Tem alguma coisa nova pra fazer? Não! É, deve ser por isso que prefiro ficar em casa numa sexta-feira à noite. Ler, ver filme, comer, escrever ou dormir é mais produtivo que apertar o rewind e depois assistir a mesma coisa de sempre. As mesmas pessoas, os mesmos assuntos, as mesmas músicas, as mesmas bebidas, os mesmos fiascos.
Que tal um novo romance? Ih, melhor não. Inventar um novo amor nunca dá certo mesmo. Depois de escrever uma tragédia de final de ano com um desfecho bizarro o roteirista do seriado resolveu tirar férias e se mandou pra alguma ilha tropical, já que o clima de Curitiba anda uma porcaria. Férias mais que merecidas, devo admitir. “Mas e o show, como fica?” Perguntam os telespectadores. O show fica um saco. A falta de emoção desse ínicio de temporada já começou a refletir na audiência, que anda dando traço.
Acho que preciso de um novo roteirista pra temporada 2008. Cansei do antigo. As histórias dele já não emocionam mais como antigamente. Também preciso de novos ares, novos personagens, nova locação, novo figurino, nova maquiagem...
Saturday, January 26, 2008
Monday, January 21, 2008
Vira o disco, porra!
Quando você decide parar de sair contando tudo da sua vida por aí, você sente que evoluiu espiritualmente, se tornou uma pessoa mais sábia. Mas na verdade você só decidiu ficar quieta porque sabia que as pessoas iam meter o pau se soubessem o que você andava fazendo por aí nesses dias de ausência. Mas chega uma hora que não dá mais pra agüentar e você decide romper o silêncio. As pessoas precisam saber em que mar de lama você se meteu dessa vez. E você também precisa ouvir palavras de afeto e consolo dos seus amigos. Então você reclama. Reclama muito mesmo. No meio da rua, às 3 da manhã. E você não tá nem aí se tá fazendo um escândalo, gritando, esperneando e acordando as pessoas porque você precisa colocar tudo pra fora. Você passou do seu limite, aliás passou tanto do limite que já nem sabe mais onde ele costumava ficar. E convenhamos que escutar demais e falar de menos não combina com você.
Naquela noite você dorme aliviada, parecendo ter tirado um peso de seus ombros. Um peso que você mesma decidiu carregar e está ciente disso porque agora você virou uma adepta fervorosa do carma e sabe que tudo que aconteceu foi culpa sua mesmo. Tem malditas horas nas nossas vidas que a gente resolve se auto-punir. Uma espécie de pagamento de pecados com juros e correção monetária. E assim os dias vão passando, com você reclamando e seus amigos pacientemente ouvindo. Coitados. Mas esses amigos foram eleitos por você como pessoas que você pode contar tudo. Eles te amam e precisam te aturar. Mas até você cansa de você mesma uma hora. Então decide deixar essa história pra lá. Você finalmente vira o disco e resolve tocar ritmos menos perigosos. O travesseiro é seu melhor amigo nesses dias. E se tem uma coisa que realmente irrita são noites em claro por causa da bendita insônia. É um saco você ser privada de uma das coisas que mais gosta de fazer, não?
Eis que você percebe que atingiu a 3ª idade com 20 anos porque sua vida se baseia em comer, dormir e ver televisão. Em determinado momento você se pega assistindo Anaconda 2 (como se o primeiro já não tivesse sido ruim o suficiente). Para você isso tem alguma coisa de assustador. Será que você realmente chegou ao fundo do poço? Seria o principio do fim? Melhor nem pensar muito sobre esse assunto. Como dizem, “depois da tormenta vem a calmaria”. Sei lá, deve ser uma mistura de inferno astral, crise existencial, bloqueio criativo, bagunça mental e tédio. Ok. Você queria paz, tá reclamando do que agora? Da rotina enfadonha e do marasmo? Pois é meu bem, ter que virar o disco é um saco mesmo.
Naquela noite você dorme aliviada, parecendo ter tirado um peso de seus ombros. Um peso que você mesma decidiu carregar e está ciente disso porque agora você virou uma adepta fervorosa do carma e sabe que tudo que aconteceu foi culpa sua mesmo. Tem malditas horas nas nossas vidas que a gente resolve se auto-punir. Uma espécie de pagamento de pecados com juros e correção monetária. E assim os dias vão passando, com você reclamando e seus amigos pacientemente ouvindo. Coitados. Mas esses amigos foram eleitos por você como pessoas que você pode contar tudo. Eles te amam e precisam te aturar. Mas até você cansa de você mesma uma hora. Então decide deixar essa história pra lá. Você finalmente vira o disco e resolve tocar ritmos menos perigosos. O travesseiro é seu melhor amigo nesses dias. E se tem uma coisa que realmente irrita são noites em claro por causa da bendita insônia. É um saco você ser privada de uma das coisas que mais gosta de fazer, não?
Eis que você percebe que atingiu a 3ª idade com 20 anos porque sua vida se baseia em comer, dormir e ver televisão. Em determinado momento você se pega assistindo Anaconda 2 (como se o primeiro já não tivesse sido ruim o suficiente). Para você isso tem alguma coisa de assustador. Será que você realmente chegou ao fundo do poço? Seria o principio do fim? Melhor nem pensar muito sobre esse assunto. Como dizem, “depois da tormenta vem a calmaria”. Sei lá, deve ser uma mistura de inferno astral, crise existencial, bloqueio criativo, bagunça mental e tédio. Ok. Você queria paz, tá reclamando do que agora? Da rotina enfadonha e do marasmo? Pois é meu bem, ter que virar o disco é um saco mesmo.
Saturday, January 19, 2008
Ano novo, vida velha
O que está acontecendo? O que nós estamos fazendo? Aonde tudo isso vai dar? Isso é certo? O que você realmente quis dizer com isso? O que eu sou pra você? O que deu errado? De quem é a culpa? Será que algum dia...? Meu Deus! Quanta pergunta desnecessária! Na verdade, acho que não preciso mais saber dessas respostas, então resolvi deixar pra lá. Sei lá, ultimamente o que eu mais tenho pensado é em não pensar. Tipo um exercício diário mesmo. O meu costume de ficar racionalizando e procurando sentido em todas as coisas não tava fazendo bem pra minha saúde mental, aí resolvi praticar essa nova técnica revolucionária, já que a última (a de arranjar problemas maiores que o anterior), não deu certo. Mas calma aí, deixa eu explicar direito. Eu não virei um ser alienado aos acontecimentos do mundo. Devo deixar bem claro que eu apenas evito com todas as minhas forças pensar no que pode me fazer mal se eu refletir demais sobre. Se ater a detalhes pode ser bem perigoso, afinal alguém bem esperto já disse: O diabo mora nos detalhes. Outro procedimento importante que incorporei no meu dia-a-dia é sempre esperar o pior dos outros porque expectativa só gera decepção no final das contas. Aí quando acontece, e geralmente acontece, eu apenas digo: Ah, já estava esperando por isso mesmo. O que evita aborrecimentos maiores. Claro que é imprescindível sempre manter o otimismo diante das circunstâncias. Se cair na rede é peixe e o que vier é lucro. Assim que funciona. E por fim e não menos importante, tomei a decisão de não tomar decisões. Não estou apta pra fazer escolhas no momento e a fuga me parece a melhor forma de adiar resoluções definitivas. Esse negócio de “nunca mais” me assusta, então prefiro não correr riscos e sair correndo mesmo. Pode dizer que tudo isso não passa de auto-enganação e que eu sou fraca e covarde. Foda-se! Porque como diria minha prima: O importante é ser feliz. E se eu estou feliz assim, o resto é resto! E tenho dito...
Saturday, November 03, 2007
Trastes S.A.
Certa noite na faculdade encontrei uma amiga que não via há tempos e ela me perguntou:
- E aí Bruna, continua enrolada?
Antes mesmo de pensar em alguma resposta, uma outra amiga que estava junto respondeu por mim:
- Ih, a Bruna conseguiu encontrar alguém mais falcatrua que ela!
Eu apenas ri e concordei, mas depois pensando mais a respeito do assunto cheguei a conclusão que as pessoas deveriam vir com etiquetinhas de alerta do tipo: “Olha, sou psicopata, ciumenta(o) e meio instável, cuidado!” Facilitaria tanto a vida e evitaria taaaantas decepções. Se bem que eu tenho medo do que poderia vir escrito na minha etiqueta. Hê. Então melhor deixar pra lá a idéia...
- E aí Bruna, continua enrolada?
Antes mesmo de pensar em alguma resposta, uma outra amiga que estava junto respondeu por mim:
- Ih, a Bruna conseguiu encontrar alguém mais falcatrua que ela!
Eu apenas ri e concordei, mas depois pensando mais a respeito do assunto cheguei a conclusão que as pessoas deveriam vir com etiquetinhas de alerta do tipo: “Olha, sou psicopata, ciumenta(o) e meio instável, cuidado!” Facilitaria tanto a vida e evitaria taaaantas decepções. Se bem que eu tenho medo do que poderia vir escrito na minha etiqueta. Hê. Então melhor deixar pra lá a idéia...
Friday, October 19, 2007
Nada demais
Eu adoro o horário de verão. Por que? Porque quando eu chego na faculdade ainda é dia. E daí? E daí que eu gosto e pronto, ué! Se não fosse pelo horário de verão eu não teria visto um arco-íris quando cheguei pra assistir aula na terça. Na verdade achei que fosse uma alucinação porque quando fui mostrá-lo pras pessoas ele já não estava mais lá. Mas o problema é que eu estava apontando pro lugar errado. Sei lá. Me deu uma certa alegria contemplar tal fenômeno da natureza. Por um breve momento esqueci que eu estava com preguiça de assistir aula e que meus pés estavam encharcados por causa da chuva que me pegou de surpresa. Eu odeio o clima de Curitiba. Nunca dá pra saber que roupa usar pra sair de casa. Porém uma coisa eu aprendi: Guarda-chuva é acessório indispensável. Mas continuando o tema “coisas que eu adoro” ontem eu estava no ponto de ônibus ouvindo música e pensando como eu adoro a comida da minha avó e como eu senti falta disso nesse mês que ela precisou se ausentar. Eu estava pensando nisso até que fui interrompida em meus devaneios por um menino surgido do além que disse: “Acabei de sair do médico. Tô com muita dor de cabeça”. Eu displicente respondi: “Que chato”. E ele: “Agora eu tô com mais ou menos dor de cabeça”. E eu pensei: “Tá, quem perguntou? Eu realmente não quero saber dos teus problemas mocinho, porque eu já tenho os meus pra me preocupar.” Mas pra não ser tão estúpida apenas respondi: “Acontece”. Pessoas são estranhas. O que ele queria que eu fizesse? Ficasse comovida com seu drama pessoal e fosse na farmácia comprar analgésicos pra ele? Ah tenha dó... Será que se eu reclamasse que meu all-star está com um rombo no calcanhar ele ficaria triste por mim? É, acho que não... Além de pessoas sem assunto, outra coisa que eu odeio são chaves e fechaduras. Ou melhor, elas me odeiam. Tenho uma dificuldade bem séria pra abrir portas e portões. De duas uma: Ou é macumba ou eu devo ser persona non grata em todos os lugares que tento entrar, incluindo minha casa. Meu sonho é um dia poder me reconciliar com as chaves e fechaduras do mundo e poder entrar livremente nos lugares sem encontrar empecilhos. Mas tá, chega de conversa fiada. Eu fiquei enrolando esse tempo todo só pra dizer uma coisa: Estou com saudades.
Monday, October 15, 2007
Sunday, bloody sunday
Eu odeio domingos. Sério mesmo. Com todas as forças do meu coração! Domingo geralmente não tem nada de interessante pra fazer e como não tem nada de interessante pra fazer você começa a pensar e se você pensa demais é óbvio que não vai resultar em algo bom. Aí bate aquela bad sinistra mesmo. Normal. Mas antes que isso aconteça você sai de casa. Sinuca no domingo sempre vai bem, certo? Teoricamente sim.
Tá tudo correndo bem até que entre um gole e outro de um vinho ruim pra burro você resolve abrir seu coração e conta suas últimas façanhas no mundo da falcatruagem. Óbvio que você é advertida pelo seu comportamento inconseqüente porque as amigas, aquelas de verdade mesmo, metem o pau em você sem dó nem piedade. Dói, mas críticas construtivas sempre são bem vindas. Posto que cheguei a uma conclusão: Se não quer realmente saber o que os outros pensam, não se atreva a perguntar se não estiver preparada psicologicamente pra ouvir a resposta. Mas enfim...
Naquele dia chegando em casa pensei: Finalmente acabou essa merda de dia! Pff... Doce ilusão. Quando deitei minha cabecinha no travesseiro esperando por lindos sonhos fui acometida por uma estranha sensação. Algo que já não se manifestava com essa intensidade no meu ser há algum tempo. Alguns costumam chamar isso de loucura. Eu chamo de amor. Então tive de fazer algo para acabar com essa agonia. Peguei meu caderninho e desatei a escrever. Depois de encher várias linhas com frases de efeito e apelar para alguns clichês, hipérboles e romantismo barato, finalmente consegui pegar no sono alimentando no peito um sentimento que segunda-feira seria o dia de fazer mudanças significativas na minha vida. Mas logo que acordei aquela idéia de transformação pessoal, tomada de decisões e todo esse blá blá blá foi pro lixo, junto com o monte de baboseira que escrevi durante a madrugada. Bem que meu horóscopo tinha dito pra eu não criar esperanças sobre alguma coisa. Que saco!
Engraçado que nesses momentos de arrependimento sempre me vem à cabeça a música “Look what happened” do Less Than Jake: “And I swear it's the last time and I swear it's my last try.” Eu já devo ter dito pra mim mesma que seria a última vez umas 73 vezes, mas acaba que eu sempre penso: Ah, só mais uma vez não vai fazer mal, e tá feita a merda (de novo). Mas tudo bem. Dessa vez não houve maiores problemas. Há males que vem pra bem. O que me fez chegar a minha 2ª conclusão: Não queira ter discussões sobre relacionamentos inexistentes. Porque quem procura acha. Acha problema. E é por essas e outras que odeio domingos. Se bem que as segundas não ficam muito atrás...
Tá tudo correndo bem até que entre um gole e outro de um vinho ruim pra burro você resolve abrir seu coração e conta suas últimas façanhas no mundo da falcatruagem. Óbvio que você é advertida pelo seu comportamento inconseqüente porque as amigas, aquelas de verdade mesmo, metem o pau em você sem dó nem piedade. Dói, mas críticas construtivas sempre são bem vindas. Posto que cheguei a uma conclusão: Se não quer realmente saber o que os outros pensam, não se atreva a perguntar se não estiver preparada psicologicamente pra ouvir a resposta. Mas enfim...
Naquele dia chegando em casa pensei: Finalmente acabou essa merda de dia! Pff... Doce ilusão. Quando deitei minha cabecinha no travesseiro esperando por lindos sonhos fui acometida por uma estranha sensação. Algo que já não se manifestava com essa intensidade no meu ser há algum tempo. Alguns costumam chamar isso de loucura. Eu chamo de amor. Então tive de fazer algo para acabar com essa agonia. Peguei meu caderninho e desatei a escrever. Depois de encher várias linhas com frases de efeito e apelar para alguns clichês, hipérboles e romantismo barato, finalmente consegui pegar no sono alimentando no peito um sentimento que segunda-feira seria o dia de fazer mudanças significativas na minha vida. Mas logo que acordei aquela idéia de transformação pessoal, tomada de decisões e todo esse blá blá blá foi pro lixo, junto com o monte de baboseira que escrevi durante a madrugada. Bem que meu horóscopo tinha dito pra eu não criar esperanças sobre alguma coisa. Que saco!
Engraçado que nesses momentos de arrependimento sempre me vem à cabeça a música “Look what happened” do Less Than Jake: “And I swear it's the last time and I swear it's my last try.” Eu já devo ter dito pra mim mesma que seria a última vez umas 73 vezes, mas acaba que eu sempre penso: Ah, só mais uma vez não vai fazer mal, e tá feita a merda (de novo). Mas tudo bem. Dessa vez não houve maiores problemas. Há males que vem pra bem. O que me fez chegar a minha 2ª conclusão: Não queira ter discussões sobre relacionamentos inexistentes. Porque quem procura acha. Acha problema. E é por essas e outras que odeio domingos. Se bem que as segundas não ficam muito atrás...
Sunday, September 23, 2007
Perdas e ganhos
Eu perdi as horas. Perdi meus fones de ouvido. Perdi o cadarço do meu tênis. Perdi o ônibus. Perdi minha camiseta favorita. Perdi o juízo. Perdi 11 reais. Perdi meu isqueiro. Perdi o sono. Perdi minhas chaves. Perdi a aula. Perdi a fome. Perdi meu anel. Perdi tempo. Perdi a rosca do meu alargador. Perdi a certeza. Perdi alguns amigos. Perdi o carregador do meu celular. Perdi o fio da meada. Perdi algumas apostas. Perdi a paciência. Perdi as esperanças. Perdi a vontade de estar triste. Perdi você. Me perdi também, mas foi pra te encontrar.
Eu ando perdendo coisas demais ultimamente, mas pelo menos eu me achei de novo. E você que é um leitor atento deve ter notado que o título do texto é “Perdas e ganhos”. Pois então... O que eu ganhei nessa história toda? Ganhei minha liberdade. E eu não poderia querer presente melhor.
Eu ando perdendo coisas demais ultimamente, mas pelo menos eu me achei de novo. E você que é um leitor atento deve ter notado que o título do texto é “Perdas e ganhos”. Pois então... O que eu ganhei nessa história toda? Ganhei minha liberdade. E eu não poderia querer presente melhor.
Monday, September 10, 2007
The show must go on
Depois de uma longa e tenebrosa temporada no inferno negociei minha passagem de volta com o chifrudo e aqui estou eu de novo, com alguns arranhões e escoriações, mas inteira. A recepção foi mais calorosa do que eu esperava. Muitos sorrisos, abraços e congratulações. “Que orgulho, Bruna. Já tava na hora hein?!” E já estava na hora de voltar mesmo. Não vou dizer que foi um passeio agradável, mas devo admitir que os ganhos foram maiores que as perdas. Pois é, vejam só, até me tornei uma pessoa mais otimista. O que um tempinho assando no caldeirão do capeta não faz com as pessoas, não? As escolhas feitas ultimamente podem não ter sido as mais acertadas, mas em determinadas situações não importa a escolha que se faça, contanto que se faça alguma. Melhor do que ficar sem escolha. Desde meu regresso, os dias têm passado rápido e disso não posso reclamar. Mas talvez a rotina tenha se tornado um pouco enfadonha. Não tem acontecido nada de muito emocionante. Anda faltando um pouco de drama, discórdia e confusão. Pra falar bem a verdade já estou ficando com saudades da morada do diabo e espero não demorar muito para visitá-la novamente. Acho que já estou preparada psicologicamente pra arranjar sarna pra me coçar de novo. Sim, eu amo problemas e eu sei que eles me amam também, fazer o que...
Tuesday, August 21, 2007
Se não fizer doce não tem graça
Após uma longa e sofrível sessão de cinema, tá mentira, não foi sofrível porque a companhia era perfeita (ou na época eu julgava ser pelo menos) e o filme era com o Brad Pitt (que pra variar estava horrível, claro). Mas acontece que naquele dia as coisas não saíram conforme o planejado e vou explicar porque... Sabe quando você gosta de alguém e vai ao cinema com essa pessoa? Então... O mínimo que você espera é dar uns beijos nela, correto? Correto. Mas não foi bem assim que aconteceu. Além de não ter beijo nenhum, na hora da despedida (que também é o momento ideal para se beijar alguém) eu ainda tive de ouvir um: “Se não fizer doce não tem graça”. Como assim doce? Vou enfiar um doce no seu c*, pensei comigo mesma e fui embora indignada. Mas passou... O ódio passou, a indignação passou, muita coisa aconteceu e 3 anos se passaram desde o ocorrido naquela tarde fria de sábado. Na verdade nem sei porque me lembrei dessa história, mas com uma coisa vou ter que concordar: Se não fizer doce, REALMENTE não tem graça. Sábias palavras que naquele dia me deixaram puta, mas que hoje fazem total sentido...
Thursday, August 09, 2007
A rua sem saída
Geralmente você vai parar na sua sem saída quando as coisas estão realmente feias pro teu lado e quando a atmosfera insalubre de um bar ou o ambiente aconchegante de um café não servem pra você desabafar e ficar choramingando. Nesses casos a rua sem saída vem bem a calhar e você acaba dando uma passada lá porque precisa de um escape, fugir um pouco da realidade que anda dura demais. Na rua sem saída a trilha sonora normalmente é péssima, mas as companhias são ótimas e rola até um beat box se bobear. Muitos transeuntes passam por lá, mas pouquíssimos param pra ver o que está acontecendo. Lá sempre acontecem conversas de alto nível filosófico, daquelas que mudam a vida e tocam o coração e se não fazem isso pelo menos te fazem rir muito. Aliás, risadas na rua sem saída são uma coisa comum, por mais estranho que possa parecer. Na rua sem saída você tem passe livre pra falar mal de quem quiser, porque não basta reclamar apenas da sua vida, tem que falar da dos outros também. Acho que essa rua é mágica ou possui algum tipo de encantamento porque quando você vai pra lá, vai num estado lamentável e quando sai de lá, sai rindo e o melhor de tudo é que na rua sem saída você sempre acaba descobrindo que há uma saída e que nem tudo está perdido. É realmente um lugar especial, mas quanto menos eu precisar dar uma passada lá, melhor.
Thursday, July 26, 2007
Dorzinha no coraçãozinho
Você solta uma piadinha aqui, um comentário irônico ali, uma metáfora acolá e todo mundo pensa: “Nossa, como ela tá se recuperando bem do seu último relacionamento desastroso. Aposto que vai sair dessa sem seqüelas emocionais”. Há, aí é que eles se enganam. Você finge que está tudo bem porque quer mostrar que é uma mulher superior e que levou a história toda na esportiva. Mas essa não é uma tarefa nada simples.
Tem malditos dias que a porra do coração dói demais, dói tanto que dá vontade de sair gritando e quebrando tudo e você só não faz isso porque essa seria uma atitude de uma pessoa sem amor no coração e pouco civilizada, e é óbvio que nesse momento seu coração transborda amor, bem mais do que você queria, e quanto a civilidade, bem você não é tão civilizada assim não, mas enfim...
O apoio das amigas é fundamental nessas horas. Uma sugere: Passa mercúrio cromo no coração que logo fica tudo bem! Outra fala pra eu encher a cara. Recomendam também que eu vá me benzer. Passar mercúrio cromo não vai resolver nada, quem sabe arrancar a porcaria do coração fora e trocar por um novo resolva, mas a idéia de beber é sempre válida. O problema é que quando você acorda no dia seguinte, além de estar com uma puta ressaca ainda tem a porra do coração que continua doendo pra caralho (mais que no dia anterior, se possível). Estou pensando seriamente em ir me benzer...
Tem malditos dias que a porra do coração dói demais, dói tanto que dá vontade de sair gritando e quebrando tudo e você só não faz isso porque essa seria uma atitude de uma pessoa sem amor no coração e pouco civilizada, e é óbvio que nesse momento seu coração transborda amor, bem mais do que você queria, e quanto a civilidade, bem você não é tão civilizada assim não, mas enfim...
O apoio das amigas é fundamental nessas horas. Uma sugere: Passa mercúrio cromo no coração que logo fica tudo bem! Outra fala pra eu encher a cara. Recomendam também que eu vá me benzer. Passar mercúrio cromo não vai resolver nada, quem sabe arrancar a porcaria do coração fora e trocar por um novo resolva, mas a idéia de beber é sempre válida. O problema é que quando você acorda no dia seguinte, além de estar com uma puta ressaca ainda tem a porra do coração que continua doendo pra caralho (mais que no dia anterior, se possível). Estou pensando seriamente em ir me benzer...
Thursday, July 12, 2007
Amor bandido - 2007
Chegou ao final mais uma temporada do seu reality show/novela mexicana favorito “Amor bandido”. Num final apoteótico a mocinha levou um chute na bunda e foi catar coquinho na descida. A audiência como era de se esperar foi espetacular. Segundo os críticos essa temporada do seriado deu um enfoque maior aos aspectos psicológicos das personagens e tentou explicar através dessa abordagem porque elas são tão problemáticas e estranhas. “Foi uma temporada com uma carga dramática bem elevada. Teve muita baixaria, falcatrua e choradeira, como já era esperado.” Os contratos com o elenco já foram renovados. Obviamente algumas personagens, que não caíram nas graças do público, foram retiradas do show. Para a próxima temporada os roteiristas da série prometem várias reviravoltas e surpresas com relação a personagem principal, que no final da temporada resolveu chutar o pau da barraca e se abraçar na garrafa de curaçao blue, de martini, de vinho e todas as outras que encontrou pela frente. “É bem provável que ela mostre um lado mais obscuro e amargo nessa próxima temporada devido aos acontecimentos traumatizantes que ela sofreu”. Com relação ao próximo par romântico da mocinha surge uma dúvida: Será que ela conseguirá entregar seu coração para alguém novamente? Aguarde por mais notícias e não perca a próxima temporada de “Amor bandido”, o único reality show/novela mexicana sem final feliz e transmitido 24 horas por dia.
Wednesday, July 11, 2007
Bad trip
Não é todo dia que te chamam de idiota. Mas quando você resolve dar umas mordidas no pão que o diabo amassou é até normal que te chamem disso, ou coisa pior. Só que no fim das contas é bom ser chamada de idiota, porque aí você lembra que tem que voltar para sua dieta saudável, afinal o pão amassado e pisoteado pelo capeta não tem um gosto nada agradável.
Wednesday, July 04, 2007
Amando, a mando do capeta
Num momento de insanidade temporária resolvo escrever um e-mail expondo todos os meus sentimentos. Convenhamos que alguém mais esperto não faria esse tipo de coisa. Alguém mais esperto provavelmente fingiria que nem se importa. Mas como eu já disse estou alegando insanidade temporária e essa será minha defesa.
Me levanto e abro o bloco de notas e nesse instante uma vozinha dentro de mim diz: “O que você tem nessa cabeça? Feche agora esse maldito bloco de notas e nem pense em escrever um e-mail sobre como você sente falta daquele demônio!”
Esse era meu lado racional falando. Todavia, o lado emocional me dizia: “Você precisa se livrar desse peso que você carrega nesse singelo coraçãozinho que não tem culpa de estar amando. Escreve logo de uma vez!” E adivinha quem levou a melhor nesse conflito interno entre razão e emoção?
Num ato de desmedida coragem, pois é, burrice agora ganhou outro nome, resolvo então escrever.
Depois de três horas, tentando soar o mais sensata possível, consigo finalizar o bendito e-mail. Mas não me sinto preparada para mandá-lo ainda. Parece-me que falta algo. Deixo então, o bloco de notas aberto, caso mais alguma coisa tenha de ser escrita.
O que eu não sabia é que escrever seria a parte fácil. Enviar o e-mail, porém, se mostrava uma tarefa bem mais difícil do que eu pensava. Depois de ler o e-mail 483 vezes (ainda bem que não sou quase nada perfeccionista, leia-se: chata) e me certificar que tudo estava nos conformes finalmente resolvo envia-lo.
Quando vou clicar no “enviar” a vozinha da razão tenta um apelo final: “Tem certeza que vai mandar isso mesmo? Olha que não tem mais volta depois de enviado.” Aí é a vez da emoção revidar: “Ah, olha o trabalho do cão que você teve pra escrever esse e-mail, você já tá na merda mesmo. Manda!”
Placar final: Emoção 19 x 0 Razão
Me levanto e abro o bloco de notas e nesse instante uma vozinha dentro de mim diz: “O que você tem nessa cabeça? Feche agora esse maldito bloco de notas e nem pense em escrever um e-mail sobre como você sente falta daquele demônio!”
Esse era meu lado racional falando. Todavia, o lado emocional me dizia: “Você precisa se livrar desse peso que você carrega nesse singelo coraçãozinho que não tem culpa de estar amando. Escreve logo de uma vez!” E adivinha quem levou a melhor nesse conflito interno entre razão e emoção?
Num ato de desmedida coragem, pois é, burrice agora ganhou outro nome, resolvo então escrever.
Depois de três horas, tentando soar o mais sensata possível, consigo finalizar o bendito e-mail. Mas não me sinto preparada para mandá-lo ainda. Parece-me que falta algo. Deixo então, o bloco de notas aberto, caso mais alguma coisa tenha de ser escrita.
O que eu não sabia é que escrever seria a parte fácil. Enviar o e-mail, porém, se mostrava uma tarefa bem mais difícil do que eu pensava. Depois de ler o e-mail 483 vezes (ainda bem que não sou quase nada perfeccionista, leia-se: chata) e me certificar que tudo estava nos conformes finalmente resolvo envia-lo.
Quando vou clicar no “enviar” a vozinha da razão tenta um apelo final: “Tem certeza que vai mandar isso mesmo? Olha que não tem mais volta depois de enviado.” Aí é a vez da emoção revidar: “Ah, olha o trabalho do cão que você teve pra escrever esse e-mail, você já tá na merda mesmo. Manda!”
Placar final: Emoção 19 x 0 Razão
Monday, July 02, 2007
Dois pra lá e dois pra cá
Toda pessoa possui um talento especial, certo? Certo. Eu sinceramente não descobri ainda qual é o meu, mas posso afirmar com toda certeza do mundo que não é dançar.
Confesso que sempre tive inveja das pessoas mais coordenadas que eu. Me lembro das festas de 15 anos onde todas as meninas sabiam as coreografias dos hits do momento e eu ficava lá com uma cara de paisagem abanando os braços e tentando acompanhá-las e sempre errava os passos. Isso foi traumático. Ainda bem que não preciso mais ir nesse tipo de evento passar vergonha. Mas isso não significa que meus problemas acabaram porque ainda existem vários lugares pra dar vexame dançando.
Se tem uma coisa que eu tenho pavor é quando alguém me chama pra dançar forró. Eu entro em pânico e fico com vontade de fugir, mas as pessoas insistem e dizem: "É fácil, dois pra lá e dois pra cá." Fácil o caralho! Eu simplesmente não consigo e todo mundo que já tentou me ensinar notou que não dá, que eu não nasci pra coisa mesmo. Mas eu já nem ligo mais pra isso, eu não sei dançar e esse é um fato imutável e incontestável.
Então, em nome do bem-estar da nação se algum dia você sair comigo, por favor não me chame pra dançar forró, axé, samba, funk, valsa ou qualquer coisa que exija o mínimo de coordenação motora. Pode me deixar sozinha no canto bebendo que eu não ligo...
Confesso que sempre tive inveja das pessoas mais coordenadas que eu. Me lembro das festas de 15 anos onde todas as meninas sabiam as coreografias dos hits do momento e eu ficava lá com uma cara de paisagem abanando os braços e tentando acompanhá-las e sempre errava os passos. Isso foi traumático. Ainda bem que não preciso mais ir nesse tipo de evento passar vergonha. Mas isso não significa que meus problemas acabaram porque ainda existem vários lugares pra dar vexame dançando.
Se tem uma coisa que eu tenho pavor é quando alguém me chama pra dançar forró. Eu entro em pânico e fico com vontade de fugir, mas as pessoas insistem e dizem: "É fácil, dois pra lá e dois pra cá." Fácil o caralho! Eu simplesmente não consigo e todo mundo que já tentou me ensinar notou que não dá, que eu não nasci pra coisa mesmo. Mas eu já nem ligo mais pra isso, eu não sei dançar e esse é um fato imutável e incontestável.
Então, em nome do bem-estar da nação se algum dia você sair comigo, por favor não me chame pra dançar forró, axé, samba, funk, valsa ou qualquer coisa que exija o mínimo de coordenação motora. Pode me deixar sozinha no canto bebendo que eu não ligo...
Wednesday, June 20, 2007
Ema, ema, ema cada um com os seus pobrema
Você achou que tinha descoberto um novo método revolucionário na resolução de problemas, que consistia no seguinte: Arranjar problemas ainda maiores que o anterior. Tudo bem, essa idéia de se esconder em subterfúgios e não encarar a dura realidade não foi a mais esperta que você teve ultimamente, mas por um tempo realmente deu certo.
Porém, depois de viver a vida intensamente, sair demasiadamente, dançar freneticamente, rir demais, beber todas, aprontar altas falcatruas aconteceu o inesperado: Aquele problema que havia sido jogado pra baixo do tapete e pra todos os efeitos havia sido esquecido, voltou, e voltou com tudo. Bom, na verdade não foi tão inesperado assim porque você sabia que não estava tudo bem, como dizia estar. O fato é que esse negócio de auto-enganação não vai muito longe. Mentir pros outros é fácil, difícil é mentir pra você mesmo e realmente se convencer das coisas que você fala. E temos que concordar que você não mente muito bem, não é?
O grande problema dos problemas é que eles são grudentos, eles vão com você pra onde quer que você vá e é ilusório esperar que eles desapareçam ou se resolvam sozinhos porque eles sempre acabam voltando pra atormentar e, nesse caso, o problema estava o tempo todo lá. Bastou apenas uma música pra te lembrar que ele ainda existia e desencadear numa seqüência de fatos que é melhor nem mencionar. Então da próxima vez não esqueça: Coloque um ponto final na situação e pare de levar com a barriga!
Porém, depois de viver a vida intensamente, sair demasiadamente, dançar freneticamente, rir demais, beber todas, aprontar altas falcatruas aconteceu o inesperado: Aquele problema que havia sido jogado pra baixo do tapete e pra todos os efeitos havia sido esquecido, voltou, e voltou com tudo. Bom, na verdade não foi tão inesperado assim porque você sabia que não estava tudo bem, como dizia estar. O fato é que esse negócio de auto-enganação não vai muito longe. Mentir pros outros é fácil, difícil é mentir pra você mesmo e realmente se convencer das coisas que você fala. E temos que concordar que você não mente muito bem, não é?
O grande problema dos problemas é que eles são grudentos, eles vão com você pra onde quer que você vá e é ilusório esperar que eles desapareçam ou se resolvam sozinhos porque eles sempre acabam voltando pra atormentar e, nesse caso, o problema estava o tempo todo lá. Bastou apenas uma música pra te lembrar que ele ainda existia e desencadear numa seqüência de fatos que é melhor nem mencionar. Então da próxima vez não esqueça: Coloque um ponto final na situação e pare de levar com a barriga!
Tuesday, June 19, 2007
Vida bandida
Alguns chamam de infeliz coincidência, outros falam em ironia do destino e há os que acreditam que “é para ser”. Eu particularmente acho que deve ser vodu, macumba ou uma pegadinha do mal, coisa do capeta mesmo. Uma espécie de teste maligno para pôr à prova tudo que eu ando negando nos últimos dias.
Resultado? Não, dessa vez eu resolvi não me afundar na lama de novo, isso não me fez bem da última vez e quem quer que tenha dito que lama faz bem pra pele tava mentindo. É, a vida pode ser cruel às vezes...
Resultado? Não, dessa vez eu resolvi não me afundar na lama de novo, isso não me fez bem da última vez e quem quer que tenha dito que lama faz bem pra pele tava mentindo. É, a vida pode ser cruel às vezes...
Monday, June 18, 2007
Não chegue perto demais
Ultimamente eu tenho estado meio assim sei lá, sabe como? Sem saco pra porra nenhuma, com vontade de chutar o pau da barraca, explodir um shopping, jogar uma bomba na faculdade, reclamando mais do que o normal, falando menos do que costumo falar, tocando um foda-se geral, com vontade de mandar todo mundo pro inferno, completamente sem paciência pras pessoas.
Mas calma, visando o bem-estar da comunidade, a saúde pública já me interditou e declarou que no momento me encontro inapta ao convívio social. De acordo com relatórios, esse comportamento provavelmente deve ser um novo mecanismo de defesa, uma forma de encarar os últimos acontecimentos bizarros na minha vida conturbada. Disseram também que talvez uma quarentena resolva. Então é esperar pra ver...
Mas calma, visando o bem-estar da comunidade, a saúde pública já me interditou e declarou que no momento me encontro inapta ao convívio social. De acordo com relatórios, esse comportamento provavelmente deve ser um novo mecanismo de defesa, uma forma de encarar os últimos acontecimentos bizarros na minha vida conturbada. Disseram também que talvez uma quarentena resolva. Então é esperar pra ver...
Wednesday, June 13, 2007
Inundando a cidade - Parte II
Você percebe que chegou ao fundo do poço quando não pára de ouvir música sertaneja e começa a achar que devem ter escrito aquelas letras pensando nos infortúnios que você haveria de enfrentar.
Você fuma que nem uma louca, canta (você não espalha pra todo mundo, mas sabe todas as letras de cor), pensa em tudo que deu errado, chora. Aliás, você não chora, você se descabela de chorar, como se isso fosse resolver alguma coisa. Mas no fundo você se sente menos incompreendida no mundo, afinal quem escreveu letras tão brilhantes deve ter passado pela mesma miséria que você se encontra no momento. Porque duvido que alguém que estivesse feliz conseguiria escrever letras com tamanha profundidade como aquelas.
Aí depois de todo esse ritual você pensa: Meu Deus, em que nível fui chegar? E resolve, então, ouvir uma coisa mais moderninha pra ver se essa sensação ruim vai embora. Mas não adianta, os caras do Arctic Monkeys e do Maximo Park não estendem o que você está passando. Mas o Zezé di Camargo e o Luciano entendem. E a vodka também. Ah como entendem...
Você fuma que nem uma louca, canta (você não espalha pra todo mundo, mas sabe todas as letras de cor), pensa em tudo que deu errado, chora. Aliás, você não chora, você se descabela de chorar, como se isso fosse resolver alguma coisa. Mas no fundo você se sente menos incompreendida no mundo, afinal quem escreveu letras tão brilhantes deve ter passado pela mesma miséria que você se encontra no momento. Porque duvido que alguém que estivesse feliz conseguiria escrever letras com tamanha profundidade como aquelas.
Aí depois de todo esse ritual você pensa: Meu Deus, em que nível fui chegar? E resolve, então, ouvir uma coisa mais moderninha pra ver se essa sensação ruim vai embora. Mas não adianta, os caras do Arctic Monkeys e do Maximo Park não estendem o que você está passando. Mas o Zezé di Camargo e o Luciano entendem. E a vodka também. Ah como entendem...
Monday, June 11, 2007
Estranho, muito estranho
É sábado quase 23 horas e minha mãe passa pelo meu quarto e pergunta:
- Tá doente?
Respondo que não e pergunto por que. Ela responde:
- O que tá fazendo em casa então?
Essa é realmente uma ótima pergunta. Afinal eu já não saí ontem e usei como desculpa a preguiça. Hoje a minha desculpa é que fui acometida por uma leve dor de garganta, estou indisposta e preciso fazer um trabalho da faculdade. Semana passada eu também não coloquei meu pé pra fora de casa durante o fim de semana. Minha desculpa? Não me lembro. Só lembro que passei o fim de semana vendo filme e comendo tudo que eu via pela frente.
O que está acontecendo comigo? Será que eu estou estragada? Ou pior: Será que virei uma velha, chata e mal-amada e não percebi? Antes no meu vocabulário não existiam as palavras preguiça e doença num fim de semana.
Estou ficando com medo disso e o que me dá mais medo é o fato de estar gostando desses meus programas solitários de gente velha, chata e mal-amada.
Alguém aí por favor faça o favor de me tirar de casa, nem que pra isso seja necessário me levar pelos cabelos. Ficarei muito agradecida...
- Tá doente?
Respondo que não e pergunto por que. Ela responde:
- O que tá fazendo em casa então?
Essa é realmente uma ótima pergunta. Afinal eu já não saí ontem e usei como desculpa a preguiça. Hoje a minha desculpa é que fui acometida por uma leve dor de garganta, estou indisposta e preciso fazer um trabalho da faculdade. Semana passada eu também não coloquei meu pé pra fora de casa durante o fim de semana. Minha desculpa? Não me lembro. Só lembro que passei o fim de semana vendo filme e comendo tudo que eu via pela frente.
O que está acontecendo comigo? Será que eu estou estragada? Ou pior: Será que virei uma velha, chata e mal-amada e não percebi? Antes no meu vocabulário não existiam as palavras preguiça e doença num fim de semana.
Estou ficando com medo disso e o que me dá mais medo é o fato de estar gostando desses meus programas solitários de gente velha, chata e mal-amada.
Alguém aí por favor faça o favor de me tirar de casa, nem que pra isso seja necessário me levar pelos cabelos. Ficarei muito agradecida...
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