novamente.
Eu tive que aprender a viver sem você e não foi fácil, se bem que você facilitou bastante as coisas se afastando do jeito que afastou. Mas o importante é que finalmente estou bem e não pretendo voltar para essa prisão que foi tão difícil escapar.
Muito obrigado por tudo, você foi uma das melhores coisas que já me aconteceu, e eu nunca vou esquecer disso.
Saturday, June 17, 2006
O pra sempre sempre acaba
E o pra sempre acabou. Eu só fui perceber alguns dias atrás, mas pode ser que tenha acabado antes. Não foi fácil pra mim. Eu chorei, me desesperei, mas não ajudou em nada. Desde então eu venho tentando me conformar, coisa que pode demorar pra acontecer, se é que vai acontecer algum dia. O meu consolo é que só restaram lembranças boas. Na verdade eu nem sei se é consolo porque sempre que eu começo a pensar nessas lembranças me dá uma tristeza enorme pelo simples fato de saber que as coisas jamais serão como eram antes. Tantos sonhos, planos e promessas que eu cheguei realmente a a acreditar que seria eterno. E por que tinha de acabar assim tão de repente? Saber que você gosta de mim e que também sente minha falta não ajuda muito, porque às vezes tudo que eu quero é apenas te abraçar e saber que você está comigo. Mas agora eu sei que não está mais, independente do que você diga.
Infelizmente todas as coisas boas tem um final, não é? Deve ser isso mesmo...
Infelizmente todas as coisas boas tem um final, não é? Deve ser isso mesmo...
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