Friday, January 02, 2009

Amor bandido - 2008

Chegou ao final a temporada 2008 do seu reality show/novela mexicana favorito “Amor bandido”, que ao contrário da fantástica e intensa temporada passada, deixou muito a desejar. Salvo por duas exceções: A trilha sonora, que foi o ponto alto do programa, sem dúvidas, e o figurino que melhorou absurdamente.
Com relação à trama nada de muito interessante aconteceu. Tédio é a palavra que melhor descreve o show nesse ano de 2008, que apesar de ter começado muito bem com episódios extremamente tensos e dramáticos gravados nas locações em Santa Catarina e Minas Gerais, não conseguiu manter a audiência. Novos personagens apareceram no enredo e novas intrigas surgiram, mas nada que emocionasse o público. O elenco da temporada anterior fez participação especial em alguns episódios recheados de nostalgia e saudosismo e como era de se esperar, os episódios mais interessantes aconteceram no James, escolhido como uma das locações do show. Muito álcool, rock’n’roll e falcatruagem, como sempre, porém nada que já não tenha sido visto antes.
A mocinha, como de costume se envolveu em inúmeras barcas furadas e acordou de ressaca moral em grande parte dos episódios, mas nem isso conseguiu cativar os telespectadores, que esperavam por mais cenas de sexo, caos, discórdia e choradeira, e não por tanta monotonia e introspecção. Em entrevista exclusiva, um dos roteiristas da série questionado sobre a queda de audiência do show, afirmou que acredita que isso se deve ao fato de ter sido uma temporada de transições. “A protagonista vive um momento de mudanças. Seus amigos não são mais os mesmos e a forma como ela encara o mundo também é diferente agora. É claro que o público vai sentir falta de alguns personagens que deram colorido ao programa, mas mudanças não são necessariamente ruins. Ela está crescendo e aprendendo a duras penas que as coisas boas não duram muito.” Sobre os romances vividos pela heroína no programa é melhor nem comentar muito. Nenhum deles passou de três semanas. “Ela se fodeu e comeu o pão que o diabo amassou, então é natural que não confie em ninguém nem consiga mais se entregar tão facilmente a um novo amor. Mas nem tudo está perdido” afirma o roteirista.
A season finale do programa, que foi gravada no litoral, foi ao ar dia 31 e contou com a participação especial da melhor amiga da protagonista, que não dava as caras no show há um bom tempo, além é claro, de muita vodka e fiascos. Definitivamente foi um dos episódios mais engraçados e bizarros de todo o ano, garantindo a continuidade da série. Portanto, fique atento para mais notícias e não perca a temporada 2009 de “Amor bandido”, o único reality show/novela mexicana sem final feliz e transmitido 24 horas por dia.

Wednesday, November 19, 2008

Suja a roupa, mas lava a alma

Na minha humilde opinião não existe nada mais revigorante pra um relacionamento do que lavar roupa suja. Você tá lá no MSN, no shopping, no mercado, na fazenda, voltando da balada e de repente é possuída por alguma entidade demoníaca e quando você menos espera, começa a despejar tudo que guarda de mágoa dentro desse coraçãozinho.
Pode acontecer com qualquer um. Afinal ninguém tem paciência de Jó pra ficar passando a mão na cabeça e aturando esses/as salafrários que andam soltos/as por aí (e que a gente cai na besteira de se envolver). Às vezes a gente perde a compostura mesmo. E roupa suja bem lavada é aquela que começa a ser lavada nos primórdios do relacionamento e esmiúça detalhes, situações e histórias que pra todos os efeitos o casal achou que já tinha superado. Errado. Superaram nada. Vamos e convenhamos. Alguém sempre tem que ceder um pouco mais que o outro num relacionamento, e esse idiota no caso, vai ter muito mais ressentimento que o outro se alguma coisa der errado.
Lavar roupa suja geralmente acaba mal. Choro, baixaria, gritaria e às vezes até porrada (nunca aconteceu comigo, mas que tem gente que merece uns petelecos, ah merece). Sei lá, tem pessoas que ficam guardando ressentimento por aí. Acho errado e sou contra. Joga na cara mesmo. Roda a baiana e chuta o pau da barraca. Com o máximo de classe que você puder fazer isso, óbvio. Faz bem, juro.

Wednesday, October 22, 2008

Acumulando pontos

C – Vamos sair hoje?
B – Ah, nem rola. Preciso acordar cedo amanhã.
C – Por quê?
B – Tô fazendo Projeto Comunitário, aí tenho que levantar 6:30. Daí se eu sair não agüento levantar nesse horário.
C – Mas por que tão cedo?
B – Tinha a opção de fazer à tarde. Mas sei lá, eu me odeio e quero pagar meus pecados acordando de madrugada.
C – Ahn?!

É. Talvez eu seja meio esquisita mesmo, mas quem sabe fazendo a coisa que eu mais odeio no mundo, que é acordar cedo, eu acumulo uns pontinhos positivos de carma. Tô precisando...

Sunday, October 19, 2008

A milenar arte de deixar tudo pra última hora

Certa vez, diante de inúmeras reclamações por causa da falta de tempo devido ao trabalho e faculdade dessa que vos escreve, uma amiga fez uma constatação interessante sobre o caso. Segundo ela: “Quando você trabalha tem muito mais tempo do que quando não faz nada”. E é fato, por mais bizarro que possa parecer.
Pra falar bem a verdade eu nunca tinha parado para analisar a questão, mas em função de alguns acontecimentos das últimas semanas ela passou a fazer total sentido. O que acontece é que eu adquiri o péssimo hábito de deixar tudo pra última hora. Sei lá, eu andava meio estressada com a minha vida acadêmica e fui chorar as pitangas para outra amiga que me aconselhou a fazer igual ela e só se preocupar um dia antes. Como eu adoro incorporar novidades no meu cotidiano, resolvi testar a técnica pra ver se funcionava e o que eu descobri é que eu sou ótima nisso. Se bem que entre fazer QUALQUER coisa e estudar, qualquer um em sã consciência opta por não estudar. Mas enfim...
O método tem lá seus méritos e apesar de eu ser péssima em administrar meu tempo ocioso e ter tudo pra conseguir sucesso empregando essa técnica, acho que ela não funciona pra mim. Não adianta. Sou muito chata e sistemática. Gosto de rigor nas minhas atividades. Mas foi bom enquanto durou (ou nem tanto assim porque no fim das contas eu acabei exaurida do mesmo jeito).
Cheguei a conclusão de que já que em algum momento eu vou ter de me preocupar, é melhor que não seja em cima da hora porque por mais emocionante que seja essa coisa de deixar tudo pra última hora (afinal é sempre uma caixinha de surpresas e você nunca sabe se vai dar certo e o Murphy está sempre lá pra garantir que não dê) é muita emoção pro meu coraçãozinho e ele já suportou emoções demais nos últimos tempos.

P. S. 01 Se eu dormisse menos, talvez meu tempo rendesse mais. Mas ah, eu gosto tanto de dormir. Então isso eu não vou parar de fazer.
P. S. 02 Eu tenho um trabalho pra amanhã e ao invés de fazê-lo hoje eu fiquei me enrolando o dia todo fazendo coisas inúteis: Joguei GTA, vi o jogo do Palmeiras, participei de discussões em família sobre o caso de seqüestro em São Paulo, cheguei ao cúmulo de ver um pouco de Faustão, tomei um banho mega demorado, vi dois episódios de South of Nowhere e ainda arranjei tempo de escrever este texto. Mas juro que isso não vai acontecer de novo e essa será a última vez que deixo tudo pra última hora. Hê!

Tuesday, October 07, 2008

What’s that coming over the hill? Is it a monster?

O diálogo que se segue aconteceu no MSN há alguns dias atrás e os nomes das pessoas envolvidas foram trocados para preservar a identidade destas. Tá, mentira nem vou trocar o nome de ninguém. Só vou botar a inicial das participantes e foda-se.

B – Eu meio que cheguei a conclusão que preciso namorar pra sair dessa vida bandida e tal
Z – Eu teria medinho de namorar com você
B – Teria? Por que? Medo de eu te trair?
Z – Porque você é meio impulsiva. Não é muito estável. De trair, de brigar, de surtar...

Bom, lendo isso até eu teria medo de me namorar. Mas tudo bem. Já meio que larguei os béts de procurar a tampa da minha privada (é, porque esse negócio de tampa da panela e metade da laranja não tá com nada) e estou começando a me acostumar com idéia de que serei uma daquelas tiazonas que nunca casaram e que moram com 18 gatos. Tá, eu não vou morar com gatos porque eu os detesto. Mas quem sabe uns cachorrinhos, peixinhos, iguanas ou quem sabe um leão. É. Leão ué. Ah, vizinha da minha amiga tinha um leão em casa. Por que eu não posso ter também? Acho que se eu não vou casar no mínimo mereço ter um bicho legal em casa pra ocupar meu tempo né? Acho digno.

P.S. Ainda bem que amiga de verdade joga na tua cara que você é um monstro e nem faz muita cerimônia pra isso. Mas tudo bem. Nem vou ficar me fazendo de vítima porque sei que é tudo verdade. Infelizmente.

Sunday, October 05, 2008

Ela sempre comeu exageradamente. Nunca cantou bem. Sempre bebeu demais. Nunca soube dizer não para algumas pessoas. Sempre falou mais do que deveria. Nunca usou meias que combinassem com suas roupas. Sempre foi grossa. Nunca gostou de abobrinha nem de ervilhas. Sempre achou “sensação” o melhor de todos os chocolates. Nunca quis aprender a cozinhar. Sempre teve um péssimo senso de direção. Nunca gostou de dar informações para estranhos. Sempre teve tesão com beijos no pescoço. Nunca gostou de se apresentar em público. Sempre odiou escrever a palavra "cabeleireiro". Sempre gostou de filmes “água-com-açúcar”. Sempre teve medo de insetos, especialmente de baratas. Nunca soube dançar direito. Sempre adorou lavar roupa suja (no sentido figurado). Nunca soube lavar roupa suja (no sentido literal). Sempre teve medo de palhaços por causa do filme “It”. Sempre foi muito auto-crítica. Nunca gostou da cor marrom. Sempre foi inconstante. Sempre adorou ver o circo pegar fogo. Nunca gostou de Ciências Exatas. Sempre foi organizada e perfeccionista. Sempre odiou tomar decisões. Nunca foi boa em puxar assunto com as pessoas. Sempre adorou covinhas. Nunca soube dar estrelinha. Sempre teve mania de falar sozinha e conversar com a TV. Sempre adorou jogar canastra. Nunca foi boa em guardar o nome das pessoas. Sempre foi desastrada. Sempre amou fanta uva. Sempre foi pontual. Nunca teve muita paciência com nada. Sempre foi friorenta. Sempre adorou a cor vermelha. Nunca gostou de crianças. Sempre foi cara-de-pau. Sempre errou as letras das músicas. Sempre foi metódica. Nunca gostou de usar vestido. Sempre quis aprender a tocar violão. Nunca gostou de suas pernas. Sempre adorou reclamar de tudo. Sempre foi péssima com despedidas. Nunca soube colocar pontos finais. Sempre preferiu as reticências...

Friday, September 19, 2008

Dona B. e seus problemas

Após uma maratona de compras no shopping num belo dia ensolarado e depois de tanto andar e suar (eca!) nada como chegar em casa, arrancar todas as roupas e ficar desfilando só em trajes íntimos. Na verdade de belo o dia não tinha nada, pois eu estava com uma dor de cabeça filha da puta, sem contar que estava um calor da porra. Mas eu mal sabia que o pior ainda estava por vir...
Sentei no sofá pra descansar e minha querida mamãezinha soltou a seguinte simpatia:
- Ih, olha só! Você tem varicoses nas pernas. Vai ser cheia de varizes igual tua vó! Hihihi
Sei lá o que ela tava achando tão divertido nisso, mas eu não achei nada engraçado. Ela até tentou melhorar a situação dizendo que não entendia como eu podia comer como uma porca e não engordar (é, definitivamente eu tenho a quem puxar esse meu lado sutil). Mas não adianta. Mesmo me elogiando (?) o estrago já estava feito. VARIZES! AAAAAAAAAAH!
Não consegui mais parar de pensar nas malditas depois disso. Ok. Eu sei que talvez seja meio cedo pra entrar em pânico, mas, mas, mas... e a tattoo que eu ia fazer na batata da perna como fica nessa história? Aparentemente vou ter que escolher outro lugar pra fazer já que daqui a alguns anos as varizes vão ter tomado conta das minhas pobres perninhas. AAAAAAAAAAH! Me desculpem, mas eu tô surtada. Preciso extravasar!
Porra... era só o que me faltava né? Esses dias encontrei um fio de cabelo branco na minha cabeça e já achei o fim da picada. Agora ISSO! O que mais falta me acontecer? Tá. Melhor evitar esse tipo de pergunta pra não atrair energias negativas. Ainda bem que pelo menos careca eu não vou ficar (eu acho)...

Tuesday, September 09, 2008

I say yes when I ought to say no

- Me leva na rodoviária?
- SIM (Pensando: Ai, hoje eu não tenho tempo pra isso porque já to atrasada pra fazer trabalho na faculdade)!

- Vamos cortar o cabelo comigo?
- SIM (Pensando: Hum, que programa de índio)!

- Mata aula e vai ao cinema comigo?
- SIM (Pensando: Hoje eu não deveria matar aula, já matei semana passada)!

- Dorme comigo essa noite?
- SIM (Pensando: Ah, que mal pode fazer? Eu já joguei meu amor-próprio no lixo faz tempo mesmo)!

- Promete que vai ligar e mandar mensagem?
- SIM (Pensando: Meu auto-controle diz pra não correr atrás nunca, mas foda-se ele)!

- Vamos ao banco comigo?
- SIM (Pensando: Puta merda, que saco. Só vou porque eu devo ter batido minha cabeça e realmente estar apaixonada por você)!

- Vem aqui pra casa ver um filme comigo?
- SIM (Pensando: Teoricamente eu deveria estudar pra prova de sociologia de amanhã, mas foda-se o Karl Marx e sei lá mais quem)!

- Vai até o inferno e dá um abraço no capeta por mim?
- SIM (Pensando: Dou um abraço, um beijo e ainda sento no colo dele por você)!

Depois eu ainda fico me questionando o porquê das coisas sempre darem errado pra mim. Tsc tsc. Queria aprender a dizer “não” de vez em quando. Acho que mal não faria... Pessoas solteiras ou sem vínculos afetivos são tão mais espertas. Tenho inveja delas e muito ódio de mim às vezes.

P.S. O título original do texto era “I’m a loser”, mas como isso está implícito em cada linha dele resolvi optar por um título menos loser.

Wednesday, September 03, 2008

V for Vendetta - Parte II

Eis que numa quarta-feira fria e cinza a professora de Criação pediu um trabalho relacionado ao filme “V de Vingança”. “Oba! Finalmente algum trabalho legal nessa bodega!” Pensei comigo mesma. Aliás, deve ser a 1ª vez que tive um trabalho pra fazer e nem amaldiçoei até a 13ª geração do/a professor/a. Mas também, pudera, quando pedem trabalhos relacionados a filmes ou livros, geralmente pedem pra você assistir/ler coisas chatíssimas e que te dão vontade de bater com a cabeça na parede ao invés de fazer o trabalho.
Ano passado, por exemplo, a professora pediu pra assistir “À procura da felicidade.” Lembro que tive que ver duas vezes seguidas a desgraça do filme para poder analisar todos os planos e câmeras dele para poder fazer o maldito trabalho. Ok. Confesso que peguei ódio do filme por causa do trabalho chato. Mas ah, convenhamos, o filme não é lá grande coisa não. Super manjado. Eu também estou procurando a felicidade faz tempo, mas não sei onde a bandida se enfiou.
Mas voltando ao V... Só sei que vi o filme pela 5ª ou 6ª vez (sei lá, já perdi as contas), chorei que nem uma desgraçada no final (de novo), fiz o trabalho e fui dormir feliz da vida (de novo).
Aiai... Bem que no próximo trabalho podiam pedir para nós vermos Vanilla Sky ou Cidade dos sonhos. Juro que nem ia reclamar!

P.S. 1 Definitivamente eu deixo a desejar no quesito “talentos artísticos” já que o cartaz que eu tive que fazer pro filme ficou uó. Parece que foi minha irmãzinha de três anos que fez, então nem vou entrar nesses méritos...
P.S. 2 Eu sei que a maioria dos fãs da HQ de “V de Vingança” detesta essa adaptação cinematográfica da obra de Alan Moore, mas o filme, apesar de ter várias alterações com relação ao roteiro original e ter aquela pitada hollywodiana continua sendo ótimo porque é corajoso, consegue se afastar do lugar comum e também consegui ir bem além da diversão desprovida de inteligência a qual estamos acostumados (na minha humilde opinião, é claro). Com relação aos quadrinhos, a leitura é mais do que recomendada. Muito foda!

Monday, September 01, 2008

V for Vendetta - Parte I

Lembro-me bem da primeira vez que vi “V de Vingança”. Foi num sábado a noite frio e solitário. A amiga recomendou: “Assista porque é foda!” Nem botei muita fé, porque a referida camarada tem um gosto, digamos, duvidoso para filmes. Mas como eu já mencionei era sábado, a ressaca moral da noite anterior era grande e não tinha nada melhor pra fazer mesmo.
Surpreendentemente achei o filme fantástico, tão fantástico que até esqueci dos problemas que afligiam minha existência naquela noite em questão. Ao final do filme senti despertar em mim um espírito revolucionário que nem eu sabia que existia aqui dentro. Meus problemas pareceram, então, insignificantes diante de tanta merda que tava acontecendo no mundo e eu nunca tinha parado pra pensar direito. O fato é que fui dormir feliz da vida (não sei explicar exatamente porque) e acalentando no peito uma vontade de mudar o mundo e fazer a diferença.
Ok. Ok. No dia seguinte eu já tinha esquecido essa ladainha de mudar o mundo e me resignei a minha vidinha medíocre e sem maiores pretensões. Então, alguns meses se passaram. Não sei quantos exatamente porque eu sou péssima em me localizar no tempo/espaço.
(...)

Wednesday, August 13, 2008

Ócio nada criativo

Ano passado fui convidada para trabalhar na inauguração de um bar e quando fui chamar uma amiga para ir ao tal bar, ela me respondeu incrédula: “O queeeee? Você trabalhando? Não!” E eu só não fiquei braba com o comentário, pois admito que tenho uma certa alergia a trabalho. E não, meu trabalho não era dançar no balcão do bar como ela achou que eu ia fazer. Aliás, naquela noite descobri que só sirvo para freqüentar bares e não trabalhar neles. Tanto é que depois dessa noite fiquei um bom tempo sem fazer porra nenhuma da vida. Mas enfim...
Pra quem não sabe, essa que vos escreve esteve trabalhando durante os últimos três meses. Pois é. Trabalhando. E confesso que foi difícil me acostumar a ter uma rotina toda programada. Por sinal, rotina é uma palavra que me dá um embrulho no estômago, mas não adianta, às vezes não tem como escapar da dita cuja. E não vou negar que quase todo dia quando o despertador tocava e a Blondie começava a cantar “One way or another” eu queria chorar e pensava: “Ah, hoje eu não vou trabalhar!” Mas o meu maldito senso de responsabilidade sempre levava a melhor e conseguia me arrancar da cama e me fazer sair de casa pra salvar o mundo.
Mas apesar da preguiça constante e dos altos e baixos esses três meses passaram rápido e eu me encontro estoicamente viva. Viva e entediada. Pois é. Ontem foi meu primeiro dia em casa e depois de acordar 13h32min totalmente desnorteada e achando que estava completamente atrasada para trabalhar, respirei fundo e um pouco depois já senti o tédio se aproximando como quem não quer nada e comecei a me sentir invadida por uma leve angústia.
Vai entender né? Quando está em casa, reclama que queria estar trabalhando e quando está trabalhando, até pagaria pra ficar em casa. Ô guria insatisfeita da porra!

P.S. Reza a lenda que o trabalho enobrece o homem. Mas eu não estou me sentindo muito nobre no momento. Será que tem alguma coisa errada comigo? E a propósito, alguém não teria trabalho pra me oferecer?

Saturday, August 09, 2008

Nós amamos o Google

Quando a sua melhor amiga te pede ajuda desesperadamente pra lavar roupa suja é claro que você não vai dizer não e recusar tal programa de índio. E assim começa a saga das donas de casa desesperadas.
Em menos de 24 horas, três consultas ao Google, começando por: “Como lavar roupas”. Pois é, depois que você volta de viagem as roupas não se lavam sozinhas. E talvez fosse mais fácil ligar pra algum parente perguntando como executar tal procedimento, mas você não quer dar o braço a torcer que você é uma inútil e não entende nada de afazeres domésticos. Tal tarefa a primeira vista parece simples, mas na verdade não é bem assim. Eis que surge a idéia de acessar o Google pra auxiliar nessa jornada.
Não que ele tenha acrescentado alguma informação que nós já não sabíamos, do tipo: não misturar roupas brancas com coloridas e blá blá blá, mas depois de consultá-lo nos sentimos muito mais seguras na hora de entrar em ação. E devo ressaltar que ainda contávamos com a participação especial da centrifuga, que a minha estimada companheira de lavanderia nunca tinha ouvido falar. Isso na verdade me deu um alento, pois afinal existia alguém que sabia menos do que eu a respeito de roupas sujas e afins. Eu já conhecia a tal da centrifuga da minha infância porque minha avó costumava usá-la, mas devo confessar que não me lembrava que ela era tão assustadora e tremia tanto. Mas no final deu tudo certo e as roupas ficaram limpas e saíram quase secas da centrifuga. Ponto pra nós. Yeah!
Segunda consulta: “Como fazer strogonoff”. Bom, depois de lavar roupa suja é claro que nós teríamos que nos aventurar na cozinha e nessa parte da casa, devo admitir que sou um total desastre. Depois de experiências catastróficas com bolos de cenoura decidi me aposentar desse tipo de atividade, então coube a minha pessoa apenas a parte da degustação nesse fatídico dia. O strogonoff ficou ótimo, diga-se de passagem. Já não digo o mesmo do arroz. Mas como eu só ajudei na hora de comer, vou poupar comentários sobre ele.
E por fim a última consulta do dia: “Como limpar a piscina”. Sim, ela estava imunda e não, ela também não se limpa sozinha. Tá, na verdade ela se limpa sozinha sim, mas você precisa saber quais botões apertar. Mas enfim... Pra encurtar a história deu tudo certo no final e todo mundo da casa ficou satisfeito com os progressos alcançados nesse dia. Acho que já dá quase pra nós irmos morar sozinhas. E tudo isso não seria possível sem o auxílio do maravilhoso Google, que nunca nos deixa na mão (tá, às vezes deixa sim, mas não vem ao caso). Então um viva pro Google. Viva! Uhuuul!

Friday, July 11, 2008

Preguiça de amar

Depois que você bate a cabeça, fica desorientada e perde o juízo, dignidade, amor-próprio e bom senso (trocando em miúdos, se apaixona por alguém) e supera isso, dá tanta, mas tanta preguiça de começar tudo de novo.
Sejamos francos. Você achou que ia passar um bom tempo do lado daquela pessoa e de repente: Puf! Acabou! Demora um tempo pra acostumar com a idéia de que vocês não vão mais juntar os trapinhos e viver felizes para sempre. E quando você começa a acostumar você lembra: Ah tá, vou conhecer outra pessoa, saber de cada detalhe da vida dela e ela da minha, aprender a conviver com todos os defeitos dela, levá-la pra conhecer minha mãe e amar cada milímetro da existência daquele ser pra depois levar um chute na bunda ou levar um par de chifres e ficar num estado deplorável de novo. Pra quê? E aqui desculpe minha descrença nos seres humanos e no amor eterno. Amor eterno o caralho. É por essas e outras que dá preguiça de amar.
Mas tudo bem. A gente nunca desiste e tenta dar uma chance pro amor de novo. Passa um tempinho (que varia de pessoa para pessoa) e você já se sente preparada psicologicamente pra dar uma chance pra outro romance e se envolver com alguém novamente, aí você conhece uma pessoa e pensa: “Agora eu vou ser feliz.” Há, ledo engano minha cara. Sei lá que macumba que jogaram em você, mas não adianta. Você nasceu pra se foder no amor e precisa aceitar isso. Mas dessa vez você faz algo que surpreende até você mesma. Consegue pular fora dessa armadilha filha da puta que te armaram. “Se de cara já deu tudo errado é melhor nem insistir muito mesmo” pensa você. Muito bem. Pelo menos alguma coisa você aprendeu.
E agora? Agora nada. Amar dá trabalho. E trabalho dá preguiça. E pra falar a verdade tá muito frio pra se incomodar com isso. Se o amor quiser me encontrar eu tô ali, embaixo do cobertor. Se não quiser tudo bem, eu ando com preguiça dele e de tudo mesmo.

Wednesday, July 02, 2008

Esfihas e reflexões sobre a vida

Ontem eu vi uma caixa de esfihas do Habib’s dando sopa em cima do balcão e pensei: “Hum, que vontade. Mas eu não vou comer isso não porque tenho certeza que vou passar mal depois”. Como minha força de vontade não é lá muito grande, dois minutos depois eu estava devorando as ditas esfihas e três horas depois estava pensando: “Malditas!” Pelo fato delas não pararem de ficar me mandando lembranças. Nada que um Eno não resolvesse, mas mesmo assim...
Fica claro com o exemplo que eu já imaginava que a história não ia ter um final feliz, mas como eu sou teimosa é claro que eu fui lá, toquei o foda-se e comi as esfihas. E não é a primeira vez que isso me acontece (e não, eu não estou falando de esfihas). Na verdade a gente sabe o que é errado e o que pode não fazer bem, mas a gente não tá nem aí e não pensa nas conseqüências e depois fica se lamentando. Sempre temos uma escolha num determinado momento e a partir daí é por nossa conta e risco sempre. Então não adianta ficar choramingando depois, porque você teve um momento de decisão e se você escolheu o caminho errado, o problema é exclusivamente seu. Se um Eno não puder resolver teu problema, meu bem, azar o seu. Ninguém mandou ser idiota e comer as malditas esfihas. E sim, estou me referindo as esfihas metafóricas da vida, que costumam incomodar bem mais do que uma simples azia...

Friday, June 06, 2008

It's way too late to be this locked inside ourselves

Há algum tempo atrás eu estava no banheiro da faculdade e minha amiga começou a cantarolar uma música do Jota Quest. Imediatamente eu disse: Credo, pára de cantar isso. E ela respondeu que aquela música era a música dela com o namorado.
Claro que eu achei uó e pensei que a trilha sonora do meu romance era bem melhor que a dela porque tinha The Subways, Arcade Fire, She Wants Revenge, Interpol e etc. Mas ok. Gosto não se discute e nem vou entrar nesses méritos. O fato é que em minha opinião toda história de amor deve ter sua trilha sonora (por pior e mais melosa que ela seja). Porque é tão bom ouvir aquela música com aquela pessoa especial e poder acreditar que vai durar pra sempre (ou pelo menos até o final do mês). Que você vai poder escrever num tronquinho suas iniciais e a do seu amor (ai que bicha). Que vocês vão ficar juntos e enfrentar todos os obstáculos do mundo (ahaaam, claro). E que no dia do casamento de vocês, vão tocar aquelas músicas que embalaram seus momentos maravilhosos e você vão ficar emocionados e chorar. Tá, parei porque o texto já tá ficando meio brega.
Obviamente que depois que o relacionamento acaba e você ouve as benditas músicas você vai querer bater com a cabeça na parede e chorar até ficar desidratada. Por isso não é nada recomendável ouvir a trilha sonora do amor num pós-término. Mas depois que o tempo passa e fica tudo bem dá pra ouvir as musiquinhas numa buena. Sem ódio nem ressentimento (dependendo dos casos). E são tão legais esses momentos de nostalgia. Você chegar até a pensar: “Ah, deu tudo errado e eu me fudi, mas tudo bem. Pelo menos a gente tinha uma trilha sonora bem bacana”. Sei lá se isso serve de consolo, mas enfim...

Wednesday, May 07, 2008

Dirty little secrets

Às vezes as pessoas não tem nada melhor pra fazer e resolvem inventar jogos estranhos pra passar o tempo. E foi o que aconteceu nessa noite em questão quando resolvemos brincar de “conte algo pra pessoa ao lado que ela ainda não saiba”. Sei lá que raio de brincadeira foi essa, mas todo mundo resolveu participar mesmo já sabendo desde o começo que ia dar merda.
De inicio ninguém contou nada muito bombástico. Apenas revelações corriqueiras que não mudaram o curso da vida de ninguém. Mas essa que vos escreve guardava um terrível segredo há algum tempo já, tipo uns dois anos. E quanto mais passava o tempo, mais ficava difícil se livrar desse fardo. Mas naquela noite decidi que precisava me libertar disso e quando chegou minha vez de falar nessa fabulosa brincadeira fiz um pouco de mistério e comecei a despejar as informações: “Então, lembra aquela noite que fomos na all starz e quando voltamos pra casa ficamos presas pra fora porque tínhamos perdido as chaves e tivemos que ficar no Kharina fazendo hora até podermos entrar na sua casa? Pois é. A chave estava o tempo todo na minha bolsa, só que eu só fui encontrá-la dia seguinte quando procurei melhor. E depois disso eu fiquei com medo de te contar isso porque eu sabia que você ia ficar puta”. Quando eu terminei de contar a minha pequena omissãozinha juro me senti mais leve, apesar do olhar incrédulo das pessoas por eu não ter contado isso antes. Não era tão grande coisa assim, mas sabe como é né? Os dias vão passando e quando você pensa melhor no assunto resolve que é melhor deixar pra lá e não falar nada...
Valeu a pena contar? Valeu. Porque eu não sei por quanto tempo mais conseguiria manter isso comigo. Por outro lado a cara de “vou te matar” que fizeram pra mim não foi lá muito agradável. Mas esse é o preço da sinceridade gratuita, não? Claro que da próxima vez vou pensar duas vezes em compartilhar certas informações com as pessoas, porque às vezes elas são mais felizes sem saber de certas coisinhas.

Monday, May 05, 2008

Filósofos de boteco

Conversa vai, conversa vem. Assuntos de extrema relevância são discutidos no bar, como por exemplo o caso de Ronaldo e os travecos, o homossexualismo na Grécia antiga, o frio de Curitiba e por aí vai. Na volta pra casa começa uma discussão acalorada sobre relacionamentos e meu amigo pergunta: “Você espera encontrar alguém que preste na balada?” Eu respondo: “Não acho impossível”. Porque pra mim “prestar” é relativo. Depende da situação e do que você julga ser bom pra você naquele momento.
Aliás, eu vou além. Acho que dá pra encontrar pessoas que “prestam” em qualquer lugar. O problema é que às vezes eu tenho medo das pessoas porque eu penso: “Se eu sou um traste porque aquela pessoa vai ser melhor do que eu?”. É melhor ir esperando o pior mesmo, porque no máximo você vai dizer: É, eu já sabia que isso ia acontecer. Claro que pode acontecer da pessoa te surpreender positivamente, mas é bem mais raro. Mas o fato é que o que não presta sempre me despertou o interesse. E eu sei que isso também acontece com 77,13% das pessoas que eu conheço. Ok, a estatística é forjada mas era só pra dar um pouco mais de credibilidade pra história. Entretanto a linha de pensamento tem seu fundo de verdade. Acho que pessoas “certinhas” nunca fizeram o meu tipo e não sei se isso um dia mudará.
Como no momento eu não penso em me casar e constituir família o conceito de prestar pra mim não faz tanta diferença. Eu só quero alguém que preste pra conversar, ir ao cinema comigo, andar de mãozinha dada e dormir abraçada no frio. Não é pedir demais, é?

Saturday, May 03, 2008

Você deve chupar muitos limões porque você é muito amarga

- Vai lá pegar uma cerveja.
- Ah, não. Vai lá Bruna.
- NÃO. Ela pediu pra VOCÊ pegar a cerveja. Qual parte você não entendeu?
(...)

Pois é. Depois eu ainda reclamo quando me chamam de grossa...

Monday, April 14, 2008

Vacas magras, quase anoréxicas

Quando as únicas coisas que você consegue se preocupar num fim de semana são o fato de você precisar trabalhar na segunda, precisar estudar pra prova de Ciências Políticas, ter um seminário pra apresentar e precisar cortar o cabelo urgentemente, só pode significar uma coisa: Você encontrou a paz espiritual! Calma, eu explico...
É que normalmente fins de semana são dedicados a ficar pensando e remoendo todas as merdas que você fez/disse durante a semana. Também são dias onde você procura curar a ressaca moral, que vem acontecendo com freqüência, diga-se de passagem, e faz resoluções de vida pra que a semana seguinte não seja tão trash. Mas quando você aceita que as vacas andam magras e que você não possui uma vida amorosa, aceita que o mundo deu voltas bem estranhas e que você já não se sente mais em sintonia com as pessoas que antes se dava tão bem e aí você pára de ficar reclamando que tudo sempre dá errado, pára de ficar tentando inventar amores e fazer experiências bizarras com as suas emoções, tudo fica bem. Na verdade fica tudo maravilhosamente tedioso, mas e daí? Às vezes a gente cansa de um drama mesmo. E nada como ter outras coisas pra ocupar a cabeça. Faz bem! Eu recomendo...

Wednesday, March 26, 2008

Panic! at the market

Bom, essa história aconteceu com a amiga de uma amiga minha. Tá, agora que eu falei isso vai ficar mais que na cara que a história aconteceu comigo. Droga! Preciso aprender a mentir melhor. Mas enfim... Era domingo à noite. Eu e algumas pessoas estávamos tomando umas cervejinhas pra começar a semana bem, então chegou a hora de ir embora. Eu iria de carona com um amigo. Ok, na noite anterior nós tínhamos ultrapassado um pouco os limites da amizade e demos uns beijos, mas e daí? Amigo sincero beija na boca, certo?
Antes de nos retirarmos do recinto ele me perguntou: “Preciso passar no mercado antes de te deixar em casa. Tudo bem?” Eu respondi que sim. Não vi mal nenhum naquilo. Na hora de se despedir do resto do pessoal da mesa, perguntaram: “Mas por que estão indo tão cedo?” Nós respondemos que estávamos indo no mercado. E as pessoas malvadas da mesa retrucaram: “ONNN que bonitinhos! O casal vai fazer comprinhas!” PRONTO! Naquele momento algo que pra mim sempre foi tão do bem e tão inofensivo se tornou um pesadelo. Descobri que tinha uma certa fobia de ir ao mercado junto com alguém que eu estou ficando. Pode parecer estranho, mas pra mim soa como uma coisa tão séria, tão coisa de casal que tem um relacionamento sólido e estável. Algo que eu jamais estive perto de ter na minha vida e meio que evito também, porque eu não sou muito fã de relacionamentos. Mas isso não vem ao caso agora.
Ir com a mãe, o pai, amiga é uma coisa. Agora ir com alguém que você beija na boca e anda de mãozinha dada é outra. De qualquer maneira aquela ida ao mercado foi tranqüila. Não terminou em pedido de casamento nem nada assustador, mas me deixou traumatizada e desde então eu não fui a mesma no que diz respeito à mercados. Até que um belo dia resolvi enfrentar meus medos e acompanhar meu interesse amoroso nas compras. E olha que eu fujo de ir ao mercado como o diabo foge da cruz, porque além de me dar medo, eu acho esse tipo de programa uma chatice. Porém naquele dia surpreendentemente me vi cantarolando e sapateando no mercado. É, tipo feliz da vida mesmo.
Sei lá, quando você realmente gosta de alguém fazer compras, pagar contas, enfrentar filas e outras coisas chatas que gente grande faz se tornam divertidas. Tudo fica tão lindo e colorido que até o inferno parece um lugar agradável se você estiver na companhia dessa pessoa. Tá, nem tanto. O importante é que naquele dia eu descobri que o problema não era ir ao mercado em si, mas com quem você vai ao mercado. E felizmente acho que superei meu trauma de mercados. Sim, finalmente uma história com final feliz por aqui.

Friday, March 07, 2008

Cheers darlin'

Um brinde as más escolhas. Ao tempo perdido. As mentiras. Aos erros. As decepções. As expectativas. Aos problemas. As traições. As esperanças. As lágrimas. As omissões. À dor. À indiferença. Ao desespero. À melancolia. Ao ressentimento. À angústia. Ao vazio. Ao arrependimento. As desilusões. Ao sofrimento. À amargura. Ao rancor. À tristeza. À incerteza. À obsessão. Ao ódio e ao amor, claro.


Viva!

Monday, February 04, 2008

Lágrimas e chuva

Há alguns dias atrás estava passando de carro e vi uma moça chorando e comentei com a minha amiga: “Nossa, que trash. Chorando no meio da rua. Acho que nunca fiz isso!” Ram, mas que balela. Claro que eu já fiz isso. Não lembro como, onde, nem porque, mas certamente já fiz. Lágrimas fora de hora são assim mesmo, não pedem licença e já vão saindo. Não importa o lugar e a ocasião. Elas não fazem cerimônia.
Pode acontecer quando você está na faculdade, na farmácia, no mercado, no bar, na rodoviária. Ou às vezes você está lá sentada no ônibus (mas tem que ser sentada porque senão você vai ficar pensando que queria estar sentada mas não dá porque a porcaria do ônibus está cheio e que na real você precisa de um carro pra se locomover), olha pela janela e começa a pensar em tudo que está errado na sua vida e pronto: Quando você percebe elas já estão brotando em seus olhos. As benditas lágrimas. Aí você não sabe se dá vazão à emoção e se descabela de chorar ou se procura lencinhos na bolsa pra enxugá-las antes que todo mundo perceba que você não consegue disfarçar suas emoções. Mas quer saber? Foda-se o que os outros vão pensar, afinal é provável que você nunca mais veja aquelas pessoas na vida mesmo. Que diferença faz?
Sou a favor do direito de chorar em lugares públicos. Porque em casa sozinha não é a mesma coisa. Falta aquela adrenalina de ficar se escondendo dos outros pra ninguém perceber. Em casa você chora, grita, xinga, bate com a cabeça na parede, se descabela e não vai ter ninguém pra te olhar com uma cara desconfiada. Como se chorar fosse uma coisa realmente horrível. Se reprimir é que é terrível, isso sim. Chorar faz bem, como diria meu pai. Claro que não resolve porcaria nenhuma, mas e daí? É bom extravasar. Aliás, me admira que eu não encontre uma pessoa chorando a cada esquina porque vamos ser francos: O mundo não é um lugar tão feliz assim, longe disso.
Fiquei imaginando o que poderia ter acontecido de tão ruim com a moça do inicio da história. Eu devia ter saído do carro e ido abraçá-la, embora provavelmente ela ia achar que eu fugi de algum manicômio porque ninguém sai na rua abraçando desconhecidos. Mas não importa... Acho que ela estava precisando e da próxima vez que eu ver alguém numa situação parecida vou fazer isso.

Saturday, January 26, 2008

No surprises

Tem alguma coisa nova pra fazer? Não! É, deve ser por isso que prefiro ficar em casa numa sexta-feira à noite. Ler, ver filme, comer, escrever ou dormir é mais produtivo que apertar o rewind e depois assistir a mesma coisa de sempre. As mesmas pessoas, os mesmos assuntos, as mesmas músicas, as mesmas bebidas, os mesmos fiascos.
Que tal um novo romance? Ih, melhor não. Inventar um novo amor nunca dá certo mesmo. Depois de escrever uma tragédia de final de ano com um desfecho bizarro o roteirista do seriado resolveu tirar férias e se mandou pra alguma ilha tropical, já que o clima de Curitiba anda uma porcaria. Férias mais que merecidas, devo admitir. “Mas e o show, como fica?” Perguntam os telespectadores. O show fica um saco. A falta de emoção desse ínicio de temporada já começou a refletir na audiência, que anda dando traço.
Acho que preciso de um novo roteirista pra temporada 2008. Cansei do antigo. As histórias dele já não emocionam mais como antigamente. Também preciso de novos ares, novos personagens, nova locação, novo figurino, nova maquiagem...

Monday, January 21, 2008

Vira o disco, porra!

Quando você decide parar de sair contando tudo da sua vida por aí, você sente que evoluiu espiritualmente, se tornou uma pessoa mais sábia. Mas na verdade você só decidiu ficar quieta porque sabia que as pessoas iam meter o pau se soubessem o que você andava fazendo por aí nesses dias de ausência. Mas chega uma hora que não dá mais pra agüentar e você decide romper o silêncio. As pessoas precisam saber em que mar de lama você se meteu dessa vez. E você também precisa ouvir palavras de afeto e consolo dos seus amigos. Então você reclama. Reclama muito mesmo. No meio da rua, às 3 da manhã. E você não tá nem aí se tá fazendo um escândalo, gritando, esperneando e acordando as pessoas porque você precisa colocar tudo pra fora. Você passou do seu limite, aliás passou tanto do limite que já nem sabe mais onde ele costumava ficar. E convenhamos que escutar demais e falar de menos não combina com você.
Naquela noite você dorme aliviada, parecendo ter tirado um peso de seus ombros. Um peso que você mesma decidiu carregar e está ciente disso porque agora você virou uma adepta fervorosa do carma e sabe que tudo que aconteceu foi culpa sua mesmo. Tem malditas horas nas nossas vidas que a gente resolve se auto-punir. Uma espécie de pagamento de pecados com juros e correção monetária. E assim os dias vão passando, com você reclamando e seus amigos pacientemente ouvindo. Coitados. Mas esses amigos foram eleitos por você como pessoas que você pode contar tudo. Eles te amam e precisam te aturar. Mas até você cansa de você mesma uma hora. Então decide deixar essa história pra lá. Você finalmente vira o disco e resolve tocar ritmos menos perigosos. O travesseiro é seu melhor amigo nesses dias. E se tem uma coisa que realmente irrita são noites em claro por causa da bendita insônia. É um saco você ser privada de uma das coisas que mais gosta de fazer, não?
Eis que você percebe que atingiu a 3ª idade com 20 anos porque sua vida se baseia em comer, dormir e ver televisão. Em determinado momento você se pega assistindo Anaconda 2 (como se o primeiro já não tivesse sido ruim o suficiente). Para você isso tem alguma coisa de assustador. Será que você realmente chegou ao fundo do poço? Seria o principio do fim? Melhor nem pensar muito sobre esse assunto. Como dizem, “depois da tormenta vem a calmaria”. Sei lá, deve ser uma mistura de inferno astral, crise existencial, bloqueio criativo, bagunça mental e tédio. Ok. Você queria paz, tá reclamando do que agora? Da rotina enfadonha e do marasmo? Pois é meu bem, ter que virar o disco é um saco mesmo.

Saturday, January 19, 2008

Ano novo, vida velha

O que está acontecendo? O que nós estamos fazendo? Aonde tudo isso vai dar? Isso é certo? O que você realmente quis dizer com isso? O que eu sou pra você? O que deu errado? De quem é a culpa? Será que algum dia...? Meu Deus! Quanta pergunta desnecessária! Na verdade, acho que não preciso mais saber dessas respostas, então resolvi deixar pra lá. Sei lá, ultimamente o que eu mais tenho pensado é em não pensar. Tipo um exercício diário mesmo. O meu costume de ficar racionalizando e procurando sentido em todas as coisas não tava fazendo bem pra minha saúde mental, aí resolvi praticar essa nova técnica revolucionária, já que a última (a de arranjar problemas maiores que o anterior), não deu certo. Mas calma aí, deixa eu explicar direito. Eu não virei um ser alienado aos acontecimentos do mundo. Devo deixar bem claro que eu apenas evito com todas as minhas forças pensar no que pode me fazer mal se eu refletir demais sobre. Se ater a detalhes pode ser bem perigoso, afinal alguém bem esperto já disse: O diabo mora nos detalhes. Outro procedimento importante que incorporei no meu dia-a-dia é sempre esperar o pior dos outros porque expectativa só gera decepção no final das contas. Aí quando acontece, e geralmente acontece, eu apenas digo: Ah, já estava esperando por isso mesmo. O que evita aborrecimentos maiores. Claro que é imprescindível sempre manter o otimismo diante das circunstâncias. Se cair na rede é peixe e o que vier é lucro. Assim que funciona. E por fim e não menos importante, tomei a decisão de não tomar decisões. Não estou apta pra fazer escolhas no momento e a fuga me parece a melhor forma de adiar resoluções definitivas. Esse negócio de “nunca mais” me assusta, então prefiro não correr riscos e sair correndo mesmo. Pode dizer que tudo isso não passa de auto-enganação e que eu sou fraca e covarde. Foda-se! Porque como diria minha prima: O importante é ser feliz. E se eu estou feliz assim, o resto é resto! E tenho dito...

Saturday, November 03, 2007

Trastes S.A.

Certa noite na faculdade encontrei uma amiga que não via há tempos e ela me perguntou:
- E aí Bruna, continua enrolada?
Antes mesmo de pensar em alguma resposta, uma outra amiga que estava junto respondeu por mim:
- Ih, a Bruna conseguiu encontrar alguém mais falcatrua que ela!
Eu apenas ri e concordei, mas depois pensando mais a respeito do assunto cheguei a conclusão que as pessoas deveriam vir com etiquetinhas de alerta do tipo: “Olha, sou psicopata, ciumenta(o) e meio instável, cuidado!” Facilitaria tanto a vida e evitaria taaaantas decepções. Se bem que eu tenho medo do que poderia vir escrito na minha etiqueta. Hê. Então melhor deixar pra lá a idéia...

Friday, October 19, 2007

Nada demais

Eu adoro o horário de verão. Por que? Porque quando eu chego na faculdade ainda é dia. E daí? E daí que eu gosto e pronto, ué! Se não fosse pelo horário de verão eu não teria visto um arco-íris quando cheguei pra assistir aula na terça. Na verdade achei que fosse uma alucinação porque quando fui mostrá-lo pras pessoas ele já não estava mais lá. Mas o problema é que eu estava apontando pro lugar errado. Sei lá. Me deu uma certa alegria contemplar tal fenômeno da natureza. Por um breve momento esqueci que eu estava com preguiça de assistir aula e que meus pés estavam encharcados por causa da chuva que me pegou de surpresa. Eu odeio o clima de Curitiba. Nunca dá pra saber que roupa usar pra sair de casa. Porém uma coisa eu aprendi: Guarda-chuva é acessório indispensável. Mas continuando o tema “coisas que eu adoro” ontem eu estava no ponto de ônibus ouvindo música e pensando como eu adoro a comida da minha avó e como eu senti falta disso nesse mês que ela precisou se ausentar. Eu estava pensando nisso até que fui interrompida em meus devaneios por um menino surgido do além que disse: “Acabei de sair do médico. Tô com muita dor de cabeça”. Eu displicente respondi: “Que chato”. E ele: “Agora eu tô com mais ou menos dor de cabeça”. E eu pensei: “Tá, quem perguntou? Eu realmente não quero saber dos teus problemas mocinho, porque eu já tenho os meus pra me preocupar.” Mas pra não ser tão estúpida apenas respondi: “Acontece”. Pessoas são estranhas. O que ele queria que eu fizesse? Ficasse comovida com seu drama pessoal e fosse na farmácia comprar analgésicos pra ele? Ah tenha dó... Será que se eu reclamasse que meu all-star está com um rombo no calcanhar ele ficaria triste por mim? É, acho que não... Além de pessoas sem assunto, outra coisa que eu odeio são chaves e fechaduras. Ou melhor, elas me odeiam. Tenho uma dificuldade bem séria pra abrir portas e portões. De duas uma: Ou é macumba ou eu devo ser persona non grata em todos os lugares que tento entrar, incluindo minha casa. Meu sonho é um dia poder me reconciliar com as chaves e fechaduras do mundo e poder entrar livremente nos lugares sem encontrar empecilhos. Mas tá, chega de conversa fiada. Eu fiquei enrolando esse tempo todo só pra dizer uma coisa: Estou com saudades.

Monday, October 15, 2007

Sunday, bloody sunday

Eu odeio domingos. Sério mesmo. Com todas as forças do meu coração! Domingo geralmente não tem nada de interessante pra fazer e como não tem nada de interessante pra fazer você começa a pensar e se você pensa demais é óbvio que não vai resultar em algo bom. Aí bate aquela bad sinistra mesmo. Normal. Mas antes que isso aconteça você sai de casa. Sinuca no domingo sempre vai bem, certo? Teoricamente sim.
Tá tudo correndo bem até que entre um gole e outro de um vinho ruim pra burro você resolve abrir seu coração e conta suas últimas façanhas no mundo da falcatruagem. Óbvio que você é advertida pelo seu comportamento inconseqüente porque as amigas, aquelas de verdade mesmo, metem o pau em você sem dó nem piedade. Dói, mas críticas construtivas sempre são bem vindas. Posto que cheguei a uma conclusão: Se não quer realmente saber o que os outros pensam, não se atreva a perguntar se não estiver preparada psicologicamente pra ouvir a resposta. Mas enfim...
Naquele dia chegando em casa pensei: Finalmente acabou essa merda de dia! Pff... Doce ilusão. Quando deitei minha cabecinha no travesseiro esperando por lindos sonhos fui acometida por uma estranha sensação. Algo que já não se manifestava com essa intensidade no meu ser há algum tempo. Alguns costumam chamar isso de loucura. Eu chamo de amor. Então tive de fazer algo para acabar com essa agonia. Peguei meu caderninho e desatei a escrever. Depois de encher várias linhas com frases de efeito e apelar para alguns clichês, hipérboles e romantismo barato, finalmente consegui pegar no sono alimentando no peito um sentimento que segunda-feira seria o dia de fazer mudanças significativas na minha vida. Mas logo que acordei aquela idéia de transformação pessoal, tomada de decisões e todo esse blá blá blá foi pro lixo, junto com o monte de baboseira que escrevi durante a madrugada. Bem que meu horóscopo tinha dito pra eu não criar esperanças sobre alguma coisa. Que saco!
Engraçado que nesses momentos de arrependimento sempre me vem à cabeça a música “Look what happened” do Less Than Jake: “And I swear it's the last time and I swear it's my last try.” Eu já devo ter dito pra mim mesma que seria a última vez umas 73 vezes, mas acaba que eu sempre penso: Ah, só mais uma vez não vai fazer mal, e tá feita a merda (de novo). Mas tudo bem. Dessa vez não houve maiores problemas. Há males que vem pra bem. O que me fez chegar a minha 2ª conclusão: Não queira ter discussões sobre relacionamentos inexistentes. Porque quem procura acha. Acha problema. E é por essas e outras que odeio domingos. Se bem que as segundas não ficam muito atrás...

Sunday, September 23, 2007

Perdas e ganhos

Eu perdi as horas. Perdi meus fones de ouvido. Perdi o cadarço do meu tênis. Perdi o ônibus. Perdi minha camiseta favorita. Perdi o juízo. Perdi 11 reais. Perdi meu isqueiro. Perdi o sono. Perdi minhas chaves. Perdi a aula. Perdi a fome. Perdi meu anel. Perdi tempo. Perdi a rosca do meu alargador. Perdi a certeza. Perdi alguns amigos. Perdi o carregador do meu celular. Perdi o fio da meada. Perdi algumas apostas. Perdi a paciência. Perdi as esperanças. Perdi a vontade de estar triste. Perdi você. Me perdi também, mas foi pra te encontrar.

Eu ando perdendo coisas demais ultimamente, mas pelo menos eu me achei de novo. E você que é um leitor atento deve ter notado que o título do texto é “Perdas e ganhos”. Pois então... O que eu ganhei nessa história toda? Ganhei minha liberdade. E eu não poderia querer presente melhor.

Monday, September 10, 2007

The show must go on

Depois de uma longa e tenebrosa temporada no inferno negociei minha passagem de volta com o chifrudo e aqui estou eu de novo, com alguns arranhões e escoriações, mas inteira. A recepção foi mais calorosa do que eu esperava. Muitos sorrisos, abraços e congratulações. “Que orgulho, Bruna. Já tava na hora hein?!” E já estava na hora de voltar mesmo. Não vou dizer que foi um passeio agradável, mas devo admitir que os ganhos foram maiores que as perdas. Pois é, vejam só, até me tornei uma pessoa mais otimista. O que um tempinho assando no caldeirão do capeta não faz com as pessoas, não? As escolhas feitas ultimamente podem não ter sido as mais acertadas, mas em determinadas situações não importa a escolha que se faça, contanto que se faça alguma. Melhor do que ficar sem escolha. Desde meu regresso, os dias têm passado rápido e disso não posso reclamar. Mas talvez a rotina tenha se tornado um pouco enfadonha. Não tem acontecido nada de muito emocionante. Anda faltando um pouco de drama, discórdia e confusão. Pra falar bem a verdade já estou ficando com saudades da morada do diabo e espero não demorar muito para visitá-la novamente. Acho que já estou preparada psicologicamente pra arranjar sarna pra me coçar de novo. Sim, eu amo problemas e eu sei que eles me amam também, fazer o que...

Tuesday, August 21, 2007

Se não fizer doce não tem graça

Após uma longa e sofrível sessão de cinema, tá mentira, não foi sofrível porque a companhia era perfeita (ou na época eu julgava ser pelo menos) e o filme era com o Brad Pitt (que pra variar estava horrível, claro). Mas acontece que naquele dia as coisas não saíram conforme o planejado e vou explicar porque... Sabe quando você gosta de alguém e vai ao cinema com essa pessoa? Então... O mínimo que você espera é dar uns beijos nela, correto? Correto. Mas não foi bem assim que aconteceu. Além de não ter beijo nenhum, na hora da despedida (que também é o momento ideal para se beijar alguém) eu ainda tive de ouvir um: “Se não fizer doce não tem graça”. Como assim doce? Vou enfiar um doce no seu c*, pensei comigo mesma e fui embora indignada. Mas passou... O ódio passou, a indignação passou, muita coisa aconteceu e 3 anos se passaram desde o ocorrido naquela tarde fria de sábado. Na verdade nem sei porque me lembrei dessa história, mas com uma coisa vou ter que concordar: Se não fizer doce, REALMENTE não tem graça. Sábias palavras que naquele dia me deixaram puta, mas que hoje fazem total sentido...

Thursday, August 09, 2007

A rua sem saída

Geralmente você vai parar na sua sem saída quando as coisas estão realmente feias pro teu lado e quando a atmosfera insalubre de um bar ou o ambiente aconchegante de um café não servem pra você desabafar e ficar choramingando. Nesses casos a rua sem saída vem bem a calhar e você acaba dando uma passada lá porque precisa de um escape, fugir um pouco da realidade que anda dura demais. Na rua sem saída a trilha sonora normalmente é péssima, mas as companhias são ótimas e rola até um beat box se bobear. Muitos transeuntes passam por lá, mas pouquíssimos param pra ver o que está acontecendo. Lá sempre acontecem conversas de alto nível filosófico, daquelas que mudam a vida e tocam o coração e se não fazem isso pelo menos te fazem rir muito. Aliás, risadas na rua sem saída são uma coisa comum, por mais estranho que possa parecer. Na rua sem saída você tem passe livre pra falar mal de quem quiser, porque não basta reclamar apenas da sua vida, tem que falar da dos outros também. Acho que essa rua é mágica ou possui algum tipo de encantamento porque quando você vai pra lá, vai num estado lamentável e quando sai de lá, sai rindo e o melhor de tudo é que na rua sem saída você sempre acaba descobrindo que há uma saída e que nem tudo está perdido. É realmente um lugar especial, mas quanto menos eu precisar dar uma passada lá, melhor.

Thursday, July 26, 2007

Dorzinha no coraçãozinho

Você solta uma piadinha aqui, um comentário irônico ali, uma metáfora acolá e todo mundo pensa: “Nossa, como ela tá se recuperando bem do seu último relacionamento desastroso. Aposto que vai sair dessa sem seqüelas emocionais”. Há, aí é que eles se enganam. Você finge que está tudo bem porque quer mostrar que é uma mulher superior e que levou a história toda na esportiva. Mas essa não é uma tarefa nada simples.
Tem malditos dias que a porra do coração dói demais, dói tanto que dá vontade de sair gritando e quebrando tudo e você só não faz isso porque essa seria uma atitude de uma pessoa sem amor no coração e pouco civilizada, e é óbvio que nesse momento seu coração transborda amor, bem mais do que você queria, e quanto a civilidade, bem você não é tão civilizada assim não, mas enfim...
O apoio das amigas é fundamental nessas horas. Uma sugere: Passa mercúrio cromo no coração que logo fica tudo bem! Outra fala pra eu encher a cara. Recomendam também que eu vá me benzer. Passar mercúrio cromo não vai resolver nada, quem sabe arrancar a porcaria do coração fora e trocar por um novo resolva, mas a idéia de beber é sempre válida. O problema é que quando você acorda no dia seguinte, além de estar com uma puta ressaca ainda tem a porra do coração que continua doendo pra caralho (mais que no dia anterior, se possível). Estou pensando seriamente em ir me benzer...

Thursday, July 12, 2007

Amor bandido - 2007

Chegou ao final mais uma temporada do seu reality show/novela mexicana favorito “Amor bandido”. Num final apoteótico a mocinha levou um chute na bunda e foi catar coquinho na descida. A audiência como era de se esperar foi espetacular. Segundo os críticos essa temporada do seriado deu um enfoque maior aos aspectos psicológicos das personagens e tentou explicar através dessa abordagem porque elas são tão problemáticas e estranhas. “Foi uma temporada com uma carga dramática bem elevada. Teve muita baixaria, falcatrua e choradeira, como já era esperado.” Os contratos com o elenco já foram renovados. Obviamente algumas personagens, que não caíram nas graças do público, foram retiradas do show. Para a próxima temporada os roteiristas da série prometem várias reviravoltas e surpresas com relação a personagem principal, que no final da temporada resolveu chutar o pau da barraca e se abraçar na garrafa de curaçao blue, de martini, de vinho e todas as outras que encontrou pela frente. “É bem provável que ela mostre um lado mais obscuro e amargo nessa próxima temporada devido aos acontecimentos traumatizantes que ela sofreu”. Com relação ao próximo par romântico da mocinha surge uma dúvida: Será que ela conseguirá entregar seu coração para alguém novamente? Aguarde por mais notícias e não perca a próxima temporada de “Amor bandido”, o único reality show/novela mexicana sem final feliz e transmitido 24 horas por dia.

Wednesday, July 11, 2007

Bad trip

Não é todo dia que te chamam de idiota. Mas quando você resolve dar umas mordidas no pão que o diabo amassou é até normal que te chamem disso, ou coisa pior. Só que no fim das contas é bom ser chamada de idiota, porque aí você lembra que tem que voltar para sua dieta saudável, afinal o pão amassado e pisoteado pelo capeta não tem um gosto nada agradável.

Wednesday, July 04, 2007

Amando, a mando do capeta

Num momento de insanidade temporária resolvo escrever um e-mail expondo todos os meus sentimentos. Convenhamos que alguém mais esperto não faria esse tipo de coisa. Alguém mais esperto provavelmente fingiria que nem se importa. Mas como eu já disse estou alegando insanidade temporária e essa será minha defesa.
Me levanto e abro o bloco de notas e nesse instante uma vozinha dentro de mim diz: “O que você tem nessa cabeça? Feche agora esse maldito bloco de notas e nem pense em escrever um e-mail sobre como você sente falta daquele demônio!”
Esse era meu lado racional falando. Todavia, o lado emocional me dizia: “Você precisa se livrar desse peso que você carrega nesse singelo coraçãozinho que não tem culpa de estar amando. Escreve logo de uma vez!” E adivinha quem levou a melhor nesse conflito interno entre razão e emoção?
Num ato de desmedida coragem, pois é, burrice agora ganhou outro nome, resolvo então escrever.
Depois de três horas, tentando soar o mais sensata possível, consigo finalizar o bendito e-mail. Mas não me sinto preparada para mandá-lo ainda. Parece-me que falta algo. Deixo então, o bloco de notas aberto, caso mais alguma coisa tenha de ser escrita.
O que eu não sabia é que escrever seria a parte fácil. Enviar o e-mail, porém, se mostrava uma tarefa bem mais difícil do que eu pensava. Depois de ler o e-mail 483 vezes (ainda bem que não sou quase nada perfeccionista, leia-se: chata) e me certificar que tudo estava nos conformes finalmente resolvo envia-lo.
Quando vou clicar no “enviar” a vozinha da razão tenta um apelo final: “Tem certeza que vai mandar isso mesmo? Olha que não tem mais volta depois de enviado.” Aí é a vez da emoção revidar: “Ah, olha o trabalho do cão que você teve pra escrever esse e-mail, você já tá na merda mesmo. Manda!”

Placar final: Emoção 19 x 0 Razão

Monday, July 02, 2007

Dois pra lá e dois pra cá

Toda pessoa possui um talento especial, certo? Certo. Eu sinceramente não descobri ainda qual é o meu, mas posso afirmar com toda certeza do mundo que não é dançar.
Confesso que sempre tive inveja das pessoas mais coordenadas que eu. Me lembro das festas de 15 anos onde todas as meninas sabiam as coreografias dos hits do momento e eu ficava lá com uma cara de paisagem abanando os braços e tentando acompanhá-las e sempre errava os passos. Isso foi traumático. Ainda bem que não preciso mais ir nesse tipo de evento passar vergonha. Mas isso não significa que meus problemas acabaram porque ainda existem vários lugares pra dar vexame dançando.
Se tem uma coisa que eu tenho pavor é quando alguém me chama pra dançar forró. Eu entro em pânico e fico com vontade de fugir, mas as pessoas insistem e dizem: "É fácil, dois pra lá e dois pra cá." Fácil o caralho! Eu simplesmente não consigo e todo mundo que já tentou me ensinar notou que não dá, que eu não nasci pra coisa mesmo. Mas eu já nem ligo mais pra isso, eu não sei dançar e esse é um fato imutável e incontestável.
Então, em nome do bem-estar da nação se algum dia você sair comigo, por favor não me chame pra dançar forró, axé, samba, funk, valsa ou qualquer coisa que exija o mínimo de coordenação motora. Pode me deixar sozinha no canto bebendo que eu não ligo...

Wednesday, June 20, 2007

Ema, ema, ema cada um com os seus pobrema

Você achou que tinha descoberto um novo método revolucionário na resolução de problemas, que consistia no seguinte: Arranjar problemas ainda maiores que o anterior. Tudo bem, essa idéia de se esconder em subterfúgios e não encarar a dura realidade não foi a mais esperta que você teve ultimamente, mas por um tempo realmente deu certo.
Porém, depois de viver a vida intensamente, sair demasiadamente, dançar freneticamente, rir demais, beber todas, aprontar altas falcatruas aconteceu o inesperado: Aquele problema que havia sido jogado pra baixo do tapete e pra todos os efeitos havia sido esquecido, voltou, e voltou com tudo. Bom, na verdade não foi tão inesperado assim porque você sabia que não estava tudo bem, como dizia estar. O fato é que esse negócio de auto-enganação não vai muito longe. Mentir pros outros é fácil, difícil é mentir pra você mesmo e realmente se convencer das coisas que você fala. E temos que concordar que você não mente muito bem, não é?
O grande problema dos problemas é que eles são grudentos, eles vão com você pra onde quer que você vá e é ilusório esperar que eles desapareçam ou se resolvam sozinhos porque eles sempre acabam voltando pra atormentar e, nesse caso, o problema estava o tempo todo lá. Bastou apenas uma música pra te lembrar que ele ainda existia e desencadear numa seqüência de fatos que é melhor nem mencionar. Então da próxima vez não esqueça: Coloque um ponto final na situação e pare de levar com a barriga!

Tuesday, June 19, 2007

Vida bandida

Alguns chamam de infeliz coincidência, outros falam em ironia do destino e há os que acreditam que “é para ser”. Eu particularmente acho que deve ser vodu, macumba ou uma pegadinha do mal, coisa do capeta mesmo. Uma espécie de teste maligno para pôr à prova tudo que eu ando negando nos últimos dias.
Resultado? Não, dessa vez eu resolvi não me afundar na lama de novo, isso não me fez bem da última vez e quem quer que tenha dito que lama faz bem pra pele tava mentindo. É, a vida pode ser cruel às vezes...

Monday, June 18, 2007

Não chegue perto demais

Ultimamente eu tenho estado meio assim sei lá, sabe como? Sem saco pra porra nenhuma, com vontade de chutar o pau da barraca, explodir um shopping, jogar uma bomba na faculdade, reclamando mais do que o normal, falando menos do que costumo falar, tocando um foda-se geral, com vontade de mandar todo mundo pro inferno, completamente sem paciência pras pessoas.
Mas calma, visando o bem-estar da comunidade, a saúde pública já me interditou e declarou que no momento me encontro inapta ao convívio social. De acordo com relatórios, esse comportamento provavelmente deve ser um novo mecanismo de defesa, uma forma de encarar os últimos acontecimentos bizarros na minha vida conturbada. Disseram também que talvez uma quarentena resolva. Então é esperar pra ver...

Wednesday, June 13, 2007

Inundando a cidade - Parte II

Você percebe que chegou ao fundo do poço quando não pára de ouvir música sertaneja e começa a achar que devem ter escrito aquelas letras pensando nos infortúnios que você haveria de enfrentar.
Você fuma que nem uma louca, canta (você não espalha pra todo mundo, mas sabe todas as letras de cor), pensa em tudo que deu errado, chora. Aliás, você não chora, você se descabela de chorar, como se isso fosse resolver alguma coisa. Mas no fundo você se sente menos incompreendida no mundo, afinal quem escreveu letras tão brilhantes deve ter passado pela mesma miséria que você se encontra no momento. Porque duvido que alguém que estivesse feliz conseguiria escrever letras com tamanha profundidade como aquelas.
Aí depois de todo esse ritual você pensa: Meu Deus, em que nível fui chegar? E resolve, então, ouvir uma coisa mais moderninha pra ver se essa sensação ruim vai embora. Mas não adianta, os caras do Arctic Monkeys e do Maximo Park não estendem o que você está passando. Mas o Zezé di Camargo e o Luciano entendem. E a vodka também. Ah como entendem...

Monday, June 11, 2007

Estranho, muito estranho

É sábado quase 23 horas e minha mãe passa pelo meu quarto e pergunta:
- Tá doente?
Respondo que não e pergunto por que. Ela responde:
- O que tá fazendo em casa então?
Essa é realmente uma ótima pergunta. Afinal eu já não saí ontem e usei como desculpa a preguiça. Hoje a minha desculpa é que fui acometida por uma leve dor de garganta, estou indisposta e preciso fazer um trabalho da faculdade. Semana passada eu também não coloquei meu pé pra fora de casa durante o fim de semana. Minha desculpa? Não me lembro. Só lembro que passei o fim de semana vendo filme e comendo tudo que eu via pela frente.
O que está acontecendo comigo? Será que eu estou estragada? Ou pior: Será que virei uma velha, chata e mal-amada e não percebi? Antes no meu vocabulário não existiam as palavras preguiça e doença num fim de semana.
Estou ficando com medo disso e o que me dá mais medo é o fato de estar gostando desses meus programas solitários de gente velha, chata e mal-amada.
Alguém aí por favor faça o favor de me tirar de casa, nem que pra isso seja necessário me levar pelos cabelos. Ficarei muito agradecida...

Thursday, June 07, 2007

Inundando a cidade - Parte I

Por culpa de um sonho que tive com você
Todas as lembranças retornaram
E momentos que ainda estão por vir
Experiências que iríamos dividir

Pela primeira vez em muito tempo eu sorri
A dor por um momento aliviou
Resolvi então te procurar
E te propor tentar mais uma vez

Fui culpado por nossa vida desmoronar
Tive um sonho
Onde tudo entre nós parecia melhorar
Mas depois de ver você feliz
Ao lado de outro alguém
Sei que essa dor não vai passar

Eu tinha tantos planos pra nós dois
Estava pronto pra tentar recomeçar
Pronto pra te mostrar o quanto eu mudei
Sem saber que pra você já era tarde demais

Fui culpado por nossa vida desmoronar
Tive um sonho
Onde tudo entre nós parecia melhorar
Mas depois de ver você feliz
Ao lado de outro alguém
Sei que essa dor não vai passar

Sunday, June 03, 2007

Noite passada eu vi meu mundo explodir

Penso em você antes de pegar no sono. Termômetro marcando 7º graus. 3:29 da manhã. Por que fui inventar de sair hoje? Ainda bem que estou voltando pra casa, não agüentava mais. Um turbilhão de pensamentos. Perco meu chão. Sinto o coração bater forte e descompassado. Você passa e não me vê. Quem é vivo sempre aparece pra atormentar e trazer lembranças à tona. Meu riso cessa imediatamente. Não, não pode ser, mas é. Longa espera, numa noite fria. Risadas, muitas risadas. Finalmente! Vamos embora? Minutos intermináveis. Reclamações. Música ruim. Como eu poderia adivinhar que o pior ainda estava por vir? Mudança de ambiente. Deixa assim, tentar encontrar consolo em outros braços não funciona mesmo. Tudo bem. Achei que ontem tinha sido bom pra você também. Um beijo no rosto e uma desculpa esfarrapada. Surge uma certa tensão no ar na hora da despedida. Mas não é nem meia-noite e as coisas já começam a desandar. A noite parece promissora. Risadas. Companhias agradáveis. E assim eu saio... Traduzindo: Vou sair por aí na esperança de te encontrar porque eu preciso de um último abraço e de um último beijo. Chega sexta-feira à noite e eu penso: Sexta não é dia de ficar mofando em casa.

Saturday, June 02, 2007

Muita calma nessa hora

Em meio ao caos, gritaria e ao desespero coletivo mediante à tragédia que acabara de ocorrer, surge alguém calmo, sensato e coerente tentando apaziguar os ânimos das pessoas com a brilhante sentença:
- Calma, caralho! Agora não adianta brigar, porra! Já fodeu mesmo..

Adivinha quem era esse ser brilhante e com esse linguajar polido?
Sim, acertou!
(Mas que as pessoas se acalmaram, ah isso elas se acalmaram).

Wednesday, May 16, 2007

Every time you close your eyes, lies

Os dias então foram ganhando mais cor. Tudo parecia finalmente se encaixar. Todas as preocupações que costumavam me afligir tornaram-se insignificantes naqueles dias.
Um sentimento inesperado, intenso e arrebatador. Era a felicidade chegando. E assim como ela chegou, foi embora. De repente, sem avisar e me deixou com aquela sensação de vazio e com aquele gosto amargo na boca. Durou pouco, mas o suficiente pra permanecer dentre minhas memórias mais felizes e deixar saudades.
Gostaria de poder voltar atrás e fazer tudo diferente, queria que minhas palavras, antes tão doces, não estivessem tão cheias de amargura e rancor nesse momento.
Engraçado como a perspectiva das coisas muda tão rapidamente. E isso me faz questionar se valeu a pena. Desistir teria sido mais fácil, entretanto, eu escolhi insistir, mesmo já sabendo desde o inicio que não daria certo. Por quê? É exatamente essa pergunta que não consigo responder.

Saturday, April 28, 2007

Não olhe pra trás, é perigoso

Planeje cuidadosamente sua fuga. Um deslize pode comprometer todo o andamento do processo. Deixe para trás tudo que passou. Esqueça tudo que já foi dito. Rasgue todos os retratos, cartas e lembranças porque você não vai precisar de mais nada disso daqui pra frente. Fuja dos velhos hábitos, da rotina e tudo que te leve a pensar naqueles momentos. Não se prenda ao passado porque mesmo você querendo, nada vai ser como antes. Siga em frente e não tema as mudanças, mesmo sendo difícil no começo. É tudo uma questão de costume. Feche essa porta e não olhe para trás.
Parabéns, você está livre! Comemore, pois não há presente melhor que a liberdade!
Teoricamente simples, não?

Thursday, February 08, 2007

Sinceridade

Sempre acreditei que a sinceridade fosse a peça fundamental para qualquer tipo de relação. Mas todos temos nossos segredos e talvez alguns devam ficar guardados. Falar a verdade nem sempre ajuda e nem sempre surte o efeito desejado. Talvez todos nós estejamos fadados a viver com algum peso nos ombros. Algum sentimento de culpa, remorso, arrependimento ou até mesmo ódio. Quando você toma a decisão de contar a verdade, qualquer que seja ela, deve estar preparado para todas as conseqüências e repercussões, que às vezes podem ser catastróficas. O problema é que a verdade dói. Então não podemos esperar que tudo saia do jeito que queremos ao contá-la. Outro fator importante a ser levado em conta é que mentiras e omissões sempre acabam sendo descobertas e quando isso acontece acaba sendo pior do que ter contado a verdade. Portanto, liberte-se. Não viva de mentiras. Tenha coragem, pois não tem sensação melhor do que sentir-se de consciência limpa.

Thursday, January 25, 2007

Se arrependimento matasse, certamente eu já estaria a 7 palmos do chão. Queria simplesmente poder apagar todas as experiências mal-sucedidas de minha memória, mas aí me lembro que são estas que me tornaram a pessoa que sou agora. E eu não ando muito satisfeita com essa pessoa que me tornei. Felizmente dá tempo de mudar ainda. Será mesmo que dá? Espero sinceramente que sim. "Tudo que vai, volta". Eu realmente passei a acreditar em carma de uns tempos pra cá...

Thursday, December 21, 2006

Sossega menina

Você sabe que quem brinca com fogo não faz xixi na cama como dizia sua avó. Quem se submete a brincar com fogo eventualmente pode acabar se queimando. E você tem queimaduras espalhadas por todo o corpo. Resultado de suas últimas aventuras... Mas tudo bem, são marcas que foram deixadas e que servem pra te lembrar que o passado foi real. Afinal não há aprendizado sem dor. Mas será que você realmente aprendeu alguma coisa? Porque se tivesse aprendido não estaria tão ansiosa pra se queimar de novo. Mas você não consegue escapar. Até tenta, mas é em vão. A magia e o fascínio que o fogo exercem sobre você falam mais alto que seus temores. Você sabe que é perigoso e também sabe o que acontece com quem se aproxima demais. Mas isso não é o suficiente para te alarmar. Pelo contrário, o perigo te instiga. Te faz querer conhecer até onde vão seus limites. E assim você chega o mais perto que pode. O calor vai aumentando gradativamente e você acha que nada vai acontecer e por isso dá mais um passo em direção às chamas. Quando se dá conta já está pegando fogo e as novas cicatrizes são inevitáveis. O problema é que você não consegue se manter afastada desse fogo e às vezes não tem argumentos plausíveis pra explicar por que gosta tanto de correr esses riscos. E você também sabe o que vai acontecer se chegar tão perto de novo, mas você não liga. Prefere queimar e se sentir viva com o sangue correndo em suas veias do que ser uma mera espectadora que observa tudo de longe sem se desafiar e se dar a chance de perder o controle de vez em quando.

Tuesday, December 19, 2006

Faça o que eu digo mas definitivamente não faça o que eu faço

Nem todos nós fomos providos de paciência, e eu sou uma dessas pessoas. Mas cabe a cada um, num exercício diário, o desenvolvimento desse dom. Dom? Sim, porque a capacidade de saber falar e ouvir na hora certa e saber respeitar os limites das pessoas não é para qualquer um. E aqui devo abrir um parênteses. Nesse nosso mundinho individualista e egoísta, a consideração e o respeito foram deixados de lado. Cada um está preocupado com seus próprios problemas e são poucos os que possuem disposição para ouvir o que os outros têm para falar. Enfim...
Já notou que pessoas chatas e irritantes existem em TODOS os cantos? Até mesmo nossos amigos nos tiram do sério (deliberadamente ou não). Nesses momentos onde o ódio toma conta o segredo é respirar fundo e contar até um milhão se necessário. Tem pessoas que nem mesmo com sutilezas percebem que estão sendo chatas e inconvenientes (mais uma vez a velha história do egocentrismo). Nessas horas em questão cabe a você jogo de cintura pra lidar com os tipinhos que acham que o mundo gira ao seu redor. Sempre fui favorável ao diálogo. Se algo te incomoda, não se omita. Quem tenta agradar todo mundo, acaba desagradando a si próprio. Entenda que não estou falando para você ofender as pessoas. Infelizmente você não pode falar TUDO que pensa. Muitas verdades devem ser guardadas para que corações e egos não sejam feridos. Falsidade? Eu diria que não. Chamaria de consideração na verdade. Logicamente que certas pessoas não merecem essa tal de consideração. Mas esse conceito de consideração me faz entrar em contradição. Não dizem que um dos pilares do bom relacionamento é a sinceridade? Então... Se você tem intimidade com a pessoa, você tem que falar como se sente, escolhendo com o devido cuidado as palavras obviamente. Muitas coisas devem ser ditas de forma mais amena, contudo, devem ser ditas. Tenho certeza que você já ouviu aquela história boba do papel amassado que não volta a ser como antes, e se você refletir não é tão boba assim, pelo contrário, faz bastante sentido. Então cuidado com as atitudes e palavras. Certas coisas não tem volta.

Monday, December 11, 2006

Quebrando as regras do auto-controle

Tudo é uma questão de ter motivos pra sair de casa. E você tem o seu. Na verdade seu motivo pra sair de casa não é um bom motivo, é um ótimo motivo. É daquele que quando você bate os olhos não consegue mais parar de olhar, sente calafrios, falta de ar e as palavras faltam. E é por isso que você sai. Não sai esperando que aconteça algo surpreendente, mas no fundo acalenta um desejo que aconteça pelo menos alguma coisa. Chegando lá, você procura e não demora a achar o motivo de ter abandonado sua cama quente e confortável pra sair de casa numa noite fria e nada convidativa. Ele está lá parado e você finge que nem vê, porque te falaram que você precisa ter auto controle nessas horas. Mas você esquece disso 5 minutos depois e adota o "Tá na chuva é pra se molhar".
Você é paciente e sabe que precisa esperar o momento certo. Então espera. E espera mais um pouco e nada acontece. A oportunidade não aparece. Você não ouve aquele estalo e pensa: "Agora é a hora". Mas pelo menos você tem a vodka, a cerveja e os cigarros pra consolar já que o teu motivo não te dá a mínima. Você pensa em encher a cara, mas lembra bem da última vez que fez isso e o que aconteceu, então decide ir mais devagar. As horas vão passando e você vai sendo acometida por um leve desespero mas mesmo assim não deixa de lado suas pretensões e desejos. Você resolve dançar pra se distrair um pouco, mas não funciona. Seus pensamentos estão em outro lugar, não muito longe dali. Talvez você devesse dizer alguma coisa, o problema é que você já disse e também já fez tudo que podia. Não te resta outra alternativa então senão desistir. Pelo menos por essa noite. Chega a hora de se despedir. Vocês se abraçam e depois que se soltam, você pensa: "Droga, por que soltou tão rápido?" Aí ficam se olhando por um tempo. Um olhar que você não sabe explicar, mas que é diferente, hipnotizante, paralizante. Você sorri e diz: "Tchau" e vai embora. E não sabe nem explicar porque, mas aquele olhar valeu a noite. E enquanto espera o ônibus você lembra de uma das regras do auto controle: "Controle seu olhar de apaixonado, paixão é para fracos". Mas aí já é tarde demais pra lembrar disso e você continua sorrindo e pensa que ter saído de casa afinal, não foi tão ruim assim.

Monday, November 06, 2006

Ah não, de novo, não

Ah não! Não me diga que aconteceu de novo! Você estava lá toda tranqüila e imperturbável e achou que a última vez realmente tinha sido a útilma. As coisas tinham se estabilizado ou pelo menos assim parecia. Com o tempo foi ficando mais fácil relevar certos fatos e aceitar as derrotas. Foi um duro período de aprendizado mas você finalmente se viu feliz sem depender de terceiros e parou de achar que tudo que deu errado foi culpa sua, afinal você sempre fez o máximo que podia. Mas assim de repente um sentimento novo chegou, surpreendeu e reverteu toda sua inabalável lógica. Contrariando todas as linhas de seu raciocínio, depois de encher páginas e páginas de seu caderno com equações completas e decisões irreversíveis, depois de fazer milhões de promessas que não deixaria acontecer novamente. Mas sim, aconteceu. E agora você já não sabe direito o que fazer. É, vai ver você estivesse precisando mesmo de algo que te virasse do avesso de novo, só que dessa vez parece que não vai ser tão fácil assim fugir. Mas a pergunta é: você quer mesmo fugir?

Monday, October 16, 2006

Apenas mais uma

Decepção. Mais uma. Não que tenha sido tão difícil lidar com essa, mas é que em dado momento da noite eu lembrei de você. Desejei te ter ao meu lado pra sentir aquela sensação de segurança mais uma vez. Falsa segurança. Mas naquele instante isso era o que menos importava, aliás, nada importava quando eu estava com você. Era fácil esquecer tudo que estava errado ao seu lado. Faz falta. Eu não conhecia o real significado da palavra felicidade até encontrar você. Também não fazia idéia de como a palavra sofrimento tinha tantas variantes e que era possível sentir cada uma delas depois que você me deixou. Ficou uma lacuna, uma sensação de vazio. Vazio que NINGUÉM consegue preencher e nem chega perto disso.
Querendo ou não, com tudo que me aconteceu aprendi a ser mais independente, a não depender tanto dos outros. Mas tem momentos em que isso é irrelevante, pois eu não sou tão forte e inatingível e às vezes também desabo, e nessas horas tudo que eu queria era alguém pra me confortar como você fazia, mas eu não tenho.
Eu ainda guardo uma carta que fiz pra você e não pude entregar. Não que isso importe agora, mas o que está escrito lá nunca vai deixar de ser verdade. E junto com essa carta, também se encontra meu coração. Guardado no fundo de uma gaveta escura e fria. Inacessível e esquecido, pois foi lá que você o deixou e ninguém mais conseguiu encontrá-lo.
Enganei-me ao pensar que o pra sempre havia acabado, porque pra sempre eu vou lembrar do teu abraço, do teu cheiro, do teu toque, da sua voz, do seu olhar e do seu sorriso, que era aquele que também me fazia sorrir. E pra sempre isso vai me fazer falta. Sempre. Não passa um único dia que eu não pense em você e pense em como as coisas poderiam ter sido tão diferentes.
Decepção. Mais uma. Depois de você, toda decepção é apenas mais uma. Tão desinteressante quanto qualquer outro fato banal...

Friday, September 01, 2006

Não acredito que ainda me importo com isso

A princípio eu não achei que seria uma corrida tão competitiva e com adversários tão mais ardilosos e bem mais preparados que eu. Mas desde o início a competição se mostrou acirrada, porém isso não me fez desistir como muitos já o haviam feito, só fez com que eu tivesse mais vontade de ganhar o prêmio.
Entretanto, por mais que eu corresse e me esforçasse eu não conseguia cruzar a linha de chegada entre os mais bem colocados. E cada vez apareciam novos obstáculos me impedindo de seguir em frente. Por diversas vezes pensei em desistir e procurar outro esporte, algum que me causasse menos stress, que me desse menos cansaço e que me proporcionasse algumas vitórias pra variar. Mas eu estava obcecada em ganhar e não consegui parar apesar das inúmeras derrotas, uma após a outra.
Só depois de muito tempo fui perceber que não importava quanto eu me empenhasse e quanto eu corresse, eu não iria chegar em primeiro lugar. Resolvi então abandonar o esporte, mas não por completo. Às vezes eu ainda corro, mas só por diversão mesmo, sem me preocupar demais com os resultados. Mas a verdade é que eu nunca me conformei em ter ganho apenas o prêmio de consolação, porque no fundo eu sei que merecia mais...

Monday, August 21, 2006

Obrigada (?)

É estranho pensar em como tudo mudou tão rapidamente. Sentimentos que pareciam eternos foram evaporando com o tempo. Não deixo de pensar que talvez tenha sido culpa minha o rumo que as coisas tomaram. Mas aí eu me lembro que tentei, tentei até demais e foi em vão. E a verdade é que eu também cansei de me culpar por tudo que deu errado. Se eu era tão importante como você dizia ser, por que acabou assim?
Se eu sinto saudades? Sempre. Meus melhores momentos foram ao teu lado. Foi difícil demais dizer adeus pra tudo isso. Só que eu cansei de me prender ao passado.
Dizer que não me importo mais seria uma mentira. Mas agora não faz tanta diferença como fazia antes. A verdade é que prefiro nunca mais te ver, porque sei que não conseguiria me despedir de você novamente.
Eu tive que aprender a viver sem você e não foi fácil, se bem que você facilitou bastante as coisas se afastando do jeito que afastou. Mas o importante é que finalmente estou bem e não pretendo voltar para essa prisão que foi tão difícil escapar.
Muito obrigado por tudo, você foi uma das melhores coisas que já me aconteceu, e eu nunca vou esquecer disso.

Saturday, June 17, 2006

O pra sempre sempre acaba

E o pra sempre acabou. Eu só fui perceber alguns dias atrás, mas pode ser que tenha acabado antes. Não foi fácil pra mim. Eu chorei, me desesperei, mas não ajudou em nada. Desde então eu venho tentando me conformar, coisa que pode demorar pra acontecer, se é que vai acontecer algum dia. O meu consolo é que só restaram lembranças boas. Na verdade eu nem sei se é consolo porque sempre que eu começo a pensar nessas lembranças me dá uma tristeza enorme pelo simples fato de saber que as coisas jamais serão como eram antes. Tantos sonhos, planos e promessas que eu cheguei realmente a a acreditar que seria eterno. E por que tinha de acabar assim tão de repente? Saber que você gosta de mim e que também sente minha falta não ajuda muito, porque às vezes tudo que eu quero é apenas te abraçar e saber que você está comigo. Mas agora eu sei que não está mais, independente do que você diga.
Infelizmente todas as coisas boas tem um final, não é? Deve ser isso mesmo...

Friday, June 02, 2006

Que injusto eu sentir tanta saudade e você nem sequer lembrar de mim.
Não tenho nem idéia onde você está agora, mas eu queria que estivesse comigo. Fazendo alguma coisa ou não fazendo nada. Tanto faz. Mas queria você aqui...

Thursday, May 11, 2006

Não dá mais

Cansei de ser essa menininha frágil que se machuca tão facilmente. Cansei de me sentir vulnerável. Cansei de jogar e nunca ganhar. Cansei de me sentir sozinha. Cansei de chorar. Cansei de depender dos outros. Cansei de me sentir um nada. Cansei de me importar demais. Cansei de reclamar. Cansei de estar cansada.
É, tem uma hora que cansa. E quando chega esse momento, talvez esteja na hora de pensar em algumas mudanças...

Thursday, April 20, 2006

Insatisfeita. É isso que você é. Nunca está contente com o que tem e quer sempre mais. Adora complicar tudo. Vive dando voltas mas acaba sempre no mesmo lugar. Será que você não se cansa disso? Fala tanto sobre felicidade mas no fundo é a pessoa mais infeliz do mundo. Espera todo mundo sair de perto para que não te vejam em prantos. E mesmo que vissem, não entenderiam seus motivos. Às vezes nem você mesma os entende. Não adianta tentar fingir que está tudo bem, pois você transparece que não está, e quem te conhece percebe isso. Talvez essa tua transparência deva ser encarada como um defeito e não como uma virtude, porque ela só te faz sofrer. Você não percebe que ser sincera sempre não te ajuda em nada? Só faz com que você fique vulnerável e sirva de brinquedo na mão dos outros! Acho que está na hora de abandonar essa ingenuidade e aprender a jogar esse jogo direito. Você não cansa de dar tudo que tem e não receber nada em troca? Não se cansa de ouvir apenas mentiras? Claro que cansa. Páre de viver nesse mundinho e encare a triste realidade: A sua felicidade é algo distante, talvez um objetivo inalcansável. E mesmo que você a alcance não vai durar muito. As coisas nunca vão sair do jeito que você quer. Não crie tantas expectativas. Você não aprendeu nada com os erros do passado? Pelo visto não. Mas chegou a hora de aprender. Me dá pena te ver nesse estado. Mas levante-se. Levante-se sozinha. Não espere alguém pra te levantar porque é essa pessoa que vai te derrubar depois. Lembra como foi da última vez, não lembra? Páre de acreditar em tudo que te falam. Não é porque você fala a verdade que todo mundo vai falar. Chega de depender dos outros. Vá embora daqui e aprenda a ser feliz sozinha. Não deixe que te enganem e te machuquem de novo. Você não merece isso. Não merece mesmo...

Thursday, April 06, 2006

Mente vazia, oficina do diabo

- Posso fumar esse cigarro?
- Pode, claro!
(...)
- Bru?
- Hã?
- Por que ficou quieta?
- Nada. Tava pensando.
- Até já sei no que você tava pensando. Aliás, em quem...
- Acertou. Sou tão óbvia assim?
- Sabe o que eu acho? Que você pensa demais, sabia?
- É?
- É. Deixa rolar e pare de se preocupar tanto.


Esse realmente é um bom conselho. Só preciso achar um jeito de conseguir segui-lo...

Monday, April 03, 2006

A felicidade

Sim, ela existe. Não, ela não está em todos os cantos. Algumas vezes parece que está TUDO errado na nossa vida. É uma decepção atrás da outra. Os momentos efêmeros de alegria parecem não compensar os intermináveis momentos de tristeza e sofrimento. Você se sente a pessoa mais infeliz do universo. Ninguém parece realmente compreender o que você está passando. Mas tudo isso é passageiro. O velho clichê que o tempo cura tudo é verdadeiro, afinal ninguém sofre eternamente. Entretanto, não adianta contar apenas com o tempo, é preciso correr atrás da felicidade. Não dependa de ninguém para ser feliz, pois se você o fizer, inevitavelmente vai acabar se machucando porque mesmo sem querer as pessoas acabam nos decepcionando. Faça suas escolhas pensando no que é bom para você e não se arrependa. Quando for preciso chorar, chore. Afinal ninguém tem sangue de barata ou é desprovido de emoções. Mas o mais importante é nunca se esquecer de lutar para que seus sonhos se concretizem. Não desista ao primeiro sinal de dificuldade. Saiba também aceitar as derrotas porque nem sempre será possível obter triunfo em tudo. E não se esqueça: A felicidade pode estar mais próxima do que você imagina, então não feche as portas para ela. Abra os olhos e tente enxergar. E vale ressaltar também que nada é para sempre, portanto aproveite o que você tem agora porque pode ser que daqui um tempo você não tenha mais.

Saturday, March 25, 2006

Eu sempre achei que nada entre nós teria fim. Que independente do que acontecesse nossa história duraria pra sempre. E foi assim por um bom tempo. Entravam e saíam personagens na nossa trama, mas os protagonistas permaneciam os mesmos.
Um dos meus inúmeros erros foi acreditar que o que eu sentia por você um dia passaria. Eu sempre me iludi pensando que talvez um dia você precisasse de mim como eu precisava de você. Tentei de tudo pra te fazer feliz. Te dei minha amizade, todo meu amor, meu carinho e meu coração. Mas não foi suficiente... Maldita esperança que mantinha meus sonhos vivos e fazia com que eu não desistisse apesar das inúmeras derrotas.
Fazia algum tempo que algo não estava certo. Talvez nós tenhamos demorado demais pra perceber. Talvez algo já estava errado desde o começo e nós não quisemos enxergar. Eu não deveria ter deixado meus sentimentos chegarem assim tão longe. Fiquei totalmente dependente e vulnerável. Na verdade, eu deveria ter me afastado logo no início, mas não consegui. Tinha algo em você que sempre me atraía pra perto. Nós sempre nos demos bem desde o começo, isso não se pode negar. Mas os começos são sempre maravilhosos mesmo. O problema é quando começam as brigas. Aí sim é que você percebe se o relacionamento vai durar ou não.
Nossa penúltima briga foi por um motivo ridículo. Mas como era de costume, nós resolvemos relevar tudo e fingir que nada aconteceu. Infelizmente fazer isso pode funcionar na hora, mas com o passar do tempo as mágoas vão acumulando e chega uma hora que não dá mais para agüentar. Nosso jeito de resolver os problemas sempre foi bem prático: Sair e beber. Não que não tenha funcionado, mas nós nunca discutimos o que estava errado e o que fazer pra melhorar a situação. E acho que é assim que um relacionamento funciona. Talvez por esse modo mais prático de lidar com os problemas nossa relação foi se deteriorando. Você, assim como eu, tem seus defeitos. E pode ser até que eu tenha mais defeitos que você, porém, nesses 10 meses eu não mudei em nada. Continuo sendo a mesma e você também. Entenda que eu não estou dizendo que o que passamos não significou nada pra mim, porque significou demais. Você esteve presente em todos os meus dias e eu me acostumei com isso. Perdi a conta de quantas vezes dormi pensando em você e em quantas outras acordei pensando em você. Durante esse tempo eu fui feliz como jamais fui em toda minha vida, cada momento foi uma experiência nova pra mim. Eu encontrei em você tudo que procurava numa amizade. Mas o que eu realmente quero dizer é que não ter mudado nada pode não ser uma coisa boa no nosso caso.
Lembra do teu aniversário? Como eu queria ter ficado junto pra te dar parabéns. Eu acho que nunca esperei tanto dar meia noite como aquele dia. Quando eu cheguei em casa deixei uns 25 scraps e te liguei. Mas quando chegou meu aniversário confesso que você me decepcionou. Me deu apenas um abraço frio sem nenhum ânimo. Você teve a noite INTEIRA pra me dar parabéns. Pode parecer bobeira mas esse teu ato de indiferença machucou bastante. E não era a 1ª vez que você tinha esse tipo de atitude comigo. Eu sempre senti que não era tão importante pra você. Que era uma personagem secundária e completamente substituível. E a sensação de estar em segundo plano não é nada agradável. Mas eu sempre procurei guardar as minhas tristezas pra mim. Eu nunca falei nada porque tinha medo de te perder. Tudo que eu fazia era pensando em te agradar. Você me perguntou: E eu pedi pra você fazer isso? Não, você não pediu. Mas pode perceber que eu não sou a única que age dessa maneira com você. Não me pergunte a razão desse comportamento porque eu não saberia explicar. Eu só queria que desse certo, porque eu gostava de você e era de verdade.
Quando eu contei a verdade não achei que você aceitaria bem. Mas foi pior do que eu imaginava. Eu não tiro tua razão, ninguém tira. Depois da nossa conversa por msn eu ficava pensando naquilo noite e dia. Eu tive que me convencer que o que tinha acontecido foi bom. Que eu ficaria melhor sem você. Fiquei procurando mil e um motivos pra te odiar e no começo até funcionou. Acho que é mais fácil lidar com o ódio do que com a tristeza. Mas quando a saudade realmente bateu, me senti desesperada porque eu só conseguia pensar em como você estava me fazendo falta. Em cada momento que passamos. Nada do que as pessoas me diziam parecia aliviar minha dor. E o pior não era isso, o pior era todo mundo perguntando de você. Isso não ajudou em nada e ultimamente o tempo também não tem me ajudado. Só fica me fazendo recordar o passado e sentir falta daquilo tudo. Não é tão simples deixar as coisas pra trás. O problema é que ficar presa ao passado também não vai ajudar nenhum de nós. Foi bom? Foi ótimo, mas infelizmente não volta mais. Minhas lembranças de você são maravilhosas. Se é só isso que restou, lembranças, pelo menos alguma coisa restou.
Não tem um dia desde que nós brigamos que eu não me questione se o que eu fiz valeu a pena. Você acha que eu não me arrependo? Me arrependo sim. Porque eu magoei a pessoa que eu mais amava no mundo. Eu sei que nada do que eu diga e faça vai consertar ou justificar o que eu fiz. E pode acreditar que estou pagando pelo meu erro. Mas eu simplesmente não cogitei o risco de te perder quando tomei aquela atitude. Fui inconseqüente e egoísta. Eu precisava me afastar um pouco de você e escolhi o pior jeito possível. Errei? Sim. Machucou? Sim. Sinto muito. Sinto mesmo. Como você disse eu poderia ter consideração pelos seus sentimentos porque eu sabia o que você estava passando.
Desculpa por não ser o que você esperava. Desculpa se eu nunca tive nada pra te oferecer. Desculpa por querer viver ao seu lado. Desculpa se fui sincera com você. Desculpa por ter errado tanto. Desculpa por te amar demais. Desculpa...

Sinceramente espero que você não sinta tanto a minha falta quanto eu sinto a sua.

Tuesday, March 21, 2006

Maldito Tiranossauro Rex

Quando eu era pequena colecionava figurinhas de dinossauros. Eu costumava comprar chocolate todos os dias pra completar meu álbum mais rápido. O problema é que tinha uma figurinha que eu não conseguia de jeito nenhum. Eu já estava perdendo as esperanças de tirar a tal figurinha. Comprava chocolate e nada. Passou um tempo e eu ganhei um chocolate, abri a embalagem displicentemente e nem olhei pra figurinha porque tinha certeza que não era a que eu precisava. Quando cheguei em casa coloquei a mão no bolso e a embalagem ainda estava lá. Quando olhei pra figurinha nem acreditei pois era aquela que eu tanto queria. Fui correndo colar no álbum e fiquei muito satisfeita por ter finalmente conseguido completar minha coleção.Atualmente eu coleciono outro tipo de figurinhas. Só que agora aquela história de "figurinha repetida não completa álbum" não se aplica mais a mim, porque às vezes eu gosto de repetir as figurinhas. Tem algumas que eu preferia rasgar e jogar fora e tem outras que eu gostaria de tirar com mais frequência. Algumas figurinhas eu demorei pra conseguir, outras nem tanto. Essas que eu demorei pra conseguir são as que eu mais prezo e dou valor. Acho que quanto mais difícil a figurinha melhor.O meu álbum ainda não está completo e tem várias figurinhas que eu ainda não consegui, mas nesses quase 19 anos como colecionadora eu aprendi uma coisa: paciência é a chave de tudo.

Monday, March 13, 2006

Saudade

SAUDADE, s. f. Sentimento mais ou menos melancólico de incompletude, ligado pela memória a situações de privação da presença de alguém ou de algo, de afastamento de um lugar ou de uma coisa, ou à ausência de certas experiências e determinados prazeres já vividos e considerados pela pessoa em causa como um bem desejável (freq. us. tb. no pl.).


Do que adianta sentir saudades se as coisas jamais serão do jeito que já foram um dia? Ficar lembrando do passado não tem me ajudado muito ultimamente, pelo contrário, tem apenas feito com que eu me questione se as decisões que tomei foram acertadas. Quando faço essa pergunta surgem os famosos "se". E SE eu tivesse feito assim? E SE eu não tivesse feito tal coisa? Sinceramente tais pensamentos são inúteis, afinal não há nada que eu possa fazer para mudar tudo que deu errado. O que eu realmente gostaria é que minhas memórias parassem de me atormentar e parassem de me lembrar como eu já fui feliz e que agora não sou mais.