Tuesday, August 21, 2007

Se não fizer doce não tem graça

Após uma longa e sofrível sessão de cinema, tá mentira, não foi sofrível porque a companhia era perfeita (ou na época eu julgava ser pelo menos) e o filme era com o Brad Pitt (que pra variar estava horrível, claro). Mas acontece que naquele dia as coisas não saíram conforme o planejado e vou explicar porque... Sabe quando você gosta de alguém e vai ao cinema com essa pessoa? Então... O mínimo que você espera é dar uns beijos nela, correto? Correto. Mas não foi bem assim que aconteceu. Além de não ter beijo nenhum, na hora da despedida (que também é o momento ideal para se beijar alguém) eu ainda tive de ouvir um: “Se não fizer doce não tem graça”. Como assim doce? Vou enfiar um doce no seu c*, pensei comigo mesma e fui embora indignada. Mas passou... O ódio passou, a indignação passou, muita coisa aconteceu e 3 anos se passaram desde o ocorrido naquela tarde fria de sábado. Na verdade nem sei porque me lembrei dessa história, mas com uma coisa vou ter que concordar: Se não fizer doce, REALMENTE não tem graça. Sábias palavras que naquele dia me deixaram puta, mas que hoje fazem total sentido...

Thursday, August 09, 2007

A rua sem saída

Geralmente você vai parar na sua sem saída quando as coisas estão realmente feias pro teu lado e quando a atmosfera insalubre de um bar ou o ambiente aconchegante de um café não servem pra você desabafar e ficar choramingando. Nesses casos a rua sem saída vem bem a calhar e você acaba dando uma passada lá porque precisa de um escape, fugir um pouco da realidade que anda dura demais. Na rua sem saída a trilha sonora normalmente é péssima, mas as companhias são ótimas e rola até um beat box se bobear. Muitos transeuntes passam por lá, mas pouquíssimos param pra ver o que está acontecendo. Lá sempre acontecem conversas de alto nível filosófico, daquelas que mudam a vida e tocam o coração e se não fazem isso pelo menos te fazem rir muito. Aliás, risadas na rua sem saída são uma coisa comum, por mais estranho que possa parecer. Na rua sem saída você tem passe livre pra falar mal de quem quiser, porque não basta reclamar apenas da sua vida, tem que falar da dos outros também. Acho que essa rua é mágica ou possui algum tipo de encantamento porque quando você vai pra lá, vai num estado lamentável e quando sai de lá, sai rindo e o melhor de tudo é que na rua sem saída você sempre acaba descobrindo que há uma saída e que nem tudo está perdido. É realmente um lugar especial, mas quanto menos eu precisar dar uma passada lá, melhor.

Thursday, July 26, 2007

Dorzinha no coraçãozinho

Você solta uma piadinha aqui, um comentário irônico ali, uma metáfora acolá e todo mundo pensa: “Nossa, como ela tá se recuperando bem do seu último relacionamento desastroso. Aposto que vai sair dessa sem seqüelas emocionais”. Há, aí é que eles se enganam. Você finge que está tudo bem porque quer mostrar que é uma mulher superior e que levou a história toda na esportiva. Mas essa não é uma tarefa nada simples.
Tem malditos dias que a porra do coração dói demais, dói tanto que dá vontade de sair gritando e quebrando tudo e você só não faz isso porque essa seria uma atitude de uma pessoa sem amor no coração e pouco civilizada, e é óbvio que nesse momento seu coração transborda amor, bem mais do que você queria, e quanto a civilidade, bem você não é tão civilizada assim não, mas enfim...
O apoio das amigas é fundamental nessas horas. Uma sugere: Passa mercúrio cromo no coração que logo fica tudo bem! Outra fala pra eu encher a cara. Recomendam também que eu vá me benzer. Passar mercúrio cromo não vai resolver nada, quem sabe arrancar a porcaria do coração fora e trocar por um novo resolva, mas a idéia de beber é sempre válida. O problema é que quando você acorda no dia seguinte, além de estar com uma puta ressaca ainda tem a porra do coração que continua doendo pra caralho (mais que no dia anterior, se possível). Estou pensando seriamente em ir me benzer...

Thursday, July 12, 2007

Amor bandido - 2007

Chegou ao final mais uma temporada do seu reality show/novela mexicana favorito “Amor bandido”. Num final apoteótico a mocinha levou um chute na bunda e foi catar coquinho na descida. A audiência como era de se esperar foi espetacular. Segundo os críticos essa temporada do seriado deu um enfoque maior aos aspectos psicológicos das personagens e tentou explicar através dessa abordagem porque elas são tão problemáticas e estranhas. “Foi uma temporada com uma carga dramática bem elevada. Teve muita baixaria, falcatrua e choradeira, como já era esperado.” Os contratos com o elenco já foram renovados. Obviamente algumas personagens, que não caíram nas graças do público, foram retiradas do show. Para a próxima temporada os roteiristas da série prometem várias reviravoltas e surpresas com relação a personagem principal, que no final da temporada resolveu chutar o pau da barraca e se abraçar na garrafa de curaçao blue, de martini, de vinho e todas as outras que encontrou pela frente. “É bem provável que ela mostre um lado mais obscuro e amargo nessa próxima temporada devido aos acontecimentos traumatizantes que ela sofreu”. Com relação ao próximo par romântico da mocinha surge uma dúvida: Será que ela conseguirá entregar seu coração para alguém novamente? Aguarde por mais notícias e não perca a próxima temporada de “Amor bandido”, o único reality show/novela mexicana sem final feliz e transmitido 24 horas por dia.

Wednesday, July 11, 2007

Bad trip

Não é todo dia que te chamam de idiota. Mas quando você resolve dar umas mordidas no pão que o diabo amassou é até normal que te chamem disso, ou coisa pior. Só que no fim das contas é bom ser chamada de idiota, porque aí você lembra que tem que voltar para sua dieta saudável, afinal o pão amassado e pisoteado pelo capeta não tem um gosto nada agradável.

Wednesday, July 04, 2007

Amando, a mando do capeta

Num momento de insanidade temporária resolvo escrever um e-mail expondo todos os meus sentimentos. Convenhamos que alguém mais esperto não faria esse tipo de coisa. Alguém mais esperto provavelmente fingiria que nem se importa. Mas como eu já disse estou alegando insanidade temporária e essa será minha defesa.
Me levanto e abro o bloco de notas e nesse instante uma vozinha dentro de mim diz: “O que você tem nessa cabeça? Feche agora esse maldito bloco de notas e nem pense em escrever um e-mail sobre como você sente falta daquele demônio!”
Esse era meu lado racional falando. Todavia, o lado emocional me dizia: “Você precisa se livrar desse peso que você carrega nesse singelo coraçãozinho que não tem culpa de estar amando. Escreve logo de uma vez!” E adivinha quem levou a melhor nesse conflito interno entre razão e emoção?
Num ato de desmedida coragem, pois é, burrice agora ganhou outro nome, resolvo então escrever.
Depois de três horas, tentando soar o mais sensata possível, consigo finalizar o bendito e-mail. Mas não me sinto preparada para mandá-lo ainda. Parece-me que falta algo. Deixo então, o bloco de notas aberto, caso mais alguma coisa tenha de ser escrita.
O que eu não sabia é que escrever seria a parte fácil. Enviar o e-mail, porém, se mostrava uma tarefa bem mais difícil do que eu pensava. Depois de ler o e-mail 483 vezes (ainda bem que não sou quase nada perfeccionista, leia-se: chata) e me certificar que tudo estava nos conformes finalmente resolvo envia-lo.
Quando vou clicar no “enviar” a vozinha da razão tenta um apelo final: “Tem certeza que vai mandar isso mesmo? Olha que não tem mais volta depois de enviado.” Aí é a vez da emoção revidar: “Ah, olha o trabalho do cão que você teve pra escrever esse e-mail, você já tá na merda mesmo. Manda!”

Placar final: Emoção 19 x 0 Razão

Monday, July 02, 2007

Dois pra lá e dois pra cá

Toda pessoa possui um talento especial, certo? Certo. Eu sinceramente não descobri ainda qual é o meu, mas posso afirmar com toda certeza do mundo que não é dançar.
Confesso que sempre tive inveja das pessoas mais coordenadas que eu. Me lembro das festas de 15 anos onde todas as meninas sabiam as coreografias dos hits do momento e eu ficava lá com uma cara de paisagem abanando os braços e tentando acompanhá-las e sempre errava os passos. Isso foi traumático. Ainda bem que não preciso mais ir nesse tipo de evento passar vergonha. Mas isso não significa que meus problemas acabaram porque ainda existem vários lugares pra dar vexame dançando.
Se tem uma coisa que eu tenho pavor é quando alguém me chama pra dançar forró. Eu entro em pânico e fico com vontade de fugir, mas as pessoas insistem e dizem: "É fácil, dois pra lá e dois pra cá." Fácil o caralho! Eu simplesmente não consigo e todo mundo que já tentou me ensinar notou que não dá, que eu não nasci pra coisa mesmo. Mas eu já nem ligo mais pra isso, eu não sei dançar e esse é um fato imutável e incontestável.
Então, em nome do bem-estar da nação se algum dia você sair comigo, por favor não me chame pra dançar forró, axé, samba, funk, valsa ou qualquer coisa que exija o mínimo de coordenação motora. Pode me deixar sozinha no canto bebendo que eu não ligo...

Wednesday, June 20, 2007

Ema, ema, ema cada um com os seus pobrema

Você achou que tinha descoberto um novo método revolucionário na resolução de problemas, que consistia no seguinte: Arranjar problemas ainda maiores que o anterior. Tudo bem, essa idéia de se esconder em subterfúgios e não encarar a dura realidade não foi a mais esperta que você teve ultimamente, mas por um tempo realmente deu certo.
Porém, depois de viver a vida intensamente, sair demasiadamente, dançar freneticamente, rir demais, beber todas, aprontar altas falcatruas aconteceu o inesperado: Aquele problema que havia sido jogado pra baixo do tapete e pra todos os efeitos havia sido esquecido, voltou, e voltou com tudo. Bom, na verdade não foi tão inesperado assim porque você sabia que não estava tudo bem, como dizia estar. O fato é que esse negócio de auto-enganação não vai muito longe. Mentir pros outros é fácil, difícil é mentir pra você mesmo e realmente se convencer das coisas que você fala. E temos que concordar que você não mente muito bem, não é?
O grande problema dos problemas é que eles são grudentos, eles vão com você pra onde quer que você vá e é ilusório esperar que eles desapareçam ou se resolvam sozinhos porque eles sempre acabam voltando pra atormentar e, nesse caso, o problema estava o tempo todo lá. Bastou apenas uma música pra te lembrar que ele ainda existia e desencadear numa seqüência de fatos que é melhor nem mencionar. Então da próxima vez não esqueça: Coloque um ponto final na situação e pare de levar com a barriga!

Tuesday, June 19, 2007

Vida bandida

Alguns chamam de infeliz coincidência, outros falam em ironia do destino e há os que acreditam que “é para ser”. Eu particularmente acho que deve ser vodu, macumba ou uma pegadinha do mal, coisa do capeta mesmo. Uma espécie de teste maligno para pôr à prova tudo que eu ando negando nos últimos dias.
Resultado? Não, dessa vez eu resolvi não me afundar na lama de novo, isso não me fez bem da última vez e quem quer que tenha dito que lama faz bem pra pele tava mentindo. É, a vida pode ser cruel às vezes...

Monday, June 18, 2007

Não chegue perto demais

Ultimamente eu tenho estado meio assim sei lá, sabe como? Sem saco pra porra nenhuma, com vontade de chutar o pau da barraca, explodir um shopping, jogar uma bomba na faculdade, reclamando mais do que o normal, falando menos do que costumo falar, tocando um foda-se geral, com vontade de mandar todo mundo pro inferno, completamente sem paciência pras pessoas.
Mas calma, visando o bem-estar da comunidade, a saúde pública já me interditou e declarou que no momento me encontro inapta ao convívio social. De acordo com relatórios, esse comportamento provavelmente deve ser um novo mecanismo de defesa, uma forma de encarar os últimos acontecimentos bizarros na minha vida conturbada. Disseram também que talvez uma quarentena resolva. Então é esperar pra ver...

Wednesday, June 13, 2007

Inundando a cidade - Parte II

Você percebe que chegou ao fundo do poço quando não pára de ouvir música sertaneja e começa a achar que devem ter escrito aquelas letras pensando nos infortúnios que você haveria de enfrentar.
Você fuma que nem uma louca, canta (você não espalha pra todo mundo, mas sabe todas as letras de cor), pensa em tudo que deu errado, chora. Aliás, você não chora, você se descabela de chorar, como se isso fosse resolver alguma coisa. Mas no fundo você se sente menos incompreendida no mundo, afinal quem escreveu letras tão brilhantes deve ter passado pela mesma miséria que você se encontra no momento. Porque duvido que alguém que estivesse feliz conseguiria escrever letras com tamanha profundidade como aquelas.
Aí depois de todo esse ritual você pensa: Meu Deus, em que nível fui chegar? E resolve, então, ouvir uma coisa mais moderninha pra ver se essa sensação ruim vai embora. Mas não adianta, os caras do Arctic Monkeys e do Maximo Park não estendem o que você está passando. Mas o Zezé di Camargo e o Luciano entendem. E a vodka também. Ah como entendem...

Monday, June 11, 2007

Estranho, muito estranho

É sábado quase 23 horas e minha mãe passa pelo meu quarto e pergunta:
- Tá doente?
Respondo que não e pergunto por que. Ela responde:
- O que tá fazendo em casa então?
Essa é realmente uma ótima pergunta. Afinal eu já não saí ontem e usei como desculpa a preguiça. Hoje a minha desculpa é que fui acometida por uma leve dor de garganta, estou indisposta e preciso fazer um trabalho da faculdade. Semana passada eu também não coloquei meu pé pra fora de casa durante o fim de semana. Minha desculpa? Não me lembro. Só lembro que passei o fim de semana vendo filme e comendo tudo que eu via pela frente.
O que está acontecendo comigo? Será que eu estou estragada? Ou pior: Será que virei uma velha, chata e mal-amada e não percebi? Antes no meu vocabulário não existiam as palavras preguiça e doença num fim de semana.
Estou ficando com medo disso e o que me dá mais medo é o fato de estar gostando desses meus programas solitários de gente velha, chata e mal-amada.
Alguém aí por favor faça o favor de me tirar de casa, nem que pra isso seja necessário me levar pelos cabelos. Ficarei muito agradecida...

Thursday, June 07, 2007

Inundando a cidade - Parte I

Por culpa de um sonho que tive com você
Todas as lembranças retornaram
E momentos que ainda estão por vir
Experiências que iríamos dividir

Pela primeira vez em muito tempo eu sorri
A dor por um momento aliviou
Resolvi então te procurar
E te propor tentar mais uma vez

Fui culpado por nossa vida desmoronar
Tive um sonho
Onde tudo entre nós parecia melhorar
Mas depois de ver você feliz
Ao lado de outro alguém
Sei que essa dor não vai passar

Eu tinha tantos planos pra nós dois
Estava pronto pra tentar recomeçar
Pronto pra te mostrar o quanto eu mudei
Sem saber que pra você já era tarde demais

Fui culpado por nossa vida desmoronar
Tive um sonho
Onde tudo entre nós parecia melhorar
Mas depois de ver você feliz
Ao lado de outro alguém
Sei que essa dor não vai passar

Sunday, June 03, 2007

Noite passada eu vi meu mundo explodir

Penso em você antes de pegar no sono. Termômetro marcando 7º graus. 3:29 da manhã. Por que fui inventar de sair hoje? Ainda bem que estou voltando pra casa, não agüentava mais. Um turbilhão de pensamentos. Perco meu chão. Sinto o coração bater forte e descompassado. Você passa e não me vê. Quem é vivo sempre aparece pra atormentar e trazer lembranças à tona. Meu riso cessa imediatamente. Não, não pode ser, mas é. Longa espera, numa noite fria. Risadas, muitas risadas. Finalmente! Vamos embora? Minutos intermináveis. Reclamações. Música ruim. Como eu poderia adivinhar que o pior ainda estava por vir? Mudança de ambiente. Deixa assim, tentar encontrar consolo em outros braços não funciona mesmo. Tudo bem. Achei que ontem tinha sido bom pra você também. Um beijo no rosto e uma desculpa esfarrapada. Surge uma certa tensão no ar na hora da despedida. Mas não é nem meia-noite e as coisas já começam a desandar. A noite parece promissora. Risadas. Companhias agradáveis. E assim eu saio... Traduzindo: Vou sair por aí na esperança de te encontrar porque eu preciso de um último abraço e de um último beijo. Chega sexta-feira à noite e eu penso: Sexta não é dia de ficar mofando em casa.

Saturday, June 02, 2007

Muita calma nessa hora

Em meio ao caos, gritaria e ao desespero coletivo mediante à tragédia que acabara de ocorrer, surge alguém calmo, sensato e coerente tentando apaziguar os ânimos das pessoas com a brilhante sentença:
- Calma, caralho! Agora não adianta brigar, porra! Já fodeu mesmo..

Adivinha quem era esse ser brilhante e com esse linguajar polido?
Sim, acertou!
(Mas que as pessoas se acalmaram, ah isso elas se acalmaram).

Wednesday, May 16, 2007

Every time you close your eyes, lies

Os dias então foram ganhando mais cor. Tudo parecia finalmente se encaixar. Todas as preocupações que costumavam me afligir tornaram-se insignificantes naqueles dias.
Um sentimento inesperado, intenso e arrebatador. Era a felicidade chegando. E assim como ela chegou, foi embora. De repente, sem avisar e me deixou com aquela sensação de vazio e com aquele gosto amargo na boca. Durou pouco, mas o suficiente pra permanecer dentre minhas memórias mais felizes e deixar saudades.
Gostaria de poder voltar atrás e fazer tudo diferente, queria que minhas palavras, antes tão doces, não estivessem tão cheias de amargura e rancor nesse momento.
Engraçado como a perspectiva das coisas muda tão rapidamente. E isso me faz questionar se valeu a pena. Desistir teria sido mais fácil, entretanto, eu escolhi insistir, mesmo já sabendo desde o inicio que não daria certo. Por quê? É exatamente essa pergunta que não consigo responder.

Saturday, April 28, 2007

Não olhe pra trás, é perigoso

Planeje cuidadosamente sua fuga. Um deslize pode comprometer todo o andamento do processo. Deixe para trás tudo que passou. Esqueça tudo que já foi dito. Rasgue todos os retratos, cartas e lembranças porque você não vai precisar de mais nada disso daqui pra frente. Fuja dos velhos hábitos, da rotina e tudo que te leve a pensar naqueles momentos. Não se prenda ao passado porque mesmo você querendo, nada vai ser como antes. Siga em frente e não tema as mudanças, mesmo sendo difícil no começo. É tudo uma questão de costume. Feche essa porta e não olhe para trás.
Parabéns, você está livre! Comemore, pois não há presente melhor que a liberdade!
Teoricamente simples, não?

Thursday, February 08, 2007

Sinceridade

Sempre acreditei que a sinceridade fosse a peça fundamental para qualquer tipo de relação. Mas todos temos nossos segredos e talvez alguns devam ficar guardados. Falar a verdade nem sempre ajuda e nem sempre surte o efeito desejado. Talvez todos nós estejamos fadados a viver com algum peso nos ombros. Algum sentimento de culpa, remorso, arrependimento ou até mesmo ódio. Quando você toma a decisão de contar a verdade, qualquer que seja ela, deve estar preparado para todas as conseqüências e repercussões, que às vezes podem ser catastróficas. O problema é que a verdade dói. Então não podemos esperar que tudo saia do jeito que queremos ao contá-la. Outro fator importante a ser levado em conta é que mentiras e omissões sempre acabam sendo descobertas e quando isso acontece acaba sendo pior do que ter contado a verdade. Portanto, liberte-se. Não viva de mentiras. Tenha coragem, pois não tem sensação melhor do que sentir-se de consciência limpa.

Thursday, January 25, 2007

Se arrependimento matasse, certamente eu já estaria a 7 palmos do chão. Queria simplesmente poder apagar todas as experiências mal-sucedidas de minha memória, mas aí me lembro que são estas que me tornaram a pessoa que sou agora. E eu não ando muito satisfeita com essa pessoa que me tornei. Felizmente dá tempo de mudar ainda. Será mesmo que dá? Espero sinceramente que sim. "Tudo que vai, volta". Eu realmente passei a acreditar em carma de uns tempos pra cá...

Thursday, December 21, 2006

Sossega menina

Você sabe que quem brinca com fogo não faz xixi na cama como dizia sua avó. Quem se submete a brincar com fogo eventualmente pode acabar se queimando. E você tem queimaduras espalhadas por todo o corpo. Resultado de suas últimas aventuras... Mas tudo bem, são marcas que foram deixadas e que servem pra te lembrar que o passado foi real. Afinal não há aprendizado sem dor. Mas será que você realmente aprendeu alguma coisa? Porque se tivesse aprendido não estaria tão ansiosa pra se queimar de novo. Mas você não consegue escapar. Até tenta, mas é em vão. A magia e o fascínio que o fogo exercem sobre você falam mais alto que seus temores. Você sabe que é perigoso e também sabe o que acontece com quem se aproxima demais. Mas isso não é o suficiente para te alarmar. Pelo contrário, o perigo te instiga. Te faz querer conhecer até onde vão seus limites. E assim você chega o mais perto que pode. O calor vai aumentando gradativamente e você acha que nada vai acontecer e por isso dá mais um passo em direção às chamas. Quando se dá conta já está pegando fogo e as novas cicatrizes são inevitáveis. O problema é que você não consegue se manter afastada desse fogo e às vezes não tem argumentos plausíveis pra explicar por que gosta tanto de correr esses riscos. E você também sabe o que vai acontecer se chegar tão perto de novo, mas você não liga. Prefere queimar e se sentir viva com o sangue correndo em suas veias do que ser uma mera espectadora que observa tudo de longe sem se desafiar e se dar a chance de perder o controle de vez em quando.