Descrição da infração: ir atrás da razão do seu afeto e manifestar seus sentimentos
Artigo CAC: 2 e 7
Art. 2: não diga o que está sentindo de maneira nenhuma
Art: 7: finja que não sente falta
Gravidade: gravíssima
Valor: R$ 3,000 (equivalente a 20 sessões de terapia)
Penalidades - Medidas Administrativas: infelicidade, frustração, arrenpedimento instântaneo, auto-chicoteamento, interdição e encaminhamento imediato a autoridades competentes para medidas preventivas no que diz respeito a tomar vergonha na cara e largar mão de ser idiota
obs. a multa poderá ser multiplicada de 2 até 5 vezes a critério da autoridade
Thursday, September 15, 2011
Friday, August 12, 2011
With a little help from my friends
Salvo algumas exceções, no decorrer da minha vida meus melhores amiguis sempre foram do gênero masculino. Não sei explicar bem a razão do fenômeno, mas talvez seja porque os rapazes têm uma propensão menor ao drama do que as moças.
Gosto da forma como os homens são descomplicados e admiro a força (no sentido figurado, claro) e o pragmatismo com que eles lidam com as agruras da vida. Parece tudo tão simples quando eles dizem: "ah, você está sendo muito imediatista. Daqui um tempo você nem vai lembrar que isso aconteceu" ou "tudo que você precisa é de uma foda bem dada para resolver tua dor de cotovelo".
As amigas também falam esse tipo de coisa, mas no fundo elas gostam de discorrer sobre sentimentos mais profundos, debater e esmiuçar detalhes de situações que tem grau zero de importância, elas querem saber de TODOS os detalhes sórdidos da sua última saga malfadada e adoram levantar questões absurdas.
Não que isso seja ruim, mas às vezes parece que quanto mais você fala sobre um assunto, mais longe de uma conclusão você chega. O bom mesmo das chicas é que elas te oferecem um ombro amigo para chorar e você pode fazer isso sem ter o mínimo de dignidade, pois infelizmente nesse quesito os chicos ficam devendo. Eles não têm a mínima idéia do que fazer quando nós garotas, começamos a chorar na frente deles.
Só que tem dias que nós não queremos abrir o coração e nem receber aconselhamento espiritual de ninguém, muito menos falar das nossas preocupações. Tudo que queremos ouvir é: “e aí, vamos beber hoje e chutar o balde?” e não importa muito de quem venha o convite.
Gosto da forma como os homens são descomplicados e admiro a força (no sentido figurado, claro) e o pragmatismo com que eles lidam com as agruras da vida. Parece tudo tão simples quando eles dizem: "ah, você está sendo muito imediatista. Daqui um tempo você nem vai lembrar que isso aconteceu" ou "tudo que você precisa é de uma foda bem dada para resolver tua dor de cotovelo".
As amigas também falam esse tipo de coisa, mas no fundo elas gostam de discorrer sobre sentimentos mais profundos, debater e esmiuçar detalhes de situações que tem grau zero de importância, elas querem saber de TODOS os detalhes sórdidos da sua última saga malfadada e adoram levantar questões absurdas.
Não que isso seja ruim, mas às vezes parece que quanto mais você fala sobre um assunto, mais longe de uma conclusão você chega. O bom mesmo das chicas é que elas te oferecem um ombro amigo para chorar e você pode fazer isso sem ter o mínimo de dignidade, pois infelizmente nesse quesito os chicos ficam devendo. Eles não têm a mínima idéia do que fazer quando nós garotas, começamos a chorar na frente deles.
Só que tem dias que nós não queremos abrir o coração e nem receber aconselhamento espiritual de ninguém, muito menos falar das nossas preocupações. Tudo que queremos ouvir é: “e aí, vamos beber hoje e chutar o balde?” e não importa muito de quem venha o convite.
Saturday, August 06, 2011
Eu fico desgraçada da cabeça
Sempre que fico muito irritada com alguém, seja com a minha mãe, com meu pai, com o vizinho, com o babaca do trânsito, com uma amiga ou com um affair, e não tenho oportunidade de confrontar essa pessoa, acontece algo engraçado: me flagro imaginando o que aconteceria se eu resolvesse extravasar meu ódio iminente.
Meu “extravasar” pode acontecer de duas maneiras distintas: 1) esfaquear mentalmente – que é uma forma bem eficaz de pensamento e traz uma satisfação momentânea. Lembrando que dependendo do nível de raiva, as facadas podem virar machadadas. 2) me imagino xingando e falando um monte de barbaridades para o ser. Note que o segundo método requer um pouco mais de ruminação e uma busca mais profunda no baú do ressentimento. Afinal, já que é pra botar pra fuder, que seja com o mínimo de classe e ofendendo o máximo possível. Mas calma gente é só um exercício mental.
Se eu tivesse um terapeuta, provavelmente ele diria: “esse tipo de pensamento só atrai sentimentos negativos e te dá mais lenha para aumentar as chamas da sua ira. Você não quer um coração transbordando de ódio, quer?” Não, eu não quero, mas às vezes eu fico tão desgraçada da cabeça que esse tipo de escape me dá um alento perante situações nas quais me encontro impotente.
Porém, convenhamos que esse lance de alimentar animosidades cansa a beleza, afinal chega um momento que você já manifestou seu repúdio de tantas formas na sua imaginação que você já não tem nem mais o que fazer. O fato é que antes de começar a se irritar, você deveria ter em mente que são dois trabalhos: o de ficar puta e depois ficar na boa novamente. Espero lembrar disso da próxima vez...

Meu “extravasar” pode acontecer de duas maneiras distintas: 1) esfaquear mentalmente – que é uma forma bem eficaz de pensamento e traz uma satisfação momentânea. Lembrando que dependendo do nível de raiva, as facadas podem virar machadadas. 2) me imagino xingando e falando um monte de barbaridades para o ser. Note que o segundo método requer um pouco mais de ruminação e uma busca mais profunda no baú do ressentimento. Afinal, já que é pra botar pra fuder, que seja com o mínimo de classe e ofendendo o máximo possível. Mas calma gente é só um exercício mental.
Se eu tivesse um terapeuta, provavelmente ele diria: “esse tipo de pensamento só atrai sentimentos negativos e te dá mais lenha para aumentar as chamas da sua ira. Você não quer um coração transbordando de ódio, quer?” Não, eu não quero, mas às vezes eu fico tão desgraçada da cabeça que esse tipo de escape me dá um alento perante situações nas quais me encontro impotente.
Porém, convenhamos que esse lance de alimentar animosidades cansa a beleza, afinal chega um momento que você já manifestou seu repúdio de tantas formas na sua imaginação que você já não tem nem mais o que fazer. O fato é que antes de começar a se irritar, você deveria ter em mente que são dois trabalhos: o de ficar puta e depois ficar na boa novamente. Espero lembrar disso da próxima vez...

Sunday, July 17, 2011
You and I, Me and You
Hoje faz exatamente um ano que nos conhecemos e posso dizer sem exageros que você mudou minha vida e meu jeito de ver as coisas. Sem dúvida, você é a pessoa mais doce que já encontrei nessa cidade fria e cinza. Infelizmente, por alguns infortúnios da vida, você teve que ir embora. E eu fiquei aqui desejando que pudéssemos ter mais tempo e paciência para acertar nossa situação.
Lembro da apreensão que senti antes de nos conhecermos pessoalmente. Pensei: e se ela for feia ou chata o que eu vou fazer? Ainda bem que nenhum dos meus temores se concretizaram, pois quando te vi descendo do táxi constatei que você era bem mais bonita do que eu imaginava e depois que conversamos um pouco percebi que de entediante você não tinha nada. Quem diria que aquele encontro tão casual num sábado renderia tantas coisas boas. Os detalhes daquele dia em questão ainda estão muito vívidos na minha memória.
Lembro da trilha sonora extremamente depressiva. Mas a verdade é que eu não estava nem prestando muita atenção nas canções down do Cazuza. Lembro do teu jeito tímido e de você desviando o olhar e balançando a cabeça quando ficava sem jeito. Lembro de me pegar pensando: será que ela gostou de mim? Será que já posso segurar a mão dela ou ainda é muito cedo? Lembro dos meus amigos falando besteiras que espantariam qualquer pretendente, mas você não fugiu. Ainda bem. Lembro de não ter enxergado nada nem ninguém no VU, só você. Lembro da primeira vez que te beijei depois de ter enrolado a noite inteira. Lembro que no dia seguinte você me fez passar fome porque queríamos comer sushi e nenhum lugar entregava antes das 18h. Lembro que ficamos bastante tempo na cama nesse dia e mais algum par de horas sem fazer nada, só conversando. Lembro de nesta mesma fatídica data você ter me acompanhado até o ponto e esperado o ônibus comigo.
Você não imagina o quanto eu sinto a falta do seu sorriso maravilhoso. Do som da sua voz. Do seu cheiro. Do seu abraço. Da sua pele macia. Das músicas horríveis que você cantava e das suas danças estranhas. Da sua gentileza, do seu cárater, da sua honestidade, da sua generosidade, do seu bom coração, da sua inteligência, do seu senso de humor. Da tua desorganização. Do jeito que você prendia o cabelo e do cheiro dele. Das cores do teu esmalte. Do teu pé gelado. Da suas orelhas minúsculas. Das suas meias fofinhas. De você fingindo que a toalha na cabeça era seu cabelo. De comer um pote de Häagen-Dazs na cama com você. Das suas panquecas, bruschettas, pãezinhos feitos na "arma medieval", saladas, omeletes e de tudo que você cozinhava, exceto das receitas que levavam pimenta rosa utilizada sem parcimônia. Das suas tatuagens. Da sua calça vermelha. De você brincando no meu DSI e ficando toda feliz quando passava alguma fase do Mario. De ouvir o cd da Tegan and Sara over and over again no teu carro. De você reclamando que eu roncava, babava e deixava uma peruca no travesseiro quando dormia na sua cama. De sempre ganhar de você no Jogo da Vida. Da sua cara de louca quando me contou que tinha visto um Lulu no Angeloni. De fazer o caminho da tua casa pensando no teu sorriso ao abrir a porta para mim. De você secando o rímel com o secador. Dos nossos filmes, músicas, seriados e de todas as nossas coisas e hábitos que cultivamos juntas. De chegar atrasada no trabalho por não conseguir te deixar na cama fazendo aquela cara de "fica, amor". De você rindo das minhas piadas idiotas. Do seu carro cheio de trabalhos da faculdade, roupas, chinelos e tranqueiras. Dos quadros que você pintou e pendurou na parede da sua casa. De você xingando suas vizinhas por causa da garagem. De você dizendo "que querido!". Das suas mãos que volte e meia estavam sujas de tinta. De imitar tua voz de gralha e você ficar ofendida. De você me contar nos mínimos detalhes como foi seu dia. Dos desenhos que você fazia no box enquanto tomava banho. Dos e-mails com animaizinhos fofinhos que você me mandava. De você me chamando de algum apelido mongo e dizendo o quanto me amava. De dormir com o seu "boa noite" e acordar com o seu "bom dia". De ler a "Quem" com você e sempre tirar sarro da verruga da Sabrina Sato ou de ler o horóscopo e fingir ficar braba quando dizia que você iria conhecer alguém especial. Do ouriço e do cachorro que nós nunca iremos ter. Dos shows que nós nunca iremos assistir. Das viagens que nunca iremos fazer. Das fotos que nunca iremos tirar. Das cervejas que nunca iremos tomar e os cigarros que nunca iremos fumar.
Meu bem, saiba que queria ter sido melhor no sentido que você esperava que eu fosse. Desculpa ter te decepcionado e te magoado. Nunca foi minha intenção. Dói saber que nosso amor não foi suficiente para superarmos nossas diferenças. O que eu mais queria é poder ter de volta tudo que perdemos porque eu ainda te amo desesperadamente.
Lembro da apreensão que senti antes de nos conhecermos pessoalmente. Pensei: e se ela for feia ou chata o que eu vou fazer? Ainda bem que nenhum dos meus temores se concretizaram, pois quando te vi descendo do táxi constatei que você era bem mais bonita do que eu imaginava e depois que conversamos um pouco percebi que de entediante você não tinha nada. Quem diria que aquele encontro tão casual num sábado renderia tantas coisas boas. Os detalhes daquele dia em questão ainda estão muito vívidos na minha memória.
Lembro da trilha sonora extremamente depressiva. Mas a verdade é que eu não estava nem prestando muita atenção nas canções down do Cazuza. Lembro do teu jeito tímido e de você desviando o olhar e balançando a cabeça quando ficava sem jeito. Lembro de me pegar pensando: será que ela gostou de mim? Será que já posso segurar a mão dela ou ainda é muito cedo? Lembro dos meus amigos falando besteiras que espantariam qualquer pretendente, mas você não fugiu. Ainda bem. Lembro de não ter enxergado nada nem ninguém no VU, só você. Lembro da primeira vez que te beijei depois de ter enrolado a noite inteira. Lembro que no dia seguinte você me fez passar fome porque queríamos comer sushi e nenhum lugar entregava antes das 18h. Lembro que ficamos bastante tempo na cama nesse dia e mais algum par de horas sem fazer nada, só conversando. Lembro de nesta mesma fatídica data você ter me acompanhado até o ponto e esperado o ônibus comigo.
Você não imagina o quanto eu sinto a falta do seu sorriso maravilhoso. Do som da sua voz. Do seu cheiro. Do seu abraço. Da sua pele macia. Das músicas horríveis que você cantava e das suas danças estranhas. Da sua gentileza, do seu cárater, da sua honestidade, da sua generosidade, do seu bom coração, da sua inteligência, do seu senso de humor. Da tua desorganização. Do jeito que você prendia o cabelo e do cheiro dele. Das cores do teu esmalte. Do teu pé gelado. Da suas orelhas minúsculas. Das suas meias fofinhas. De você fingindo que a toalha na cabeça era seu cabelo. De comer um pote de Häagen-Dazs na cama com você. Das suas panquecas, bruschettas, pãezinhos feitos na "arma medieval", saladas, omeletes e de tudo que você cozinhava, exceto das receitas que levavam pimenta rosa utilizada sem parcimônia. Das suas tatuagens. Da sua calça vermelha. De você brincando no meu DSI e ficando toda feliz quando passava alguma fase do Mario. De ouvir o cd da Tegan and Sara over and over again no teu carro. De você reclamando que eu roncava, babava e deixava uma peruca no travesseiro quando dormia na sua cama. De sempre ganhar de você no Jogo da Vida. Da sua cara de louca quando me contou que tinha visto um Lulu no Angeloni. De fazer o caminho da tua casa pensando no teu sorriso ao abrir a porta para mim. De você secando o rímel com o secador. Dos nossos filmes, músicas, seriados e de todas as nossas coisas e hábitos que cultivamos juntas. De chegar atrasada no trabalho por não conseguir te deixar na cama fazendo aquela cara de "fica, amor". De você rindo das minhas piadas idiotas. Do seu carro cheio de trabalhos da faculdade, roupas, chinelos e tranqueiras. Dos quadros que você pintou e pendurou na parede da sua casa. De você xingando suas vizinhas por causa da garagem. De você dizendo "que querido!". Das suas mãos que volte e meia estavam sujas de tinta. De imitar tua voz de gralha e você ficar ofendida. De você me contar nos mínimos detalhes como foi seu dia. Dos desenhos que você fazia no box enquanto tomava banho. Dos e-mails com animaizinhos fofinhos que você me mandava. De você me chamando de algum apelido mongo e dizendo o quanto me amava. De dormir com o seu "boa noite" e acordar com o seu "bom dia". De ler a "Quem" com você e sempre tirar sarro da verruga da Sabrina Sato ou de ler o horóscopo e fingir ficar braba quando dizia que você iria conhecer alguém especial. Do ouriço e do cachorro que nós nunca iremos ter. Dos shows que nós nunca iremos assistir. Das viagens que nunca iremos fazer. Das fotos que nunca iremos tirar. Das cervejas que nunca iremos tomar e os cigarros que nunca iremos fumar.
Meu bem, saiba que queria ter sido melhor no sentido que você esperava que eu fosse. Desculpa ter te decepcionado e te magoado. Nunca foi minha intenção. Dói saber que nosso amor não foi suficiente para superarmos nossas diferenças. O que eu mais queria é poder ter de volta tudo que perdemos porque eu ainda te amo desesperadamente.
Saturday, July 09, 2011
Bad trip songs - Parte II
Para continuar a sessão brokenheart songs ou let's get fucked and die songs, temos:
7) Guess Who – These Eyes
"These eyes have seen a lot of loves. But they’re never gonna see another one like I had with you". Não sei se essa parte é pior ou a que ele fala que os olhos viram essa moça sem coração colocar um fim no mundo dele. Sad.
8) Yeah Yeah Yeahs – Runaway
É Karen, a vontade que dá é sair correndo por aí mesmo. Para um lugar bem distante.
9) Los Hermanos – Assim Será
A desgraça predomina na música inteira mas o golpe derradeiro vem com os dizeres "Como vai ser ruim demais olhar o tempo, ir sem ver os seus abraços, seus sorrisos ou suas rimas de amor".
10) Jet – Move On
Essa canção já é um pouco mais otimista. Porque o cara está ligado que não tem o que fazer e vai ter que catar os cacos e seguir em frente. Está certo ele, tem que tomar um rumo nessa vida. "Yeah I'm gonna have to move on, before we meet again. Yeah it's hard".
11) Maxïmo Park - I Want You To Stay
"I wish I knew how it came to this". Ótima pergunta, mas a resposta é melhor ainda: eu quero que você fique comigo porque parece que tudo está virado do avesso. Ok, ele não fala bem isso na letra, mas é bem por aí...
12) The Kooks – Gap
E para cutucar a ferida mais um pouquinho a playlist dos corações dilacerados termina com The Kooks. "What's all this I see? Yeah you're leaving right beside me, and I miss you, and I love you. That's true".
Sim, é verdade.
Para quem chegou ao final e não cortou os pulsos, teve um acesso de choro ou foi contaminado por esse climão deprê, parabéns! A propósito, gostei dessa história de criar uma playlist. Para uma próxima juro que vou escolher um tema mais light.
7) Guess Who – These Eyes
"These eyes have seen a lot of loves. But they’re never gonna see another one like I had with you". Não sei se essa parte é pior ou a que ele fala que os olhos viram essa moça sem coração colocar um fim no mundo dele. Sad.
8) Yeah Yeah Yeahs – Runaway
É Karen, a vontade que dá é sair correndo por aí mesmo. Para um lugar bem distante.
9) Los Hermanos – Assim Será
A desgraça predomina na música inteira mas o golpe derradeiro vem com os dizeres "Como vai ser ruim demais olhar o tempo, ir sem ver os seus abraços, seus sorrisos ou suas rimas de amor".
10) Jet – Move On
Essa canção já é um pouco mais otimista. Porque o cara está ligado que não tem o que fazer e vai ter que catar os cacos e seguir em frente. Está certo ele, tem que tomar um rumo nessa vida. "Yeah I'm gonna have to move on, before we meet again. Yeah it's hard".
11) Maxïmo Park - I Want You To Stay
"I wish I knew how it came to this". Ótima pergunta, mas a resposta é melhor ainda: eu quero que você fique comigo porque parece que tudo está virado do avesso. Ok, ele não fala bem isso na letra, mas é bem por aí...
12) The Kooks – Gap
E para cutucar a ferida mais um pouquinho a playlist dos corações dilacerados termina com The Kooks. "What's all this I see? Yeah you're leaving right beside me, and I miss you, and I love you. That's true".
Sim, é verdade.
Para quem chegou ao final e não cortou os pulsos, teve um acesso de choro ou foi contaminado por esse climão deprê, parabéns! A propósito, gostei dessa história de criar uma playlist. Para uma próxima juro que vou escolher um tema mais light.
Friday, July 08, 2011
Bad trip songs - Parte I
Sexta-feira é o dia da semana que as pessoas mais anseiam. Pelo menos as que não trabalham ou estudam no sábado. Normalmente eu era acometida por esse entusiasmo pré fim de semana também. Mas hoje aconteceu algo muito estranho e eu não senti vontade de sair pulando quando o relógio marcou 18 horas. É, mais um sinal do fim dos tempos...
Mas enfim, cheguei em casa, tomei e um banho e pensei: ok, o que eu faço agora? Saio? Não estou afim. Vejo um filme? Bah, só tem filme sério ou de desgraça no meu computador. Aliás, nota mental: baixar filmes com temática leve e possível final feliz. Estou precisando de mais fé nos seres humanos no momento.
Eis que tive uma idéia genial! Decidi fazer uma seleção musical para curtir minha fossa. Porque claro, nada melhor que escutar músicas tristes para ficar ainda mais deprimida e pensando em tudo que deu errado. YAY!
Só que vejam pelo lado bom, eu poderia estar trollando a timeline do Twitter ou do Facebook com frases depressivas ou comentários de gente mal amada. Também poderia estar me lamuriando para algum amigo via MSN. Mas não, estou apenas aqui neste humilde blog espalhando minha infelicidade.
Então vamos lá... Vou começar já mostrando para que eu vim nessa bodega. Ram!
1) Chico Buarque – Desalento
"Sim, vai e diz. Diz assim que eu chorei, que eu morri de arrependimento. Que o meu desalento já não tem mais fim". E esse é só o começo da letra... Só piora.
2) Damien Rice – Cannonball
Amo Damien Rice, mas escuto com parcimônia porque pelamor, é uma música mais melancólica que a outra. Mas essa é incrivelmente deprimente.
"There's still a little bit of your taste in my mouth. There's still a little bit of you laced with my doubt. It's still a little hard to say what's going on".
3) The XX – Heart Skipped a Beat
"Please don't say we're done. When I'm not finished. I could give so much more. Make you feel, like never before. Welcome, they said welcome to the floor". Essa começa bem também. Bem desgraçada.
4) The Kills – Tape Song
"Time ain't gonna cure you. Honey, time don't give a shit.. Time ain't gonna cure you. Honey, time's just gonna hit on you. I said time ain't gonna cure you". Pois é Alison, nem 6 tipos diferentes de cola estão conseguindo segurar o tchan nesse momento.
5) Tiê – Só Sei Dançar Com Você
Essa música na verdade é da Tulipa Ruiz, mas eu gosto taaanto da versão da Tiê. E putz, quando você se solta com alguém é tão difícil e leva tanto tempo para dançar com qualquer outra pessoa. Ô vida bandida!
6) The Black Keys – The Only One
"But when all is said and done, I know you are still the one. You're the only one". Essa música nem é tão triste na verdade. Daria até para usar numa playlist “Love Songs”. A tristeza dela reside no fato de que para você só existe uma pessoa no mundo que pode te fazer sorrir e ela não está com você, entretanto você tem a esperança que seja apenas uma fase.
Por hoje deu. Amanhã eu volto com mais músicas relatando desventuras amorosas e a miséria humana.
Mas enfim, cheguei em casa, tomei e um banho e pensei: ok, o que eu faço agora? Saio? Não estou afim. Vejo um filme? Bah, só tem filme sério ou de desgraça no meu computador. Aliás, nota mental: baixar filmes com temática leve e possível final feliz. Estou precisando de mais fé nos seres humanos no momento.
Eis que tive uma idéia genial! Decidi fazer uma seleção musical para curtir minha fossa. Porque claro, nada melhor que escutar músicas tristes para ficar ainda mais deprimida e pensando em tudo que deu errado. YAY!
Só que vejam pelo lado bom, eu poderia estar trollando a timeline do Twitter ou do Facebook com frases depressivas ou comentários de gente mal amada. Também poderia estar me lamuriando para algum amigo via MSN. Mas não, estou apenas aqui neste humilde blog espalhando minha infelicidade.
Então vamos lá... Vou começar já mostrando para que eu vim nessa bodega. Ram!
1) Chico Buarque – Desalento
"Sim, vai e diz. Diz assim que eu chorei, que eu morri de arrependimento. Que o meu desalento já não tem mais fim". E esse é só o começo da letra... Só piora.
2) Damien Rice – Cannonball
Amo Damien Rice, mas escuto com parcimônia porque pelamor, é uma música mais melancólica que a outra. Mas essa é incrivelmente deprimente.
"There's still a little bit of your taste in my mouth. There's still a little bit of you laced with my doubt. It's still a little hard to say what's going on".
3) The XX – Heart Skipped a Beat
"Please don't say we're done. When I'm not finished. I could give so much more. Make you feel, like never before. Welcome, they said welcome to the floor". Essa começa bem também. Bem desgraçada.
4) The Kills – Tape Song
"Time ain't gonna cure you. Honey, time don't give a shit.. Time ain't gonna cure you. Honey, time's just gonna hit on you. I said time ain't gonna cure you". Pois é Alison, nem 6 tipos diferentes de cola estão conseguindo segurar o tchan nesse momento.
5) Tiê – Só Sei Dançar Com Você
Essa música na verdade é da Tulipa Ruiz, mas eu gosto taaanto da versão da Tiê. E putz, quando você se solta com alguém é tão difícil e leva tanto tempo para dançar com qualquer outra pessoa. Ô vida bandida!
6) The Black Keys – The Only One
"But when all is said and done, I know you are still the one. You're the only one". Essa música nem é tão triste na verdade. Daria até para usar numa playlist “Love Songs”. A tristeza dela reside no fato de que para você só existe uma pessoa no mundo que pode te fazer sorrir e ela não está com você, entretanto você tem a esperança que seja apenas uma fase.
Por hoje deu. Amanhã eu volto com mais músicas relatando desventuras amorosas e a miséria humana.
Saturday, June 25, 2011
Desalento
Para mim, esse negócio de terminar um relacionamento de forma amigável é coisa de gente madura e muito bem resolvida. Atitude louvável eu diria, pois convenhamos, términos são dolorosos e às vezes é difícil manter a compostura diante da situação.
Pela introdução dá para perceber que eu estava acostumada a rompimentos dramáticos envolvendo gritos, choradeira, portas batendo, pontapés e afins. Esse tipo de coisa me faz pensar que espécie de pessoa eu era e com quem andava me envolvendo, mas enfim... Esse não é a questão. O que eu me pergunto é: qual a vantagem de romper amigavelmente? Afinal, a dor excruciante é a mesma nos dois casos.
A única vantagem que vejo é que se você se portar bem no término, a razão do seu desafeto não vai pensar que você é uma louca desvairada e que fez certo ao se livrar de você. Mas que diferença faz, se de qualquer forma ele terminou e está bem difícil pensar numa outra coisa que não seja nisso?
Fico imaginando se não seria melhor finalizar o show com xingamentos e muito ódio no coração? Se dessa forma não seria mais fácil colocar um ponto final e seguir adiante? Não sei. Não sei mesmo. Os dois caminhos são horríveis e te levam para o mesmo lugar: uma casa vazia sem ninguém para esquentar a cama e te dizer que apesar do teu dia ter sido uma merda, tudo vai ficar bem.
Ok, ok. Chega de ser irracional. Estou começando a me deixar levar pelo lado negro da força. O importante nesse momento é lembrar-se dos bons momentos e se livrar da mágoa. Foi melhor assim e depois que eu me convencer que isso é verdade, conseguirei convencer qualquer um...
Pela introdução dá para perceber que eu estava acostumada a rompimentos dramáticos envolvendo gritos, choradeira, portas batendo, pontapés e afins. Esse tipo de coisa me faz pensar que espécie de pessoa eu era e com quem andava me envolvendo, mas enfim... Esse não é a questão. O que eu me pergunto é: qual a vantagem de romper amigavelmente? Afinal, a dor excruciante é a mesma nos dois casos.
A única vantagem que vejo é que se você se portar bem no término, a razão do seu desafeto não vai pensar que você é uma louca desvairada e que fez certo ao se livrar de você. Mas que diferença faz, se de qualquer forma ele terminou e está bem difícil pensar numa outra coisa que não seja nisso?
Fico imaginando se não seria melhor finalizar o show com xingamentos e muito ódio no coração? Se dessa forma não seria mais fácil colocar um ponto final e seguir adiante? Não sei. Não sei mesmo. Os dois caminhos são horríveis e te levam para o mesmo lugar: uma casa vazia sem ninguém para esquentar a cama e te dizer que apesar do teu dia ter sido uma merda, tudo vai ficar bem.
Ok, ok. Chega de ser irracional. Estou começando a me deixar levar pelo lado negro da força. O importante nesse momento é lembrar-se dos bons momentos e se livrar da mágoa. Foi melhor assim e depois que eu me convencer que isso é verdade, conseguirei convencer qualquer um...
Friday, June 24, 2011
Now we all know the words were true in the sappiest songs
Depois de quase um ano sem dar as caras por aqui, voltei. Com más notícias, claro. Pois, não sei o que se passa, mas sou tomada por um surto de inspiração quando estou passando por maus bocados, e sei que isso não acontece só comigo. Mas a verdade é que preferi escrever ao invés de ficar me debulhando em lágrimas, porque já fiz isso ontem e antes de ontem.
Enfim, antes da minha vida ser como um dia ensolarado num jardim florido, passei por um por um relacionamento traumático que me proporcionou várias seqüelas emocionais. Além das fraturas expostas e do coração partido adquiri vários hábitos peculiares no que dizia respeito à interação com nível afetivo para com outros seres humanos e um deles foi o hábito de sempre querer “sair por cima da carne seca”, não importando a quem essa atitude ferisse.
Coisa de gente egoísta e sem amor ao próximo, eu sei. Mas eu não ligava para isso na época em questão. Tudo que eu queria era me sentir bem e talvez provar para aquele ser que me magoou tão profundamente que eu era superior àquela merda toda que tínhamos vivido. Eu realmente não dava a mínima se meu bem estar custasse as lágrimas de outra pessoa, pois na minha cabeça era só diversão. Entrei numa competição bizarra comigo mesma para esfacelar o máximo de corações esperançosos que eu pudesse.
Só que o tempo passou e eu parei de me divertir com a desgraça alheia, porque no final das contas eu sempre acabava sozinha com o meu orgulho e meu vício perverso pela miséria daqueles que cruzavam meu caminho e topavam embarcar num amor descompromissado. Além disso, ocorreu outro fato determinante: conheci alguém e me apaixonei. Passei a me importar e tentar ser melhor não só para ela, mas para mim também. Estava cansada das mentiras, traições e falsas esperanças.
Foi tudo maravilhoso por um tempo, mas sabe o que aconteceu? Terminamos. Ela terminou comigo na verdade. Fato que seria inadmissível para o meu eu anterior, afinal a frase que regrava minha vida sentimental era: “Dê o pé na bunda antes que você leve!”. Pois é, infelizmente eu estava levando a sério demais as leis da selva e o fato de precisar sair por cima da maldita carne seca.
Para mim o poder numa relação estava com quem se importava menos. Porém, nesse relacionamento eu abandonei esse conceito deturpado e comecei a dar importância para o fato que talvez a felicidade estivesse em amar e se importar mais com alguém e não menos. Pena que a história não teve um término feliz. Ou teve, dependendo da perspectiva. Mas essa discussão eu levanto num próximo texto lindo e edificante sobre como o amor transforma e inspira. Pff...
Enfim, antes da minha vida ser como um dia ensolarado num jardim florido, passei por um por um relacionamento traumático que me proporcionou várias seqüelas emocionais. Além das fraturas expostas e do coração partido adquiri vários hábitos peculiares no que dizia respeito à interação com nível afetivo para com outros seres humanos e um deles foi o hábito de sempre querer “sair por cima da carne seca”, não importando a quem essa atitude ferisse.
Coisa de gente egoísta e sem amor ao próximo, eu sei. Mas eu não ligava para isso na época em questão. Tudo que eu queria era me sentir bem e talvez provar para aquele ser que me magoou tão profundamente que eu era superior àquela merda toda que tínhamos vivido. Eu realmente não dava a mínima se meu bem estar custasse as lágrimas de outra pessoa, pois na minha cabeça era só diversão. Entrei numa competição bizarra comigo mesma para esfacelar o máximo de corações esperançosos que eu pudesse.
Só que o tempo passou e eu parei de me divertir com a desgraça alheia, porque no final das contas eu sempre acabava sozinha com o meu orgulho e meu vício perverso pela miséria daqueles que cruzavam meu caminho e topavam embarcar num amor descompromissado. Além disso, ocorreu outro fato determinante: conheci alguém e me apaixonei. Passei a me importar e tentar ser melhor não só para ela, mas para mim também. Estava cansada das mentiras, traições e falsas esperanças.
Foi tudo maravilhoso por um tempo, mas sabe o que aconteceu? Terminamos. Ela terminou comigo na verdade. Fato que seria inadmissível para o meu eu anterior, afinal a frase que regrava minha vida sentimental era: “Dê o pé na bunda antes que você leve!”. Pois é, infelizmente eu estava levando a sério demais as leis da selva e o fato de precisar sair por cima da maldita carne seca.
Para mim o poder numa relação estava com quem se importava menos. Porém, nesse relacionamento eu abandonei esse conceito deturpado e comecei a dar importância para o fato que talvez a felicidade estivesse em amar e se importar mais com alguém e não menos. Pena que a história não teve um término feliz. Ou teve, dependendo da perspectiva. Mas essa discussão eu levanto num próximo texto lindo e edificante sobre como o amor transforma e inspira. Pff...
Monday, June 28, 2010
Pára-raio de loucos
"Sinto que posso me abrir com você." Se eu ganhasse R$ 1,00 para toda vez que ouço essa frase, eu teria váááários reais a mais na minha conta bancária, pois a escuto com muita freqüência. De amigos, semi-conhecidos ou de pessoas que eu nunca vi na minha vida. Não sei bem o que acontece...
Ontem mesmo eu estava fumando um cigarro na frente de um café e um guardador de carros veio me pedir brasa pra acender um baseado. O cara até me chamou pra fumar junto, convite que eu gentilmente recusei. Aí ele me contou que havia largado do crack e agora só fumava maconha. O novo amigo então me confidenciou que havia tomado um tiro na perna e o pior não foi isso. Ele fez questão de me mostrar o buraco na perna. Como eu não sei muito bem qual protocolo seguir numa conversa que envolve tiros, respondi: “Mas que merda, hein meu?” Quando saí pra fumar outra vez, lá veio ele puxar assunto novamente, mas o cara era tão queridinho e simpático que até paguei um café pra ele.
Numa outra vez, combinei de encontrar um amigo em uma praça e logo que cheguei veio um homem conversar comigo. A princípio achei que ele fosse me assaltar, mas o que ele fez foi me contar a vida toda dele. Meu estimado colega se atrasou bastante, então pelos meus cálculos eu o referido cidadão ficamos batendo papo por uns 40 minutos. Ao final da conversa nos despedimos e entrei no carro do meu amigo, que me perguntou: “Quem era esse?” Respondi que havia acabado de conhecê-lo. Ao passo que ele retrucou rindo: “Mas como assim? Que intimidade era aquela? Ele até se despediu de você com beijinho no rosto!” E eu disse: “É, pois é. Viramos BFF enquanto você me fazia esperar”.
Não preciso nem dizer que quando eu estou sentada no ônibus, é muito comum que alguém sente ao meu lado e comece a papear. Essa semana, por exemplo, aconteceu duas vezes no mesmo dia. Outro episódio que ocorreu, foi o de uma mulher que mal conheço sentar ao meu lado no estabelecimento no qual eu me encontrava e me pedir aconselhamento amoroso. Peeeensa...
Sei lá, deve ser uma espécie de magnetismo pessoal, que só atrai loucos, claro. “Pelo menos você atrai loucos, não assaltantes” constatou o amigo. Analisando a situação sob esse prisma não é tão mal assim. Não posso reclamar, na verdade. Mas que eu deveria ter feito Psicologia ao invés de Publicidade na faculdade, eu deveria. Pelo menos eu estaria ganhando dinheiro ouvindo os problemas e oferecendo aconselhamento espiritual para as pessoas...
Ontem mesmo eu estava fumando um cigarro na frente de um café e um guardador de carros veio me pedir brasa pra acender um baseado. O cara até me chamou pra fumar junto, convite que eu gentilmente recusei. Aí ele me contou que havia largado do crack e agora só fumava maconha. O novo amigo então me confidenciou que havia tomado um tiro na perna e o pior não foi isso. Ele fez questão de me mostrar o buraco na perna. Como eu não sei muito bem qual protocolo seguir numa conversa que envolve tiros, respondi: “Mas que merda, hein meu?” Quando saí pra fumar outra vez, lá veio ele puxar assunto novamente, mas o cara era tão queridinho e simpático que até paguei um café pra ele.
Numa outra vez, combinei de encontrar um amigo em uma praça e logo que cheguei veio um homem conversar comigo. A princípio achei que ele fosse me assaltar, mas o que ele fez foi me contar a vida toda dele. Meu estimado colega se atrasou bastante, então pelos meus cálculos eu o referido cidadão ficamos batendo papo por uns 40 minutos. Ao final da conversa nos despedimos e entrei no carro do meu amigo, que me perguntou: “Quem era esse?” Respondi que havia acabado de conhecê-lo. Ao passo que ele retrucou rindo: “Mas como assim? Que intimidade era aquela? Ele até se despediu de você com beijinho no rosto!” E eu disse: “É, pois é. Viramos BFF enquanto você me fazia esperar”.
Não preciso nem dizer que quando eu estou sentada no ônibus, é muito comum que alguém sente ao meu lado e comece a papear. Essa semana, por exemplo, aconteceu duas vezes no mesmo dia. Outro episódio que ocorreu, foi o de uma mulher que mal conheço sentar ao meu lado no estabelecimento no qual eu me encontrava e me pedir aconselhamento amoroso. Peeeensa...
Sei lá, deve ser uma espécie de magnetismo pessoal, que só atrai loucos, claro. “Pelo menos você atrai loucos, não assaltantes” constatou o amigo. Analisando a situação sob esse prisma não é tão mal assim. Não posso reclamar, na verdade. Mas que eu deveria ter feito Psicologia ao invés de Publicidade na faculdade, eu deveria. Pelo menos eu estaria ganhando dinheiro ouvindo os problemas e oferecendo aconselhamento espiritual para as pessoas...
Wednesday, June 23, 2010
Há bares que vem pra bem
Sexta-feira, antes de começar a maratona etílica do fim de semana, a amiga confidenciou que estava com "enjôo emocional". Eu e o amigo rimos da expressão, que automaticamente caiu nas graças da galera e virou motivo de debate.
E eu pergunto: quem aí, nunca sofreu desse mal? Todo mundo num maldito momento de sua existência já foi acometido por alguma desgraça desse gênero, pode ter certeza. Os motivos variam: pode ser por causa de um fora, por ter visto a razão do seu afeto dando uns malhos com outro/a, por perceber que seu relacionamento está meio capenga, por ter levado um par de chifres ou por ene outras razões.
Mas o real motivo desse post é: que diabos fazer quando se sente o tal "enjôo emocional"? Nesse ponto as opiniões são um pouco divergentes. Alguns responderam: toma Plasil que passa. Outros sugeriram: pega geral na balada. Há ainda os que defenderam que nada melhor do que cerveja pra curar esse mal-estar.
Na minha humilde opinião, o negócio é se abraçar com a amiga vodka e beber como se não houvesse amanhã. Se rolar passar o rodo, melhor ainda. Na manhã seguinte a ressaca vai ser tão grande, que é provável que a sua dor de cotovelo torne-se insignificante, pelo menos até você tomar uns 5 litros de água e um engov...
E eu pergunto: quem aí, nunca sofreu desse mal? Todo mundo num maldito momento de sua existência já foi acometido por alguma desgraça desse gênero, pode ter certeza. Os motivos variam: pode ser por causa de um fora, por ter visto a razão do seu afeto dando uns malhos com outro/a, por perceber que seu relacionamento está meio capenga, por ter levado um par de chifres ou por ene outras razões.
Mas o real motivo desse post é: que diabos fazer quando se sente o tal "enjôo emocional"? Nesse ponto as opiniões são um pouco divergentes. Alguns responderam: toma Plasil que passa. Outros sugeriram: pega geral na balada. Há ainda os que defenderam que nada melhor do que cerveja pra curar esse mal-estar.
Na minha humilde opinião, o negócio é se abraçar com a amiga vodka e beber como se não houvesse amanhã. Se rolar passar o rodo, melhor ainda. Na manhã seguinte a ressaca vai ser tão grande, que é provável que a sua dor de cotovelo torne-se insignificante, pelo menos até você tomar uns 5 litros de água e um engov...
Sunday, June 20, 2010
12 junho
Qual a melhor atividade, pra você que está solteira e não tem nada melhor pra fazer num sábado à tarde? As opções são: festa junina da irmã mais nova ou ficar em casa vendo televisão. Claro que eu optei pela segunda opção, afinal eu não me odeio tanto assim pra topar qualquer programa de índio que me convidam pra fazer.
Como já era de se esperar 89,7% da programação televisiva estava voltada para os enamorados: filmes fofinhos com finais felizes e totalmente previsíveis, especiais com os 20 casais mais quentes de Hollywood, maratonas musicais com os clips mais românticos de todos os tempos, receitas super elaboradas pra você preparar pro seu amor, resumindo, tudo era dedicado ao tema.
Zapeando pelos canais na tentativa de achar algum programa neutro, acabei desistindo e parei no Multishow, onde passava um programa chamado Operação S2. A premissa do show era a seguinte: dois rapazes super descolados e que afirmavam saber mais de mulheres do que elas próprias (ri muito quando o cara soltou essa pérola, mas enfim), ajudavam uma pobre moça (geralmente uma baranga) a arranjar um bofe na night ou pelo menos chegar perto disso. Os mocinhos davam dicas de atitude, estilo e vários toques pra menina, que além de tudo isso ganhava roupinha nova, corte de cabelo e make-up.
Nesse episódio em questão, os dois “apresentadores” levaram a moça pra uma casa noturna onde tocava música sertaneja. Eu se fosse a rapariga, largava os dois naquela bodega e ia agitar em outro lugar. Sertanojo não né? PELAMOR! Ela até reclamou, mas acabou ficando. Aí depois de um tempo jogando charme sem nenhum sucesso, diga-se de passagem, apareceu um amigo dos dois rapazes cheio de amor pra dar. A moça até tentava se desvencilhar, mas o cara não dava espaço. Até fez a menina dançar uma música horrorosa coladinha com ele.
Terminada a dança, a donzela ainda continuava relutante aos galanteios do sujeito, mesmo esse se mostrando um pé de valsa. Então ele soltou a seguinte pérola: “Eu sei do que você gosta!” Juro que nessa hora eu senti três tipos de desespero. Pensei: Por favor, olha lá o que você vai dizer pra ela meu filho, você está em rede nacional. Nada de baixaria! Mas pra felicidade geral da nação ele só disse: “De um beijo”. Depois dessa cantada horrível parei de ver o programa, não dava mais pra mim. Era muita ladainha em tão curto espaço de tempo.
Resolvi então, ver “Big Love”, que pra quem não sabe, é um seriado que relata a vida de uma família poligâmica. Pra que né? Terminei de ver um episódio e entrei numa bad: “Porra, o cara aí com três mulheres e eu sem nenhuma. Puta sacanagem”. O que fazer então? Larguei os béts do seriado e me abracei numa garrafa de vinho. Coisa que eu deveria ter feito no início da tarde, pois me pouparia de tantos dissabores. Sei que depois de umas seis taças eu já estava achando tudo lindo e fui dormir feliz da vida achando meu dia dos namorados o máximo. Aliás, obrigada Marcus James, você é o cara! Salvou meu dia...
Como já era de se esperar 89,7% da programação televisiva estava voltada para os enamorados: filmes fofinhos com finais felizes e totalmente previsíveis, especiais com os 20 casais mais quentes de Hollywood, maratonas musicais com os clips mais românticos de todos os tempos, receitas super elaboradas pra você preparar pro seu amor, resumindo, tudo era dedicado ao tema.
Zapeando pelos canais na tentativa de achar algum programa neutro, acabei desistindo e parei no Multishow, onde passava um programa chamado Operação S2. A premissa do show era a seguinte: dois rapazes super descolados e que afirmavam saber mais de mulheres do que elas próprias (ri muito quando o cara soltou essa pérola, mas enfim), ajudavam uma pobre moça (geralmente uma baranga) a arranjar um bofe na night ou pelo menos chegar perto disso. Os mocinhos davam dicas de atitude, estilo e vários toques pra menina, que além de tudo isso ganhava roupinha nova, corte de cabelo e make-up.
Nesse episódio em questão, os dois “apresentadores” levaram a moça pra uma casa noturna onde tocava música sertaneja. Eu se fosse a rapariga, largava os dois naquela bodega e ia agitar em outro lugar. Sertanojo não né? PELAMOR! Ela até reclamou, mas acabou ficando. Aí depois de um tempo jogando charme sem nenhum sucesso, diga-se de passagem, apareceu um amigo dos dois rapazes cheio de amor pra dar. A moça até tentava se desvencilhar, mas o cara não dava espaço. Até fez a menina dançar uma música horrorosa coladinha com ele.
Terminada a dança, a donzela ainda continuava relutante aos galanteios do sujeito, mesmo esse se mostrando um pé de valsa. Então ele soltou a seguinte pérola: “Eu sei do que você gosta!” Juro que nessa hora eu senti três tipos de desespero. Pensei: Por favor, olha lá o que você vai dizer pra ela meu filho, você está em rede nacional. Nada de baixaria! Mas pra felicidade geral da nação ele só disse: “De um beijo”. Depois dessa cantada horrível parei de ver o programa, não dava mais pra mim. Era muita ladainha em tão curto espaço de tempo.
Resolvi então, ver “Big Love”, que pra quem não sabe, é um seriado que relata a vida de uma família poligâmica. Pra que né? Terminei de ver um episódio e entrei numa bad: “Porra, o cara aí com três mulheres e eu sem nenhuma. Puta sacanagem”. O que fazer então? Larguei os béts do seriado e me abracei numa garrafa de vinho. Coisa que eu deveria ter feito no início da tarde, pois me pouparia de tantos dissabores. Sei que depois de umas seis taças eu já estava achando tudo lindo e fui dormir feliz da vida achando meu dia dos namorados o máximo. Aliás, obrigada Marcus James, você é o cara! Salvou meu dia...
Wednesday, May 05, 2010
Hoje eu vou voltar cedo
SEMPRE que eu decido sair, mesmo sabendo que compromissos inadiáveis me aguardam no dia seguinte (normalmente na parte da manhã) e digo essa frase, acontece exatamente o oposto. Além de retornar mais tarde para casa do que eu voltaria normalmente, chego mais estragada também.
Lembro de uma vez que precisava acordar as 6:30 no dia seguinte e acabei saindo achando que a noite seria light e que eu provavelmente estaria em casa no máximo a uma da manhã. Doce ilusão. Logo de cara, alertei o amigo: “Olha, hoje não iremos beber pinga, ok? Você sabe muito bem que saímos do corpo quando bebemos a marvada.” E ele concordou...
Eis que, lá estava eu, inocentemente aguardando meu segundo e o que seria o último drink da noite, quando percebi que no balcão havia uma pinga abandonada. Como eu tinha feito uma promessa no início da noite, de não me envolver com esse tipo de bebida, peguei a pobrezinha que estava lá ao léu e ofereci aos amigos a minha volta. Ninguém aceitou. O que me restou então? Virar a pinga e rezar pra dar tudo certo na minha vida a partir daquele momento. Claro que tudo deu certo. Deu tão certo que eu continuei bebendo como se não houvesse amanhã e cheguei em casa às 4 da manhã trançando as pernas.
Fico pensando como, naquele estado de embriaguez, consegui dormir apenas duas horas e acordei ao ouvir o despertador. Me arrumei, e saí então, rumo a minha jornada: tirar foto no Detran para a carteira de habilitação. E eu que já não sou muito fotogênica, saí descabelada, com olheiras profundas (piores que as usuais) e com uma cara de ex-presidiária, drogada e prostituída. Em suma: saí incrivelmente linda na foto. Tão linda, que tenho vergonha de mostrar a CNH para qualquer ser humano.
Não sei exatamente o que acontece. Mas deve ser algo parecido com o “Hoje eu vou dormir cedo”, que também nunca rola por motivos de força maior. Sei que na próxima vez que eu sair com o intuito de não me prolongar muito, não vou proferir a maldita frase. Vou dizer: “Foda-se, hoje vou me acabar!” Quem sabe assim, o efeito seja contrário e eu consiga voltar num horário razoável para casa...
Lembro de uma vez que precisava acordar as 6:30 no dia seguinte e acabei saindo achando que a noite seria light e que eu provavelmente estaria em casa no máximo a uma da manhã. Doce ilusão. Logo de cara, alertei o amigo: “Olha, hoje não iremos beber pinga, ok? Você sabe muito bem que saímos do corpo quando bebemos a marvada.” E ele concordou...
Eis que, lá estava eu, inocentemente aguardando meu segundo e o que seria o último drink da noite, quando percebi que no balcão havia uma pinga abandonada. Como eu tinha feito uma promessa no início da noite, de não me envolver com esse tipo de bebida, peguei a pobrezinha que estava lá ao léu e ofereci aos amigos a minha volta. Ninguém aceitou. O que me restou então? Virar a pinga e rezar pra dar tudo certo na minha vida a partir daquele momento. Claro que tudo deu certo. Deu tão certo que eu continuei bebendo como se não houvesse amanhã e cheguei em casa às 4 da manhã trançando as pernas.
Fico pensando como, naquele estado de embriaguez, consegui dormir apenas duas horas e acordei ao ouvir o despertador. Me arrumei, e saí então, rumo a minha jornada: tirar foto no Detran para a carteira de habilitação. E eu que já não sou muito fotogênica, saí descabelada, com olheiras profundas (piores que as usuais) e com uma cara de ex-presidiária, drogada e prostituída. Em suma: saí incrivelmente linda na foto. Tão linda, que tenho vergonha de mostrar a CNH para qualquer ser humano.
Não sei exatamente o que acontece. Mas deve ser algo parecido com o “Hoje eu vou dormir cedo”, que também nunca rola por motivos de força maior. Sei que na próxima vez que eu sair com o intuito de não me prolongar muito, não vou proferir a maldita frase. Vou dizer: “Foda-se, hoje vou me acabar!” Quem sabe assim, o efeito seja contrário e eu consiga voltar num horário razoável para casa...
Saturday, May 01, 2010
Amnésia alcoólica
Às vezes, quando a noite é muito hardcore, acontece uma coisa mágica ao acordar no dia seguinte: além de uma puta ressaca, de ter dormido de tênis, de não ter nem idéia de como voltou para casa, você também não lembra nem da metade dos acontecimentos da noite em questão.
Claro que não demora muito para você ter alguns flashs e pensar: “Ai, meu Deus, dei bafo!” Procurando maiores esclarecimentos sobre o que se passou, você entra no MSN em busca dos fiéis companheiros de festa. Péssima idéia. Você mal se conecta e vem a bródinha cumprimentar e na inocência você responde: “Nossa, guria, quanto tempo! Que saudades!” E ela rebate: “Como assim? Nós nos vimos ontem e conversamos um tempão.” Hum, então a coisa é mais grave do que você imaginava. Logo depois chega outra amiga reclamando que vocês ficaram, mas que você a abandonou por outra. E o pior não é não saber que você ficou com a amiga, é não ter nem idéia de quem seja a outra moça que ela mencionou.
De repente, você recebe mensagens de números estranhos no celular e pessoas não identificadas te adicionam no MSN. Medo! Aparentemente você estava uma simpatia só e saiu distribuindo beijos, sorrisos e seu número de telefone. Além disso, você também armazenou números no seu celular, mas não marcou o nome das pessoas achando que no dia seguinte você saberia de quem se tratava. Ah, tá bom! Não precisa nem mencionar, que ao verificar a caixa de saída de mensagens, você constata que andou mandando sms para quem não deveria, precisa? Mas o pior ainda estava por vir...
Um pouco mais tarde você descobre que brigou feio com uma outra amigui e que ela não pretende mais falar com você. Não nessa vida, pelo menos. Que ótimo! E você achando que a noite tinha sido super do bem! Pois achou errado, meu bem. Então, subitamente, você se dá conta de outro fato: uma integrante do grupo foi embora sem se despedir. E como você não lembra exatamente o que disse pra moça antes dela sumir, automaticamente já veste a carapuça da culpa: “Putz, ela vazou sem me dar tchau e hoje ela nem apareceu no MSN. E ela SEMPRE está no MSN. Me bloqueou. Fudeu. No mínimo falei merda pra ela também.” Bom, o que é um peido pra quem tá cagado, não é?
Em dado momento, depois de tantas revelações, você chega à conclusão que sua cota de descobertas já se excedeu e que é melhor parar por aí. “Abençoados são os que esquecem.” você pontua sabiamente. E é por essas e outras que no fim do dia você resolve sair de novo. Afinal, nada melhor que fazer mais fiasco para apagar da memória os eventos trash da noitada anterior (e arranjar mais problemas para o dia seguinte).
Claro que não demora muito para você ter alguns flashs e pensar: “Ai, meu Deus, dei bafo!” Procurando maiores esclarecimentos sobre o que se passou, você entra no MSN em busca dos fiéis companheiros de festa. Péssima idéia. Você mal se conecta e vem a bródinha cumprimentar e na inocência você responde: “Nossa, guria, quanto tempo! Que saudades!” E ela rebate: “Como assim? Nós nos vimos ontem e conversamos um tempão.” Hum, então a coisa é mais grave do que você imaginava. Logo depois chega outra amiga reclamando que vocês ficaram, mas que você a abandonou por outra. E o pior não é não saber que você ficou com a amiga, é não ter nem idéia de quem seja a outra moça que ela mencionou.
De repente, você recebe mensagens de números estranhos no celular e pessoas não identificadas te adicionam no MSN. Medo! Aparentemente você estava uma simpatia só e saiu distribuindo beijos, sorrisos e seu número de telefone. Além disso, você também armazenou números no seu celular, mas não marcou o nome das pessoas achando que no dia seguinte você saberia de quem se tratava. Ah, tá bom! Não precisa nem mencionar, que ao verificar a caixa de saída de mensagens, você constata que andou mandando sms para quem não deveria, precisa? Mas o pior ainda estava por vir...
Um pouco mais tarde você descobre que brigou feio com uma outra amigui e que ela não pretende mais falar com você. Não nessa vida, pelo menos. Que ótimo! E você achando que a noite tinha sido super do bem! Pois achou errado, meu bem. Então, subitamente, você se dá conta de outro fato: uma integrante do grupo foi embora sem se despedir. E como você não lembra exatamente o que disse pra moça antes dela sumir, automaticamente já veste a carapuça da culpa: “Putz, ela vazou sem me dar tchau e hoje ela nem apareceu no MSN. E ela SEMPRE está no MSN. Me bloqueou. Fudeu. No mínimo falei merda pra ela também.” Bom, o que é um peido pra quem tá cagado, não é?
Em dado momento, depois de tantas revelações, você chega à conclusão que sua cota de descobertas já se excedeu e que é melhor parar por aí. “Abençoados são os que esquecem.” você pontua sabiamente. E é por essas e outras que no fim do dia você resolve sair de novo. Afinal, nada melhor que fazer mais fiasco para apagar da memória os eventos trash da noitada anterior (e arranjar mais problemas para o dia seguinte).
Sunday, April 25, 2010
Equilíbrio distante
Uma das coisas mais interessantes que eu ouvi na faculdade (e não tinha nada a ver com Publicidade e Propaganda) foi a seguinte frase: “A felicidade reside no meio-termo entre os extremos. O vício está nos extremos.”
Na verdade é uma questão que me faz pensar até hoje. Por que diabos é tão difícil atingir o equilíbrio? Por que é tão mais fácil pender para algum lado da balança e agir antagonicamente sempre? Claro que se eu fosse uma pessoa comedida e sensata, provavelmente estaria me perguntando: “Por que não consigo ser porra-louca e inconseqüente?” Normal. As pessoas geralmente não estão satisfeitas com o modo como elas são e sempre estão tentando mudar, mesmo que falhem miseravelmente na maioria dos casos. Sim, modificar certos hábitos adquiridos ao longo de uma vida às vezes é extremamente penoso. Mas não é impossível, claro.
Aliás, admiro muito as pessoas que têm a capacidade de parar, pensar, avaliar as conseqüências e agir de forma racional. Sério, acho fantástico, mas não consigo. Infelizmente, eu sou extremista e impulsiva. Daquele tipo que faz alguma coisa e no minuto seguinte já está arrependida, se remoendo e dizendo que não vai acontecer de novo. Mas ah, sempre acontece de novo... Esse tipo de situação ocorre em escala bem freqüente, diga-se de passagem.
E não é que eu ache que não sou feliz porque sou do tipo 8 ou 80. Não tem muito a ver com felicidade, mas é que trabalhar nos extremos e agir impulsivamente me ocasiona uma série de problemas. Ser sensato até que traz uma sensação boa, mas sei lá, é meio tedioso. Talvez eu deva aceitar o desequilíbrio da minha balança e aprender a apreciar isso. Talvez ser coerente não resolva porra nenhuma no final das contas.
Na verdade é uma questão que me faz pensar até hoje. Por que diabos é tão difícil atingir o equilíbrio? Por que é tão mais fácil pender para algum lado da balança e agir antagonicamente sempre? Claro que se eu fosse uma pessoa comedida e sensata, provavelmente estaria me perguntando: “Por que não consigo ser porra-louca e inconseqüente?” Normal. As pessoas geralmente não estão satisfeitas com o modo como elas são e sempre estão tentando mudar, mesmo que falhem miseravelmente na maioria dos casos. Sim, modificar certos hábitos adquiridos ao longo de uma vida às vezes é extremamente penoso. Mas não é impossível, claro.
Aliás, admiro muito as pessoas que têm a capacidade de parar, pensar, avaliar as conseqüências e agir de forma racional. Sério, acho fantástico, mas não consigo. Infelizmente, eu sou extremista e impulsiva. Daquele tipo que faz alguma coisa e no minuto seguinte já está arrependida, se remoendo e dizendo que não vai acontecer de novo. Mas ah, sempre acontece de novo... Esse tipo de situação ocorre em escala bem freqüente, diga-se de passagem.
E não é que eu ache que não sou feliz porque sou do tipo 8 ou 80. Não tem muito a ver com felicidade, mas é que trabalhar nos extremos e agir impulsivamente me ocasiona uma série de problemas. Ser sensato até que traz uma sensação boa, mas sei lá, é meio tedioso. Talvez eu deva aceitar o desequilíbrio da minha balança e aprender a apreciar isso. Talvez ser coerente não resolva porra nenhuma no final das contas.
Saturday, April 17, 2010
Because friends don't waste wine...
When there's words to sell. Pois é. Amigos, amigos. Amores à parte. Ninguém fica por aí desperdiçando álcool se tem algo mais em jogo. Às vezes, nem sei porque perco meu tempo pedindo conselhos amorosos para os amigos, pois eles sempre vêm com aquele papo: “Abra o coração pra razão do seu afeto e veja o que acontece”.
Que mané abrir o coração! Exposição nunca resolveu a vida de ninguém, muito menos a minha. E uma coisa é fato, sabe? No fim das contas nós sempre estamos ligados se o nosso interesse amoroso está ou não na nossa. As pessoas estão o tempo todo enviando sinais. E quando surge aquela dúvida “Ó, céus, será que ciclana está na minha?” É porque provavelmente ela não está. Porque se ela estivesse, vocês estariam fazendo algo produtivo sobre isso e você não estaria perdendo tempo com devaneios.
As pessoas geralmente não mandam sinais truncados sobre o amor, porque simplesmente elas estão na sua ou não. Simples assim. É tudo uma questão de percepção. Na verdade, nós sempre sabemos o que está rolando, mas preferimos dar uma chance para a dúvida e se enganar. Afinal, é muito melhor pensar que TALVEZ a fulaninha esteja a fim de dar uns malhos do que ter a CERTEZA que ela não está nem aí pra você, ou que ela só quer ser sua amiga.
Eu sei que tudo que eu queria ouvir, era o oposto do que eu já sabia. Desde o começo eu deveria ter pedido aconselhamento para mim mesma. Pois a resposta com relação ao que eu deveria fazer sobre esse amor todo irradiando do meu ser, seria: SEJA INDIFERENTE E NÃO VÁ ATRÁS. ELA NÃO VAI FICAR COM VOCÊ.
P.S. Não sei onde li uma vez que o amor é como uma planta, que se você não regar, morre. Ainda bem... Porque senão eu estaria na merda.
Que mané abrir o coração! Exposição nunca resolveu a vida de ninguém, muito menos a minha. E uma coisa é fato, sabe? No fim das contas nós sempre estamos ligados se o nosso interesse amoroso está ou não na nossa. As pessoas estão o tempo todo enviando sinais. E quando surge aquela dúvida “Ó, céus, será que ciclana está na minha?” É porque provavelmente ela não está. Porque se ela estivesse, vocês estariam fazendo algo produtivo sobre isso e você não estaria perdendo tempo com devaneios.
As pessoas geralmente não mandam sinais truncados sobre o amor, porque simplesmente elas estão na sua ou não. Simples assim. É tudo uma questão de percepção. Na verdade, nós sempre sabemos o que está rolando, mas preferimos dar uma chance para a dúvida e se enganar. Afinal, é muito melhor pensar que TALVEZ a fulaninha esteja a fim de dar uns malhos do que ter a CERTEZA que ela não está nem aí pra você, ou que ela só quer ser sua amiga.
Eu sei que tudo que eu queria ouvir, era o oposto do que eu já sabia. Desde o começo eu deveria ter pedido aconselhamento para mim mesma. Pois a resposta com relação ao que eu deveria fazer sobre esse amor todo irradiando do meu ser, seria: SEJA INDIFERENTE E NÃO VÁ ATRÁS. ELA NÃO VAI FICAR COM VOCÊ.
P.S. Não sei onde li uma vez que o amor é como uma planta, que se você não regar, morre. Ainda bem... Porque senão eu estaria na merda.
Sunday, April 11, 2010
Where is my mind?
Quando questionei se ela realmente estava disposta a jogar tanto tempo de convivência no lixo, ela me respondeu sem pestanejar: “Já joguei”, ao passo que retruquei: “Eu não vou simplesmente fingir que nada aconteceu. O sentimento é meu e eu faço o que bem entender com ele”.
Ela riu e começou a se dirigir lentamente para a saída do bar, então finalizei: “Eu vou te amar para sempre”. Sabe-se lá porque diabos eu disse isso. Não posso dizer que era uma mentira, tampouco posso afirmar que era verdade. Afinal, foram tantos altos e baixos que seria impossível datar qualquer sentimento que fosse, ainda mais tratando-se de uma jura de amor eterno. Ok. Talvez eu tenha exagerado no meu comentário, mas na hora juro que precisei dizer isso.
Ela ficou calada e subiu as escadas enquanto meus olhos acompanhavam seus movimentos. Ela não olhou uma única vez para trás. A desgraçada era forte. Ou pelo menos aparentava ser. Ao contrário de mim. Senti lágrimas rolando pelo meu rosto, mas não havia mais nada a ser feito ou dito. Tudo tinha ido parar na lata de lixo, como ela mesmo tinha mencionado. Voltei pra casa chorando copiosamente. Coisa que não fazia há tempos. Não por ela pelo menos, pois achei que estava tudo resolvido. Achei...
O engraçado é que aproximadamente seis meses depois desse episódio cá estou eu, num domingo à noite, gripada, fudida, mal paga e pensando: PUTA QUE PARIU! O que eu tinha na minha cabeça pra amar tanto essa criatura? NADA, certo? Pois é. Que bom que o tempo passou e eu tomei vergonha na cara... Mesmo!
P.S. Que venham los otros amores, porque agora estou preparada!
Ela riu e começou a se dirigir lentamente para a saída do bar, então finalizei: “Eu vou te amar para sempre”. Sabe-se lá porque diabos eu disse isso. Não posso dizer que era uma mentira, tampouco posso afirmar que era verdade. Afinal, foram tantos altos e baixos que seria impossível datar qualquer sentimento que fosse, ainda mais tratando-se de uma jura de amor eterno. Ok. Talvez eu tenha exagerado no meu comentário, mas na hora juro que precisei dizer isso.
Ela ficou calada e subiu as escadas enquanto meus olhos acompanhavam seus movimentos. Ela não olhou uma única vez para trás. A desgraçada era forte. Ou pelo menos aparentava ser. Ao contrário de mim. Senti lágrimas rolando pelo meu rosto, mas não havia mais nada a ser feito ou dito. Tudo tinha ido parar na lata de lixo, como ela mesmo tinha mencionado. Voltei pra casa chorando copiosamente. Coisa que não fazia há tempos. Não por ela pelo menos, pois achei que estava tudo resolvido. Achei...
O engraçado é que aproximadamente seis meses depois desse episódio cá estou eu, num domingo à noite, gripada, fudida, mal paga e pensando: PUTA QUE PARIU! O que eu tinha na minha cabeça pra amar tanto essa criatura? NADA, certo? Pois é. Que bom que o tempo passou e eu tomei vergonha na cara... Mesmo!
P.S. Que venham los otros amores, porque agora estou preparada!
Saturday, April 10, 2010
Perdidos
- Nossa, esse cara não me é estranho! Será que ele apareceu em alguma outra temporada?
- Hum, pode ser... Mas será que você não viu ele em algum filme que assistiu?
- Não cara. Ele apareceu no Lost sim. Ele apagava a memória das pessoas, lembra?
- Olha... não lembro, não. Mas também não duvido. Sempre acontece umas coisas bizarras no seriado.
(...)
- Dã. Lembrei onde vi o sujeito! Viajei na maionese... O cara da memória é do Heroes e não do Lost.
- É, bem que eu achei que essa história de apagar a memória das pessoas tava muito mal contada. Se bem que se os caras viajam no tempo, nada impede que exista um magrão aí apagando a memória do galerê. Vai saber né...
P.S. Imagina se Lost não tivesse aquele resuminho básico contando os últimos acontecimentos da série: quem assiste iria ficar BEM perdido realmente...
- Hum, pode ser... Mas será que você não viu ele em algum filme que assistiu?
- Não cara. Ele apareceu no Lost sim. Ele apagava a memória das pessoas, lembra?
- Olha... não lembro, não. Mas também não duvido. Sempre acontece umas coisas bizarras no seriado.
(...)
- Dã. Lembrei onde vi o sujeito! Viajei na maionese... O cara da memória é do Heroes e não do Lost.
- É, bem que eu achei que essa história de apagar a memória das pessoas tava muito mal contada. Se bem que se os caras viajam no tempo, nada impede que exista um magrão aí apagando a memória do galerê. Vai saber né...
P.S. Imagina se Lost não tivesse aquele resuminho básico contando os últimos acontecimentos da série: quem assiste iria ficar BEM perdido realmente...
Sunday, March 14, 2010
O horóscopo e a libertação
Numa daquelas acaloradas discussões de bêbados envolvendo tópicos de suma relevância para a existência humana, o assunto que entrou em pauta foi a astrologia e até que ponto ela influencia, se é que causa alguma influência, na personalidade e no curso da vida de alguém.
A princípio fiquei em cima do muro, pois não vou negar que durante muito tempo tive o hábito de consultar diariamente meu horóscopo, além de ler informações e características relacionadas ao meu signo. Óbvio que nunca levei nada daquilo que estava escrito muito a sério. É o tipo de coisa que você lê e o logo abstrai, pois não te agrega absolutamente nada. Veja, por exemplo, meu horóscopo de hoje: “Relacionamentos voltam a fazer parte de suas preocupações. Mas desta vez de forma positiva. Você sabe que algo deve mudar, mas sabe também que muito dessas mudanças não está em suas mãos. Relaxe e deixe o Universo fazer a sua parte.” Relaxar e deixar o Universo fazer o que ele bem entender? Ok! Vai dizer que não são ótimas palavras para trazer alento para um domingo chuvoso e cinzento? Juro que queria conhecer a pessoa responsável por escrever essas coisas. Pensa só: São 12 signos e são 365 dias por ano. É muita ladainha pra inventar e escrever ao longo do calendário. Haja criatividade...
Enfim, o fato é que agora, pensando com mais clareza (leia-se sóbria) sobre a questão, não vou negar que talvez seja uma ilusão acreditar que a posição do sol com relação às constelações, no momento do nascimento de alguém, de alguma maneira afete a personalidade e as relações desse ser. Como diabos alguém vai saber alguma coisa da minha vida e mais, prever algum acontecimento, simplesmente baseado no horário que eu nasci e a posição que os astros ocupavam naquele fatídico momento? É meio arbitrário e inconcebível.
Mas independente de acreditar ou não e apesar de ter me libertado do meu vício, ainda leio meu horóscopo às vezes, porque tem dias que nós não queremos ser racionais e nos apegamos a qualquer vestígio de esperança que o nosso dia não será um tédio total e quem sabe algo de incrível aconteça, tipo encontrar um novo amor, receber um prêmio ou quem sabe ganhar rios de dinheiro...
A princípio fiquei em cima do muro, pois não vou negar que durante muito tempo tive o hábito de consultar diariamente meu horóscopo, além de ler informações e características relacionadas ao meu signo. Óbvio que nunca levei nada daquilo que estava escrito muito a sério. É o tipo de coisa que você lê e o logo abstrai, pois não te agrega absolutamente nada. Veja, por exemplo, meu horóscopo de hoje: “Relacionamentos voltam a fazer parte de suas preocupações. Mas desta vez de forma positiva. Você sabe que algo deve mudar, mas sabe também que muito dessas mudanças não está em suas mãos. Relaxe e deixe o Universo fazer a sua parte.” Relaxar e deixar o Universo fazer o que ele bem entender? Ok! Vai dizer que não são ótimas palavras para trazer alento para um domingo chuvoso e cinzento? Juro que queria conhecer a pessoa responsável por escrever essas coisas. Pensa só: São 12 signos e são 365 dias por ano. É muita ladainha pra inventar e escrever ao longo do calendário. Haja criatividade...
Enfim, o fato é que agora, pensando com mais clareza (leia-se sóbria) sobre a questão, não vou negar que talvez seja uma ilusão acreditar que a posição do sol com relação às constelações, no momento do nascimento de alguém, de alguma maneira afete a personalidade e as relações desse ser. Como diabos alguém vai saber alguma coisa da minha vida e mais, prever algum acontecimento, simplesmente baseado no horário que eu nasci e a posição que os astros ocupavam naquele fatídico momento? É meio arbitrário e inconcebível.
Mas independente de acreditar ou não e apesar de ter me libertado do meu vício, ainda leio meu horóscopo às vezes, porque tem dias que nós não queremos ser racionais e nos apegamos a qualquer vestígio de esperança que o nosso dia não será um tédio total e quem sabe algo de incrível aconteça, tipo encontrar um novo amor, receber um prêmio ou quem sabe ganhar rios de dinheiro...
Monday, March 08, 2010
Doses homeopáticas
Todo mundo tem um amigo que se viesse com uma bula, deveria conter a restrição: “Utilizar em doses homeopáticas”. Porque, convenhamos, existem indivíduos que às vezes conseguem ser uma companhia bem desagradável, e por mais que gostemos dessa pessoa, quanto menos você vê-la melhor para sua sanidade mental.
Não sei o que acontece, mas ocasionalmente você fica algum tempo sem entrar em contato com determinada pessoa, chega até a sentir saudade da criatura e quando a encontra, pensa: “Como eu pude aturar esse ser por mais de cinco minutos em algum momento da minha existência?” Ótima pergunta! Muitas vezes os amigos de doses homeopáticas possuem bom coração, boa índole e são até mesmo simpáticos, porém de alguma forma conseguem ser irritantes: seja porque são egocêntricos, gostam de se vangloriar e não são nada modestos, falam tanto que chega a dar uma convulsão mental, estão sempre discordando de qualquer coisa que você fale, só reclamam e ficam choramingando, inventam histórias estapafúrdias ou porque simplesmente não são muito inteligentes. Os motivos podem ser vários, no entanto, algo torna aquele sujeito muito chato em momentos que você não está lá esbanjando paciência. Quem sabe num passado muito distante ou não tão distante assim, vocês possuíam mais afinidades e se davam maravilhosamente bem, mas a realidade agora é outra baby: seu amigo é um porre e toda vez que ele abre a boca você se imagina esfaqueando-o para que ele cale a boca. Certas vezes dá até vergonha de apresentar o camarada pros outros amigos.
Mas o que fazer? Não pode destratar o colega não é? Mas também não precisa dar trela pro figura, a não ser que você esteja num daqueles dias onde quer testar seus bons modos e ver até onde vai sua calma. A minha eu sei que não vai muito longe, por isso eu sigo a bula e evito doses cavalares...
Não sei o que acontece, mas ocasionalmente você fica algum tempo sem entrar em contato com determinada pessoa, chega até a sentir saudade da criatura e quando a encontra, pensa: “Como eu pude aturar esse ser por mais de cinco minutos em algum momento da minha existência?” Ótima pergunta! Muitas vezes os amigos de doses homeopáticas possuem bom coração, boa índole e são até mesmo simpáticos, porém de alguma forma conseguem ser irritantes: seja porque são egocêntricos, gostam de se vangloriar e não são nada modestos, falam tanto que chega a dar uma convulsão mental, estão sempre discordando de qualquer coisa que você fale, só reclamam e ficam choramingando, inventam histórias estapafúrdias ou porque simplesmente não são muito inteligentes. Os motivos podem ser vários, no entanto, algo torna aquele sujeito muito chato em momentos que você não está lá esbanjando paciência. Quem sabe num passado muito distante ou não tão distante assim, vocês possuíam mais afinidades e se davam maravilhosamente bem, mas a realidade agora é outra baby: seu amigo é um porre e toda vez que ele abre a boca você se imagina esfaqueando-o para que ele cale a boca. Certas vezes dá até vergonha de apresentar o camarada pros outros amigos.
Mas o que fazer? Não pode destratar o colega não é? Mas também não precisa dar trela pro figura, a não ser que você esteja num daqueles dias onde quer testar seus bons modos e ver até onde vai sua calma. A minha eu sei que não vai muito longe, por isso eu sigo a bula e evito doses cavalares...
Thursday, March 04, 2010
A arte de espantar pretendentes
Conhecer um novo alguém é sempre uma ótima oportunidade de se reinventar e não cometer os mesmos erros. E quando eu digo reinventar, não quero dizer MENTIR sobre seu passado obscuro e sim OMITIR esses detalhes, transformando o mar de lama que você se envolveu em algo produtivo.
O ideal é que menções a esses períodos conturbados de sua vida sejam esporádicas e não comprometedoras, ou seja: só responda o que te perguntarem! Não saia contando tudo sem motivo. Mas se você é como eu e peca pelo excesso de informações, muita calma nessa hora. Evite, por exemplo, dizer que seus relacionamentos não duram mais de um mês porque você enjoa fácil das pessoas. Não comente que fidelidade não é o seu forte e que você não fica de consciência pesada depois que mente ou faz alguma merda, porque seu novo affair pode achar que você não é alguém muito confiável. Além disso, não confidencie que quando você bebe você não liga para absolutamente mais nada e faz o que bem entender. E por falar em beber não revele os fiascos envolvendo bebida alcoólica nos quais você já se envolveu, pois o pretê pode concluir que você não é uma pessoal normal (e talvez não seja mesmo).
Caso você saia com essa pessoa para o agito, não comece a mostrar todos os peixinhos que caíram na sua rede, porque a partir daí ela pode presumir que você é meio vadia, e você não quer que ela pense isso de você. Quer? Outra coisa importante é não expor que tipo de falcatrua você andou aprontando por aí, pois seu novo amor pode se assustar com a tua falta de vergonha na cara e de amor ao próximo. Ah, e se você ver algum ex e te der um aperto no peito, deixe pra chorar até ficar desidratada EM CASA e SOZINHA. Não comece a se descabelar na frente do pretê porque pega mal. Aliás, o assunto ex é um tabu. Ex bom é ex morto. Portanto, jogue um caminhão de areia nessa história e deu. Mas caso perguntem por que seus relacionamentos anteriores deram errado, você sempre tem a opção de colocar a culpa no falecido. Afinal a culpa é sua e você a joga em cima de quem você bem entender. Outro aspecto crucial é não mostrar logo de cara as peculiaridades e manias estranhas que você possui e procurar evitar também surtos psicóticos, gritos, crises ou qualquer tipo de siricutico, pois isso pode assustar seu novo par romântico. E por fim, se a tua moral por aí andar mais baixa que cu de cobra, e a tua caveira já estiver feita para o pretendente, aí fudeu. Só te resta pedir o benefício da dúvida.
Claro que se você for uma pessoa do bem, que não traz em seu currículo qualquer tipo de atividade sórdida que você está tentando desesperadamente esquecer e que não tenha absolutamente nada para esconder, não há motivos para se preocupar, porque quem não deve não teme, certo? Certíssimo. Como eu devo, com certeza eu temo.
O ideal é que menções a esses períodos conturbados de sua vida sejam esporádicas e não comprometedoras, ou seja: só responda o que te perguntarem! Não saia contando tudo sem motivo. Mas se você é como eu e peca pelo excesso de informações, muita calma nessa hora. Evite, por exemplo, dizer que seus relacionamentos não duram mais de um mês porque você enjoa fácil das pessoas. Não comente que fidelidade não é o seu forte e que você não fica de consciência pesada depois que mente ou faz alguma merda, porque seu novo affair pode achar que você não é alguém muito confiável. Além disso, não confidencie que quando você bebe você não liga para absolutamente mais nada e faz o que bem entender. E por falar em beber não revele os fiascos envolvendo bebida alcoólica nos quais você já se envolveu, pois o pretê pode concluir que você não é uma pessoal normal (e talvez não seja mesmo).
Caso você saia com essa pessoa para o agito, não comece a mostrar todos os peixinhos que caíram na sua rede, porque a partir daí ela pode presumir que você é meio vadia, e você não quer que ela pense isso de você. Quer? Outra coisa importante é não expor que tipo de falcatrua você andou aprontando por aí, pois seu novo amor pode se assustar com a tua falta de vergonha na cara e de amor ao próximo. Ah, e se você ver algum ex e te der um aperto no peito, deixe pra chorar até ficar desidratada EM CASA e SOZINHA. Não comece a se descabelar na frente do pretê porque pega mal. Aliás, o assunto ex é um tabu. Ex bom é ex morto. Portanto, jogue um caminhão de areia nessa história e deu. Mas caso perguntem por que seus relacionamentos anteriores deram errado, você sempre tem a opção de colocar a culpa no falecido. Afinal a culpa é sua e você a joga em cima de quem você bem entender. Outro aspecto crucial é não mostrar logo de cara as peculiaridades e manias estranhas que você possui e procurar evitar também surtos psicóticos, gritos, crises ou qualquer tipo de siricutico, pois isso pode assustar seu novo par romântico. E por fim, se a tua moral por aí andar mais baixa que cu de cobra, e a tua caveira já estiver feita para o pretendente, aí fudeu. Só te resta pedir o benefício da dúvida.
Claro que se você for uma pessoa do bem, que não traz em seu currículo qualquer tipo de atividade sórdida que você está tentando desesperadamente esquecer e que não tenha absolutamente nada para esconder, não há motivos para se preocupar, porque quem não deve não teme, certo? Certíssimo. Como eu devo, com certeza eu temo.
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