Friday, August 21, 2009

Salto from hell - Parte II

A última vez que usei salto foi no casamento do meu primo há 5 anos atrás e sinceramente não sei como agüentei ficar com aquele negócio no pé por mais de 4 horas seguidas. Acho que quando somos mais novos, somos mais tolerantes ao sofrimento. Sei lá...
Sei que se passaram alguns dias e eu fui chamada para uma outra entrevista. E como eu tinha colocado na minha cabeça que iria de salto, eu fui de salto. Ok, eu fui de tênis. Mas levei os benditos sapatos junto dentro da minha bolsa. Orra, dá um desconto né? Uso salto uma vez na vida, outra na morte. Não estou acostumada!
Desci no tubo perto da empresa, olhei pro cobrador e disse: “Não conta pra ninguém tá? Mas eu odeio usar salto.” E coloquei os sapatinhos e comecei a caminhar. Juro que foram as 3 quadras mais longas que já percorri na minha vida. Caralho! Andar de salto nas calçadas esburacadas de Curitiba é trash. Mas tudo deu certo e consegui chegar sem levar nenhum tombo. Menos mal!
Nesse mesmo dia tive outra entrevista na parte da tarde e fiz o mesmo esquema, fui de tênis e dessa vez resolvi fazer a troca no elevador. Fiquei torcendo pra ninguém entrar junto comigo, mas acabou entrando a zeladora do prédio e assim que comecei a descalçar meus tênis já fui logo me explicando. Não sei porque tenho mania de dar satisfação para estranhos, mas sempre dou. Disse para ela que odiava usar salto, mas que às vezes era necessário. Ela sorriu e concordou.
Não adianta, muitas vezes você é julgado pela aparência e pelo modo como se veste. Acho errado, mas as coisas são como são. Não tem como fugir de certas situações... E é por isso que eu digo: Quem não tem cão caça com gato. Quem não tem Jesus no coração usa salto! Juro que resolve. Bem, no meu caso pelo menos resolveu...

P. S. Depois dessa odisséia não pretendo me aventurar a usar sapatos com salto tão cedo novamente. Definitivamente não nasci pra essa vida...

Thursday, August 20, 2009

Salto from hell - Parte I

Como não tenho roupa social, normalmente quando vou a uma entrevista de emprego coloco no máximo uma camisa e tiro meu piercing do nariz. Mas vou de calça jeans e tênis mesmo. E deve ser exatamente por isso que não me contratam. Mas enfim...
Naquela quinta-feira não foi diferente. Coloquei minha camisa azul, calcei meu all-star branco e tomei meu rumo. Lembro bem que aquele dia meu cabelo não estava cooperando muito. Que ódio quando isso acontece! Quando cheguei à empresa já havia uma moça sentada esperando e ela foi chamada na minha frente para a entrevista.
Da sala de espera dava para ouvir o que a entrevistada e a entrevistadora conversavam, mas nem fiquei prestando atenção. Atentei para o fato de não estar me sentindo nervosa. Era esquisito na verdade, pois não me sentia à vontade em diversas circunstâncias, como em apresentações de seminários, por exemplo. Mas em entrevistas de emprego tudo sempre fluía tranqüilamente. Antes, durante e depois. O fato é que acho que nunca encontrei um trabalho que eu REALMENTE queria a ponto disso me deixar preocupada ou em pânico. Fiquei pensando nisso e em outras bobagens quando escutei: “Pois é, encontrei Jesus...” COMO ASSIM ENCONTROU JESUS, MOÇA? Logo na entrevista? Jogo sujo meter ele na história! Como eu iria competir com alguém que encontrou Jesus? A última vez que me perguntaram se eu conhecia Jesus, respondi sarcasticamente: “Pessoalmente não!” e a pessoa não ficou nada satisfeita.
Pra encurtar a história, na minha entrevista correu tudo bem. Mas algo me dizia que não ia dar certo. E eu estava certa. Não me chamaram, mas aposto que chamaram a moça que esbarrou com Jesus. Ok. Não fiquei sentida. Mas tomei uma decisão: Na minha próxima entrevista eu iria de salto alto.

Monday, August 17, 2009

Wake me up when August ends

Tem momentos na vida que a gente se enfia num buraco e não há livro de auto-ajuda, palavras reconfortantes, vodka ou filme com final feliz que te faça crer que coisas melhores estão por vir.
Dá uma preguiça existencial. Vontade de sumir do mapa. Dormir por um mês seguido. Não falar com ninguém. A apatia toma conta. Um certo tipo de desespero também. Quanto mais você pensa mais angustiada você fica. Parece não haver saída, que tudo e todos conspiram contra.
Aí você resolve beber para afogar as mágoas. O problema é que aparentemente as bandidas aprenderam a nadar. E nessas quem se afoga é você. Num mar de arrependimentos e auto-piedade. Que ótimo!
Não demora então, para a melancolia e a tristeza baterem à porta. E você as deixa entrar numa boa e pensa: “Ah, logo elas vão embora”. Só que essas duas são extremamente inconvenientes. Não te deixam ir para qualquer parte sem carregá-las junto. Te fazem companhia desde o momento que você acorda até a hora que você coloca a cabeça no travesseiro para dormir. E pior: Parece que resolveram prolongar a visita.
Em dado momento você aceita essa condição e desiste de tentar fazer qualquer coisa para mudar esse estado de espírito. Mas chega uma hora que... Que sei lá o que você faz, porque meu barco naufragou na Ilha da Tristeza e eu ainda não consegui sair de lá.
Provavelmente depois disso você pára e fala: “Opa, peraí! Não vou me entregar assim tão fácil!” Aí você levanta, sacode a poeira, expulsa a tristeza e as amigas dela, bota um sorriso na cara e abre a casa inteira pra esperança poder entrar. Afinal, se você não acredita que as coisas vão melhorar, quem é que vai acreditar nisso por você?

Sunday, August 16, 2009

Ensaio sobre a cegueira

A história foi mais ou menos assim: Há algum tempo atrás resolvemos fazer um churrasco (sem carne, claro) e convidamos os mais chegados. Até aí tudo bem. O detalhe é que uma dessas ilustres convidadas estava com conjuntivite, mas como somos pessoas praticamente sem frescuras e sem noção também, insistimos para que ela estivesse presente.
“Olha, o negócio é sério! Acho melhor vocês evitarem contato com ela.” Tentou alertar o pai da amiga quando foi deixá-la no evento. Óbvio que não ligamos pro perigo eminente e muito menos demos ouvidos ao sábio conselho paternal. “Ná, capaaaaaz! Não vamos pegar não.” Resultado? A moça disseminou a peste na festa e uma semana depois TODO MUNDO estava com conjuntivite. Coisa do demônio mesmo.
Doía horrores, coçava, ardia, lacrimejava. Uma maravilha! Além desses sintomas super agradáveis tive que ficar um mês sem usar lentes de contato, e pra quem não sabe eu sou míope. Muito míope. Praticamente preciso de uma bengala e um labrador para me conduzir pelas ruas quando não estou usando lentes.
Como eu não tinha óculos, emprestei do meu pai um par que era mais ou menos do meu grau. O problema é que como não era exatamente o grau que eu usava, acabava tornando-se incomodo ficar com o dito cujo por muito tempo, pois dava dor de cabeça e tontura. E pra ser bem franca, fiquei traumatizada com esses óculos porque a única vez que resolvi fazer uma aparição em público usando-os, acabei ganhando o apelido de Chiquinha. Depois dessa larguei MESMO os béts de usá-los na frente de outros seres humanos.
Mas voltando a saga da cegueira... Naquele mês minhas idas ao oftalmologista tornaram-se bastante freqüentes e como ninguém podia me acompanhar, eu ia sozinha mesmo, sem enxergar porra nenhuma direito. Então, numa bela tarde voltando do consultório fui pegar o Cristo Rei na Carlos de Carvalho. Estava lá toda bonitona esperando e quando vi uma coisa amarelinha se aproximando pensei: “Opa, já está no horário. Deve ser ele!” Fui até a beira da calçada e comecei a dar sinal, só que o ônibus passou batido. Nem pensei duas vezes: Comecei a xingar o motorista de vários nomes em alto e bom som.
Foi aí que olhei para a traseira do ônibus e vi alguma coisa escrita e também reparei melhor no formato dele. Nesse momento me dei conta que o ônibus não era um ônibus, o ônibus era um carro-forte!
Queria MORRER de vergonha porque havia várias pessoas no ponto, que provavelmente devem ter achado que eu tinha batido minha cabeça ou algo do gênero. Nem tive coragem de olhar para trás na verdade. Saí correndo para o próximo ponto porque juro que naquela hora, tudo que eu queria era me enterrar viva. Foi bizarro.
Depois de algum tempo uma amiga me ensinou uma simpatia pra trazer dinheiro quando você vê um carro-forte. Nunca testei. Minha experiência depois desse dia diz que ver um carro-forte além de não te render dinheiro nenhum pode te fazer passar vergonha. Maldita hora em que eu achei que não daria nada ficar perto da amiga que portava o vírus do satã...

Sunday, May 24, 2009

Be kind rewind

Sabe o que o e-mail, o Twitter e a SMS tem em comum? Não, não é uma daquelas piadas mongas do tipo: “O que há em comum entre um bolo queimado, uma cerveja estourada no congelador e uma mulher grávida?”
A verdade é que devo confessar que os três me dão um pouco de medo porque sabe como é né? Depois que foi, já elvis. Mandou e-mail xingando até a décima terceira geração da família do seu atual affair porque andou descobrindo uns podres dele/dela? Postou merda ou se excedeu em detalhes sórdidos? E eu sei que os 140 caracteres do Twitter parecem pouco, mas dá quase pra escrever o novo testamento com isso. Tááááá, menos. Mas dependendo do que você relata, pode ser informação demais. Mandou SMS embriagada se declarando? Bem, nos três casos a resposta é: FODEU. Um abraço pro gaiteiro porque não tem volta, meu bem. O(s) destinatário(s) vai/vão receber a mensagem e não há nada que você possa fazer a respeito disso. E no caso do Twitter é ainda pior, pois várias pessoas terão a oportunidade de ler a pérola que você escreveu.
Para as três situações o máximo que você poderá fazer é inventar alguma desculpa esfarrapada do tipo: “fui possuída por entidades demoníacas naquele momento e não quis dizer nada daquilo”, “estava muito bêbada e acabei agindo por impulso então, por favor, desconsidere minhas palavras”, “estava sob o efeito de poderosas drogas que afetaram meu discernimento de realidade e julgamento e acabei dizendo coisas que não deveria” ou ainda “bati a cabeça e não me lembro de nada disso”. Óbvio que provavelmente nenhuma delas cole muito, mas não custa tentar remediar...
Eu sei que o ideal e a chave para resolver esse probleminha de arrependimento pós-desabafo, seria uma atitude aparentemente bem simples: Pensar friamente antes de apertar o botão ENVIAR. Mas vem dizer isso pra mim que sou do tipo impulsivo? Se eu estou de cabeça quente, primeiro eu faço e depois fico analisando. Óbvio que isso normalmente me traz uma série de problemas. Mas infelizmente tem certos hábitos que são difíceis de se livrar.
Por isso que gosto do blog e do fotolog. Nada como uma segunda chance, sabe? Postou e não ficou satisfeito? EDITA ou DELETA e ponto final. E quem dera se na vida real existissem esses botõezinhos mágicos, ou quem sabe um botão Rewind. Seria tããããão útil...

P. S. Não há nada em comum entre um bolo queimado, uma cerveja estourada no congelador e uma mulher grávida. Mas se você tivesse tirado antes, nada disso teria acontecido. HA HA HA

Thursday, May 21, 2009

Vamos nos permitir

É engraçado como uma frase aparentemente tão do bem pode te levar a lugares que você nem imagina. Você está lá no bar bebendo uma cervejinha e de repente, quando se dá conta, está à beira-mar segurando um vinho barato vendo o sol nascer. Tá, ok. Não foi tão do nada assim.
Lembro-me que nem ia sair naquela sexta-feira, mas como de costume, uma força maior não me permitiu ficar em casa. A idéia, a princípio, era tomar umas cervejas no Café do Teatro e depois esticar para o Wonka. Programinha super do bem, ou ao menos eu imaginava que seria.
Porém, depois de vááááárias cervejas, absintos, amaretos, whiskys e sei lá mais o que a amiga sugeriu: “Vamos num motel que tenha piscina porque eu quero nadar.” Óbvio que todo mundo ficou meio relutante ao desejo da estimada colega e então ela completou: “Vamos nos permitir gente!” E num momento de pouca lucidez coletiva acabamos aceitando. Cada louco ou bêbado com a sua excentricidade, não é? Deixa a menina nadar...
A próxima coisa que me recordo é de estar na BR andando com uma motorista pra lá de empolgada que tirava as mãos do volante pra cantar Avril Lavigne. Aliás, escutamos o cd da Avril umas 95 vezes porque era o único existente no carro e no final de nossa jornada, todos sabiam as letras de cor, salteado e se bobear de trás pra frente.
Não sei exatamente como ainda, mas chegamos com vida ao local de destino. E como estávamos em cinco e não tínhamos tanto dinheiro pra investir nessa história de motel com piscina resolvemos “ocultar” três pessoas no carro pra pagar só por um casal. Sei lá que diabos eu tinha na minha cabeça, mas concordei em me esconder no porta-malas com uma amiga e devo dizer que não pretendo fazer isso tão cedo novamente na minha vida.
Infelizmente nossos esforços foram em vão e acabaram descobrindo nosso plano maligno depois que entramos no quarto. Contudo, ainda entusiasmados com a idéia de nos permitir, que era reforçada pela amiga a cada cinco minutos, tivemos a fantástica idéia de ir para o Parque Barigui ver o sol nascer. Mas o Barigui era pouco for nóis naquela noite e quando vi estávamos descendo pra Guaratuba. Tá, confesso. A brilhante sugestão foi minha. Mas como diriam: “O que é um peido pra quem tá cagado?”
Vinho barato na mão (que sei lá da onde surgiu) e pézinho descalço na areia pra ver o sol nascer. Se bem que a gente chegou meio atrasado pra isso na verdade, mas chegamos! E como nós já estávamos por lá mesmo acabamos passando o fim de semana na praia na casa dos pais da amiga à base de geladinho (que era a única coisa que tinha na geladeira e ninguém tinha mais dinheiro).
A parte mais triste foi a volta pra casa no domingo. Roupas cheias de areia, ressaca, aquela cara de sexta-feira e uma pitada de melancolia. Mas como diria o Lulu: “Não há tempo que volte amor. Vamos viver tudo que há pra viver. Vamos nos permitir." Se bem que na próxima pretendo me permitir um pouco menos porque tenho medo da onde eu possa parar...

Saturday, May 02, 2009

Belos e malditos

Numa bela tarde de domingo disseram pra Chapéuzinho vermelho tomar cuidado com o Lobo mau porque ele pegava menininhas pra fazer mingau e tinha o coração peludo. "Faça o que você tem que fazer e depois dê um chute na bunda dele". Mas a tontinha nem deu bola pros avisos e começou a sair e se envolver com ele, que era meio psicopata e inconstante, mas dono de um charme praticamente irresistível. Aliás, até hoje o segredo de sedução do Lobo é um mistério para ela, que não sabe direito o que viu nele.
A verdade é que Chapéuzinho sempre teve um dedo meio podre e adorava os tipinhos problemáticos. E claro, o sobrenome do Lobo era problema. Apesar disso, ela sempre enxergou nele algo bom, sempre acreditou nele porque bem lá no fundo ele era um bom animalzinho. Não do tipo domesticável, logicamente. Mas isso ela demorou um pouco mais pra notar.
Jovem, ingênua e inocente, Chapéuzinho se apaixonou louca e perdidamente pelo Lobo malvadão, que realmente era um traste, só que ela cega de amor preferiu abstrair esse pequeno grande detalhe e na realidade não tava nem aí pra isso porque ela além de hipocondríaca, também era meio vadiazinha e fazia a linha do tipo que não julga. O que realmente importava é que parecia que ela finalmente tinha encontrado o que buscava há tanto tempo: Um lugar pra repousar seu amor. Óbvio que repousar foi o que menos o amor dela fez ao lado dele. O Lobo adorava brigar e se fazer de vítima sempre.
Mas independente dos comportamentos reprováveis do ser peludo, a encapuzada não desistia e achava que algum dia ele poderia mudar e eles seriam felizes para sempre. A tonha sempre se focou apenas naquilo que ele tinha de bom e talvez tenha exacerbado essas virtudes. Para ela o Lobo era O cara: Inteligente, sexy, charmoso, divertido e bom de cama. Quase pra casar. QUASE. Como o Lobo mesmo tinha dito para ela quando eles se conheceram, "cedo ou tarde a máscara cai" e a dele não demorou muito pra cair não. Egocêntrico, mentiroso, manipulador, mandão, reclamão e falcatrua. Tudo que a moçoila sempre sonhou em encontrar em alguém. Qualidades singulares reunidas num só ser. Imagina que maravilha! Não que ela fosse flor que se cheire, mas não era de jogar fora também. Aliás, acho que toda essa desarmonia e falta de caráter dos dois chegava até a ser meio romântico.
Pra encurtar a história, Chapéuzinho vermelho se fodeu de verde e amarelo, comeu o pão que o Lobo pilantra pisoteou e no final acabou com um coração mais peludo que o dele. E pra tentar esquecer o maldito, envolveu-se com várias pessoas, e nessas acabou magoando muita gente. A criaturinha tentou de tudo, mas no final acabou só causando a discórdia, partindo corações e fez um monte de coisas das quais não se orgulha e tudo isso porque seu coração ainda pertencia ao patife do Lobo.
O problema, de fato, é que a mocinha encapuzada sempre foi teimosa pra caralho e nunca gostou de perder. Nem na sinuca, nem no futebol e muito menos no amor. Talvez por isso ela tenha insistido por tanto tempo com o Lobo. Mas acontece que com o bandido do Lobo o buraco era mais embaixo e por mais malandra e sagaz que a Chapéu fosse, provavelmente ela jamais teria chances de vencê-lo. Talvez ela nem tenha amado o Lobo mau de verdade porque ela sempre teve o péssimo hábito de querer quem ela não podia ter e tava na cara desde o começo que ela não ia conseguir colocar ele na coleira não. Porém, como já mencionado anteriormente, Chapéuzinho era uma garota muito cabeça dura e sempre teve que aprender na base da porrada.
Atualmente eles não se falam mais. Claro que ela ainda pensa nele às vezes e quando bebe, ele é o primeiro da lista pra quem ela pensa em ligar de madrugada pra encher o saco. Aliás, a menina do capuz vermelho deveria ser proibida de fazer ligações e mandar mensagens quando está alcoolizada, mas isso não vem ao caso. Chapéu fez tudo que podia e o que não podia também (tsc, tsc) pra esse romance dar certo só que chegou uma hora que ela resolveu largar os béts. Ela havia ultrapassado seus limites e tentar ser só amiga do Peludão não tava rolando mais. Sei lá, era muito difícil para ela vê-lo com outras menininhas.
Mas que ela morre de saudades dele, ah ela morre... E quando ela vê o dito cujo manda o auto-controle dela pro espaço e continua a cavar uma cova ainda mais funda da que ela já está enterrada. Pobre garotinha. Imagine que tipo de pecados ou atrocidades ela cometeu numa vida passada pra merecer um carma peludo desses. Deve cagado e tacado pedra na cruz ou arrotado na santa ceia ou talvez tenha participado de algum genocídio porque não é possível viu...

Friday, April 17, 2009

De boas intenções o inferno está cheio - Parte II

Entrei, então, no portal de ação voluntária e como não tinha nada mais perto da minha casa acabei escolhendo, num momento de pouca sensatez, a Santa Casa de Misericórdia. Na realidade, tenho pavor de hospitais e sangue, mas achei que era hora de superar meus traumas e crescer como pessoa. Tá, mentira. Como a instituição é mantida pela PUC achei que não encontraria problemas no processo de obtenção de certificado. E também pensei: “Antes a Santa Casa do que o Cajuru”. Acho que pior que o Hospital Cajuru (também sustentado pela PUC) só o Hospital do Trabalhador em termos de gente que chega toda fudida e machucada.
Depois disso, liguei para o hospital e agendei uma entrevista com a coordenadora de voluntariado do local e fui lá bela e formosa conversar com ela sobre como ações desse caráter são edificantes e gratificantes. Preenchi todo um cadastro para trabalhar com eles, mas nem perguntei nada sobre certificados porque achei que daria muito na cara que meus interesses por lá eram outros. E na semana seguinte começaria então a ser voluntária no hospital.
Questionei minha mãe qual seria a forma mais delicada de tocar nesse assunto de obtenção de certificado, afinal eu não queria causar a impressão errada. Eu estaria lá pra ajudar porque tenho um coração bondoso e não porque estou atrás de horas complementares, ou pelo menos era o que eu queria que parecesse. Minha mãe achou que eu NÃO deveria aparecer lá na segunda e trabalhar antes de ter CERTEZA que conseguiria o certificado. Mas eu não tive coragem pra ligar lá e fazer a pergunta que não queria calar e acabar com todo o meu disfarce. Ao invés disso, pensei em perguntar, assim como quem não quer nada, na segunda durante o “hospitour” que eu faria com a coordenadora.
Na segunda, fui lá cheia de boas intenções (ou nem tanto assim), fiz o tour pelo hospital, tomei DUAS vacinas (que ficaram latejando pra caralho depois), acompanhei um outro voluntário que levava pacientes do leito até a sala de exames para ir conhecendo melhor o lugar, ajudei a coordenadora com seus problemas no maldito Excel e então no final da tarde, achei que era a hora e disparei para ela: “Então... Estou pra me formar no meu curso e andei conversando com a minha coordenadora e ela comentou comigo que trabalho voluntário e afins contam como horas complementares. Queria saber se trabalhando aqui com vocês, consigo certificado e tal porque vai me ajudar nesse negócio de atividades complementares”.
Ela gentilmente me respondeu que o protocolo do hospital não permitia a emissão de certificados porque eles queriam evitar gente mal intencionada, pessoas que tinham segundas intenções e que na realidade, não queriam ajudar somente ao hospital. E eu querendo me enterrar viva, respondi completamente ruborizada: “É, verdade. Tá certo mesmo. Tá cheio de gente assim por aí. Imagina!”
Nem preciso dizer que no dia seguinte não fui ao hospital, não é? Nem no outro dia. Mas resolvi ligar pra dar satisfações porque a coordenadora era uma pessoa extremamente amável e fiquei com a consciência pesada de deixá-la na mão e me sentindo no dever de me explicar. Respirei fundo e liguei. Bati a real pra ela. Coisa que eu deveria ter feito desde o princípio, por sinal.
Eu sei, eu sei. Eu sou uma pessoa terrível e minha passagem de ida pro inferno já está garantida (e não só por causa disso). E eu deveria ter ouvido a minha mãe. Droga! Mas dos males, o menor... Aprendi a lição: Essa história de mentir pra se enturmar não leva a lugar nenhum. Hê. Fica a dica!

Wednesday, April 15, 2009

De boas intenções o inferno está cheio - Parte I

Essa que vos escreve resolveu fazer trabalho voluntário. "Oh, que atitude nobre" deve estar pensando você, caro leitor. Nobre nada e eu explico a razão disso.
No curso de Publicidade e Propaganda é necessário que se tenha 108 horas complementares para que se ganhe o canudo e a bonitona aqui não fez porra nenhuma em 3 anos de curso. Não assisti a palestras, não fiz cursos e muito menos estágio. Resumo da ópera: Tenho ZERO horas complementares. Yay!
Tomada pelo desespero, fui então falar com a coordenadora do curso pra descobrir como sanar o problema e nisso descobri que trabalho voluntário e coisas do gênero contam como atividades complementares. Estágio também conta, óbvio, mas como o mar não está pra peixe resolvi ficar com a primeira opção mesmo.
E se você pensa que é só sair por aí querendo ajudar ao próximo, está redondamente enganado. Até palestra você precisa assistir pra ser voluntário. Após assistir a palestra aí sim você está apto a se inscrever em alguma ação e praticar o voluntariado.
Agora pense numa palestra que é ministrada aos sábados de manhã. Delícia, não? Nem saí na sexta-feira anterior à palestra, porque se saísse tenho certeza que chegaria semi-bêbada e acabada pra assistir a dita cuja. E pra falar bem a verdade a tal palestra não me acrescentou nada. Mas enfim, regras são regras. No final da palestra você ganha um cartãozinho que te “autoriza” a sair por aí fazendo o bem pelo mundo afora.
Oh céus, dai-me forças!

Saturday, April 11, 2009

Trago seu amor em 3 dias

- Pai, o que que você faz com aqueles amor-cachaça, do tipo que quando você larga e fica longe dá crise de abstinência?
- Não faz nada.
- Sei lá sabe, não suporto mais essa situação. Não tem solução.
- Bruna, se não tem solução, solucionado está.

Olha, tô pra conhecer cara mais prático e racional que meu pai viu. Agora se eu vou conseguir fazer nada a respeito disso já é outra história porque ao contrário dele, sempre acabo metendo os pés pelas mãos. Mas daqui pra frente meu pai será meu guru sentimental, porque aparentemente ele entende melhor disso do que eu. Ai ai...
Oh, Senhor, livrai-me das recaídas e desses joguinhos malignos. Amém.

Thursday, April 09, 2009

É de lágrima

“É filme de chorar” alertou a amiga e como meu domingo não estava lá aquelas coisas, preparei meus lencinhos e meu espírito e fui ver o tal filme.
Sei lá, às vezes nada melhor que um bom drama (no qual você não esteja envolvida de preferência) pra se debulhar em lágrimas e lavar a alma. Mas enfim... Sei que fui preparada psicologicamente para chorar que nem uma desgraçada e nada aconteceu. Nem uma lagriminha sequer. Agora não sei dizer se sou eu que estou estragada ou se me enganaram e o filme não era tão triste assim.
De qualquer forma vou tirar a prova real revendo “Meu Primeiro Amor” e “Moulin Rouge” só para ter certeza que meu coraçãozinho não virou pedra e eu ainda tenho sentimentos.

Monday, April 06, 2009

Knife going in

Faz quase um ano, mas eu ainda me lembro. Bom, é claro que me lembro. Quem esqueceria que tomou uma facada pelas costas? Ok. Quem sabe uma pessoa mais complacente já teria deixado pra lá. Mas eu não deixei. E quer saber por quê? Porque sangrou horrores. Doeu pra caralho. E não deve ter cicatrizado direito, porque ainda machuca. Aliás, vou te dizer... Não há Pronto Socorro que faça passar a maldita dor de ter sido apunhalada. Me diz: Como você pôde fazer isso comigo? Me esfaquear pelas costas? Pelas costas! Filha de uma puta! Ainda te odeio por isso e minha vontade era ter te esfaqueado antes e ter torcido a merda da faca só pra você sentir EXATAMENTE a dor que senti.

Thursday, March 19, 2009

I know I'll hold this pain in my heart forever

- Você sente minha falta?
- Sinto. E você, sente saudades?
- Todos os dias...

Sinto falta do que não foi.
Do que poderia ter sido.
E do que nunca vai ser...

Saturday, March 14, 2009

You can do better than me

Sempre fui ótima em dar pitaco na vida dos outros e bancar a psicóloga. Uma amiga até brincava comigo dizendo que eu deveria abrir um consultório onde os clientes poderiam fumar, beber e falar à vontade. Faria sucesso segundo ela.
O problema é que nunca fui boa em resolver meus próprios problemas. Claro, olhar a situação de fora é sempre mais fácil. Mas ah, quem me dera ter aproveitado pelo menos metade dos conselhos que distribuí por aí. Teria me poupado muito tempo e teria evitado taaaaaanta dor de cabeça. Mas não adianta. Sempre escolho o caminho mais difícil. Sempre dou murro em ponta de faca. Sempre deixo as coisas saírem fora do controle e chegarem numa situação insustentável. Teimosia da porra.
Mas olha, chega uma hora que cansa adiar decisões e ficar arranjando desculpas por escolher o caminho errado e ficar fazendo merda sempre. Fazer a escolha certa na hora certa é muito melhor e sair de um mar de lama de uma forma digna e madura vale muito a pena. Certamente que eu não fiz nada disso. Por isso outra coisa que é super válida é fazer o que eu digo, mas NUNCA, sob hipótese nenhuma, fazer o que eu faço. Há.

Wednesday, March 11, 2009

Desgraça pouca é bobagem

"Na verdade tenho medo do que possa acontecer ao longo do dia, tendo em vista que ele já começou péssimo." Eu e a minha boca grande. Claro que a minha manhã trash foi só um prenúncio da desgraceira que viria a seguir.
Fui almoçar e encher a pança acabou me acalmando. Falar mal da vizinhança pra minha mãe e para minha tia também ajudou a expurgar o ódio do meu coraçãozinho. Tomei banho e estava lá toda bonitona fazendo uma espécie de teste pra concorrer a uma vaga de estágio. Eram 24 perguntas e eu devia estar na 21ª quando o PC simplesmente desligou do nada. Quase nem fiquei puta. Mas como já estava na hora de sair porque eu tinha dentista, acabei largando os béts de responder as perguntas, o que me deixou meio incomodada, porque detesto deixar coisas inacabadas (sim, eu sou uma mala sem alça).
Quando botei o pé pra fora de casa chovia torrencialmente, mas resolvi encarar. Que mal podia fazer uma chuvinha? É só água pensei comigo mesma. Ledo engano. As 5 quadras que percorri pra chegar no tubo do ônibus foram as mais longas da minha vida. E eu não cheguei no tubo molhada. Cheguei ensopada. Juro que até minha calcinha estava molhada, mas já que tinha conseguido chegar lá não ia me entregar tão fácil assim. E olha que passou pela minha cabeça inúmeras vezes abortar o dentista e deixá-lo pra um dia menos tempestuoso. Mas como sou teimosa pra caralho não desisti.
Eis que me dei conta que tinha esquecido no bolso da minha camisa (que troquei minutos antes de sair de casa) duas coisas sem as quais eu não poderia sair: O endereço do dentista e uma listinha de compras pra minha mãe. E toca eu voltar pra casa. E levando em conta que eu já estava fudida e atrasada mesmo, resolvi me trocar e coloquei um traje que julguei ser o mais adequado para se sair num dia de chuva: bermuda e chinelo. Além disso, peguei um guarda-chuva maior pra me proteger. Óbvio que quando saí de casa novamente a chuva tinha cessado e até ameaçava sair um solzinho. Nesse momento o desespero tomou conta e as 5 quadras seguintes foram uma luta interna pra não cair em prantos no meio da rua. Eu simplesmente não conseguia me acreditar em como podia rolar tanta merda num espaço tão curto de tempo.
No momento que achei que tinha me recomposto avistei de dentro do ônibus, passando com seu carro toda bela e formosa “aquela-que-não-deve-ser-nomeada”. Fiquei mal sim e nem vou tentar dar uma de superior. Porra! Podia ter aparecido em qualquer outro dia. Num dia que eu estivesse menos injuriada, de preferência. Mas nãããããão. Tinha que aparecer no dia que eu estava um caco. Me segurando pra não ter um ataque, correr pra casa e nunca mais sair de lá (ou pelo menos até o horário da aula).
Desci do ônibus louca pra fumar um cigarro, mas nem isso eu podia porque ia fazer limpeza nos dentes e não podia chegar com um bafão de cigarro no dentista. Que foi o único lugar onde alguma coisa finalmente deu certo, diga-se de passagem. Rápido e indolor. Ufa! Chegando na faculdade meus colegas estranharam o traje veranesco e até comentaram que não me imaginavam usando chinelos. Mas é óbvio que eu uso chinelo, gente. Ou vocês acham que eu ando de galocha em casa? Se bem que depois de hoje, comprar um par de galochas me pareceu uma idéia bem interessante. Mas enfim...
Cheguei viva em casa e isso me deixa até meio admirada porque com o andar da carruagem eu não ficaria surpresa se tivesse sido atropelada ou uma árvore tivesse caído na minha cabeça. Mas diante de todos esses infortúnios uma coisa eu confirmo: Se você acha que está ruim, cuidado porque pode piorar e muito! Portanto, evite perguntas do tipo: “Oh, céus! Que mais falta me acontecer hoje?” Porque realmente podem acontecer coisas ainda mais catastróficas.

P.S. Meu único consolo é que amanhã não preciso ir pra aula. Quem sabe se eu não tirar o nariz pra fora de casa não aconteça nada de errado...

Respire fundo e conte até um milhão

Pense numa pessoa pestiada, com todos aqueles sintomas desagradáveis: tosse seca, mal-estar, dor muscular, dor de cabeça, garganta irritada, espirros. Pense numa pessoa que não fumou um cigarrinho o dia todo porque a coisa estava realmente feia. Pense que essa pessoa se entupiu de remédios, mas mesmo assim não estava conseguindo dormir. O nariz entupido, dificultando a respiração e a possível febre não deixavam. Pense que essa pessoa só conseguiu pegar no sono depois das 4 da manhã. Pense que às 8 ela foi acordada com o maravilhoso e estridente som de um cortador de grama bem embaixo da sua janela. Pense no vizinho que também não devia estar muito feliz com o maldito barulho do cortador de grama e ligou música sertaneja no último e começou a cantar junto bem alto. Agora pense no tamanho da irritação dessa pobre criatura enferma e na vontade de esfaquear essas duas adoráveis pessoas barulhentas.
Ok. A vida em comunidade tem seus percalços e nem tudo são flores coloridas no jardim florido dos Smurfs. Eu entendo. E ao invés de começar uma série de assassinatos, liguei System of a Down no último (já estava um barulho dos infernos mesmo e a dor de cabeça era a coisa menos incômoda naquele momento) e vim despejar minhas frustrações aqui. Na verdade tenho medo do que possa acontecer ao longo do dia, tendo em vista que ele já começou péssimo. Mas como meu novo lema de vida é buscar a paz espiritual, juro que vou tentar apaziguar qualquer situação trash que se coloque diante do meu caminho. Prometo.

P.S. Juro que não entendo essas pessoas que se mantêm tão calmas e serenas frente às situações importunas do dia-a-dia. Queria saber o segredo delas...

Thursday, March 05, 2009

Ela

E ela tá lá quando eu acordo de mau humor. Toma banho comigo sem o menor pudor. Me faz companhia na fila na hora de pagar as contas e nem reclama. Passeia pelo shopping e toma suco comigo. Almoça junto e até fuma um cigarrinho comigo depois da refeição pra ajudar na digestão. Não me larga nem na hora de ir ao banheiro. Ela participa das compras no supermercado e ainda fica vendo TV comigo pra passar o tempo. Não me dá trégua nem quando estou no telefone. Passa horas no MSN comigo feliz da vida. Faz palavras-cruzadas e escuta música junto. Me acompanha quando eu vou buscar pão e até fica pro café. Não me libera pra ir sozinha nem na farmácia. Não me abandona nem na hora de me trocar pra ir pra faculdade. Pois é, até aula ela assiste comigo, acredita? E depois, é claro que ela vai junto pro bar sem fazer muita cerimônia. Não me deixa sozinha nem na hora de pegar o ônibus. Não me deixa em paz nem na hora de dormir. Enxaqueca, filha de uma puta.

Thursday, February 26, 2009

Don't let the door hit your ass on the way out

Depois de passar vários meses fazendo experiências bizarras com suas emoções, é preciso fechar a porta do laboratório porque chega uma hora que cansa sempre estar errada. Cansa chorar. Cansa brigar. Cansa lutar por causa perdida. Cansa receber menos do que todo mundo parece ter, menos do aquilo que se deseja. Cansa encher a cara pra afogar as mágoas. Cansa sentir-se um lixo. Cansa ter de ficar mordendo a língua pra não dizer certas coisas. Cansa te ter sempre pela metade. Cansa perder tempo e ficar andando em círculos. Cansa fingir que não me importo, quando na verdade eu quero me importar. Cansa o mesmo tipo de sofrimento repetido infinitamente. Sei lá, cansa... E "eu quero paz. Quero dançar com outro par pra variar, amor".

Sunday, January 18, 2009

You better watch out what you wish for

Querido blog, desculpe-me pela ausência dos últimos dias. Andei muito ocupada. Tá, mentira nem andei ocupada porra nenhuma. Na verdade estava com preguiça de escrever. Mas várias coisas aconteceram. Algumas boas, outras nem tanto. Mas o importante é que estou aqui, estoicamente viva.
O quadro geral da situação pode ser resumido em: Vários hematomas (que sabe-se lá da onde surgiram, então não me pergunte), vários dilemas e algumas questões existenciais (pra variar). Aliás, às vezes fico impressionada com o fato de eu pensar tanto e nunca chegar a nenhuma conclusão. E é engraçado como antes do meu aniversário sempre rola vários acontecimentos trash. Sinceramente não sei se acredito em inferno astral, mas como a culpa é minha, eu boto ela em quem eu bem entender e eu resolvi colocá-la no dito cujo. Que por sinal, já começou adiantado, mas nem vou entrar nos méritos...
Eu honestamente espero que meu querido amigo esteja certo e que toda a desgraça já tenha rolado na 1ª semana de inferno astral, porque fico imaginando o que pode acontecer na 4ª se as coisas continuarem assim. “Cuidado com o que você deseja”, certo? Pois é! Não queria emoção na sua vida? Então tá aí dona Bruna. Divirta-se!

Friday, January 02, 2009

Amor bandido - 2008

Chegou ao final a temporada 2008 do seu reality show/novela mexicana favorito “Amor bandido”, que ao contrário da fantástica e intensa temporada passada, deixou muito a desejar. Salvo por duas exceções: A trilha sonora, que foi o ponto alto do programa, sem dúvidas, e o figurino que melhorou absurdamente.
Com relação à trama nada de muito interessante aconteceu. Tédio é a palavra que melhor descreve o show nesse ano de 2008, que apesar de ter começado muito bem com episódios extremamente tensos e dramáticos gravados nas locações em Santa Catarina e Minas Gerais, não conseguiu manter a audiência. Novos personagens apareceram no enredo e novas intrigas surgiram, mas nada que emocionasse o público. O elenco da temporada anterior fez participação especial em alguns episódios recheados de nostalgia e saudosismo e como era de se esperar, os episódios mais interessantes aconteceram no James, escolhido como uma das locações do show. Muito álcool, rock’n’roll e falcatruagem, como sempre, porém nada que já não tenha sido visto antes.
A mocinha, como de costume se envolveu em inúmeras barcas furadas e acordou de ressaca moral em grande parte dos episódios, mas nem isso conseguiu cativar os telespectadores, que esperavam por mais cenas de sexo, caos, discórdia e choradeira, e não por tanta monotonia e introspecção. Em entrevista exclusiva, um dos roteiristas da série questionado sobre a queda de audiência do show, afirmou que acredita que isso se deve ao fato de ter sido uma temporada de transições. “A protagonista vive um momento de mudanças. Seus amigos não são mais os mesmos e a forma como ela encara o mundo também é diferente agora. É claro que o público vai sentir falta de alguns personagens que deram colorido ao programa, mas mudanças não são necessariamente ruins. Ela está crescendo e aprendendo a duras penas que as coisas boas não duram muito.” Sobre os romances vividos pela heroína no programa é melhor nem comentar muito. Nenhum deles passou de três semanas. “Ela se fodeu e comeu o pão que o diabo amassou, então é natural que não confie em ninguém nem consiga mais se entregar tão facilmente a um novo amor. Mas nem tudo está perdido” afirma o roteirista.
A season finale do programa, que foi gravada no litoral, foi ao ar dia 31 e contou com a participação especial da melhor amiga da protagonista, que não dava as caras no show há um bom tempo, além é claro, de muita vodka e fiascos. Definitivamente foi um dos episódios mais engraçados e bizarros de todo o ano, garantindo a continuidade da série. Portanto, fique atento para mais notícias e não perca a temporada 2009 de “Amor bandido”, o único reality show/novela mexicana sem final feliz e transmitido 24 horas por dia.

Wednesday, November 19, 2008

Suja a roupa, mas lava a alma

Na minha humilde opinião não existe nada mais revigorante pra um relacionamento do que lavar roupa suja. Você tá lá no MSN, no shopping, no mercado, na fazenda, voltando da balada e de repente é possuída por alguma entidade demoníaca e quando você menos espera, começa a despejar tudo que guarda de mágoa dentro desse coraçãozinho.
Pode acontecer com qualquer um. Afinal ninguém tem paciência de Jó pra ficar passando a mão na cabeça e aturando esses/as salafrários que andam soltos/as por aí (e que a gente cai na besteira de se envolver). Às vezes a gente perde a compostura mesmo. E roupa suja bem lavada é aquela que começa a ser lavada nos primórdios do relacionamento e esmiúça detalhes, situações e histórias que pra todos os efeitos o casal achou que já tinha superado. Errado. Superaram nada. Vamos e convenhamos. Alguém sempre tem que ceder um pouco mais que o outro num relacionamento, e esse idiota no caso, vai ter muito mais ressentimento que o outro se alguma coisa der errado.
Lavar roupa suja geralmente acaba mal. Choro, baixaria, gritaria e às vezes até porrada (nunca aconteceu comigo, mas que tem gente que merece uns petelecos, ah merece). Sei lá, tem pessoas que ficam guardando ressentimento por aí. Acho errado e sou contra. Joga na cara mesmo. Roda a baiana e chuta o pau da barraca. Com o máximo de classe que você puder fazer isso, óbvio. Faz bem, juro.

Wednesday, October 22, 2008

Acumulando pontos

C – Vamos sair hoje?
B – Ah, nem rola. Preciso acordar cedo amanhã.
C – Por quê?
B – Tô fazendo Projeto Comunitário, aí tenho que levantar 6:30. Daí se eu sair não agüento levantar nesse horário.
C – Mas por que tão cedo?
B – Tinha a opção de fazer à tarde. Mas sei lá, eu me odeio e quero pagar meus pecados acordando de madrugada.
C – Ahn?!

É. Talvez eu seja meio esquisita mesmo, mas quem sabe fazendo a coisa que eu mais odeio no mundo, que é acordar cedo, eu acumulo uns pontinhos positivos de carma. Tô precisando...

Sunday, October 19, 2008

A milenar arte de deixar tudo pra última hora

Certa vez, diante de inúmeras reclamações por causa da falta de tempo devido ao trabalho e faculdade dessa que vos escreve, uma amiga fez uma constatação interessante sobre o caso. Segundo ela: “Quando você trabalha tem muito mais tempo do que quando não faz nada”. E é fato, por mais bizarro que possa parecer.
Pra falar bem a verdade eu nunca tinha parado para analisar a questão, mas em função de alguns acontecimentos das últimas semanas ela passou a fazer total sentido. O que acontece é que eu adquiri o péssimo hábito de deixar tudo pra última hora. Sei lá, eu andava meio estressada com a minha vida acadêmica e fui chorar as pitangas para outra amiga que me aconselhou a fazer igual ela e só se preocupar um dia antes. Como eu adoro incorporar novidades no meu cotidiano, resolvi testar a técnica pra ver se funcionava e o que eu descobri é que eu sou ótima nisso. Se bem que entre fazer QUALQUER coisa e estudar, qualquer um em sã consciência opta por não estudar. Mas enfim...
O método tem lá seus méritos e apesar de eu ser péssima em administrar meu tempo ocioso e ter tudo pra conseguir sucesso empregando essa técnica, acho que ela não funciona pra mim. Não adianta. Sou muito chata e sistemática. Gosto de rigor nas minhas atividades. Mas foi bom enquanto durou (ou nem tanto assim porque no fim das contas eu acabei exaurida do mesmo jeito).
Cheguei a conclusão de que já que em algum momento eu vou ter de me preocupar, é melhor que não seja em cima da hora porque por mais emocionante que seja essa coisa de deixar tudo pra última hora (afinal é sempre uma caixinha de surpresas e você nunca sabe se vai dar certo e o Murphy está sempre lá pra garantir que não dê) é muita emoção pro meu coraçãozinho e ele já suportou emoções demais nos últimos tempos.

P. S. 01 Se eu dormisse menos, talvez meu tempo rendesse mais. Mas ah, eu gosto tanto de dormir. Então isso eu não vou parar de fazer.
P. S. 02 Eu tenho um trabalho pra amanhã e ao invés de fazê-lo hoje eu fiquei me enrolando o dia todo fazendo coisas inúteis: Joguei GTA, vi o jogo do Palmeiras, participei de discussões em família sobre o caso de seqüestro em São Paulo, cheguei ao cúmulo de ver um pouco de Faustão, tomei um banho mega demorado, vi dois episódios de South of Nowhere e ainda arranjei tempo de escrever este texto. Mas juro que isso não vai acontecer de novo e essa será a última vez que deixo tudo pra última hora. Hê!

Tuesday, October 07, 2008

What’s that coming over the hill? Is it a monster?

O diálogo que se segue aconteceu no MSN há alguns dias atrás e os nomes das pessoas envolvidas foram trocados para preservar a identidade destas. Tá, mentira nem vou trocar o nome de ninguém. Só vou botar a inicial das participantes e foda-se.

B – Eu meio que cheguei a conclusão que preciso namorar pra sair dessa vida bandida e tal
Z – Eu teria medinho de namorar com você
B – Teria? Por que? Medo de eu te trair?
Z – Porque você é meio impulsiva. Não é muito estável. De trair, de brigar, de surtar...

Bom, lendo isso até eu teria medo de me namorar. Mas tudo bem. Já meio que larguei os béts de procurar a tampa da minha privada (é, porque esse negócio de tampa da panela e metade da laranja não tá com nada) e estou começando a me acostumar com idéia de que serei uma daquelas tiazonas que nunca casaram e que moram com 18 gatos. Tá, eu não vou morar com gatos porque eu os detesto. Mas quem sabe uns cachorrinhos, peixinhos, iguanas ou quem sabe um leão. É. Leão ué. Ah, vizinha da minha amiga tinha um leão em casa. Por que eu não posso ter também? Acho que se eu não vou casar no mínimo mereço ter um bicho legal em casa pra ocupar meu tempo né? Acho digno.

P.S. Ainda bem que amiga de verdade joga na tua cara que você é um monstro e nem faz muita cerimônia pra isso. Mas tudo bem. Nem vou ficar me fazendo de vítima porque sei que é tudo verdade. Infelizmente.

Sunday, October 05, 2008

Ela sempre comeu exageradamente. Nunca cantou bem. Sempre bebeu demais. Nunca soube dizer não para algumas pessoas. Sempre falou mais do que deveria. Nunca usou meias que combinassem com suas roupas. Sempre foi grossa. Nunca gostou de abobrinha nem de ervilhas. Sempre achou “sensação” o melhor de todos os chocolates. Nunca quis aprender a cozinhar. Sempre teve um péssimo senso de direção. Nunca gostou de dar informações para estranhos. Sempre teve tesão com beijos no pescoço. Nunca gostou de se apresentar em público. Sempre odiou escrever a palavra "cabeleireiro". Sempre gostou de filmes “água-com-açúcar”. Sempre teve medo de insetos, especialmente de baratas. Nunca soube dançar direito. Sempre adorou lavar roupa suja (no sentido figurado). Nunca soube lavar roupa suja (no sentido literal). Sempre teve medo de palhaços por causa do filme “It”. Sempre foi muito auto-crítica. Nunca gostou da cor marrom. Sempre foi inconstante. Sempre adorou ver o circo pegar fogo. Nunca gostou de Ciências Exatas. Sempre foi organizada e perfeccionista. Sempre odiou tomar decisões. Nunca foi boa em puxar assunto com as pessoas. Sempre adorou covinhas. Nunca soube dar estrelinha. Sempre teve mania de falar sozinha e conversar com a TV. Sempre adorou jogar canastra. Nunca foi boa em guardar o nome das pessoas. Sempre foi desastrada. Sempre amou fanta uva. Sempre foi pontual. Nunca teve muita paciência com nada. Sempre foi friorenta. Sempre adorou a cor vermelha. Nunca gostou de crianças. Sempre foi cara-de-pau. Sempre errou as letras das músicas. Sempre foi metódica. Nunca gostou de usar vestido. Sempre quis aprender a tocar violão. Nunca gostou de suas pernas. Sempre adorou reclamar de tudo. Sempre foi péssima com despedidas. Nunca soube colocar pontos finais. Sempre preferiu as reticências...

Friday, September 19, 2008

Dona B. e seus problemas

Após uma maratona de compras no shopping num belo dia ensolarado e depois de tanto andar e suar (eca!) nada como chegar em casa, arrancar todas as roupas e ficar desfilando só em trajes íntimos. Na verdade de belo o dia não tinha nada, pois eu estava com uma dor de cabeça filha da puta, sem contar que estava um calor da porra. Mas eu mal sabia que o pior ainda estava por vir...
Sentei no sofá pra descansar e minha querida mamãezinha soltou a seguinte simpatia:
- Ih, olha só! Você tem varicoses nas pernas. Vai ser cheia de varizes igual tua vó! Hihihi
Sei lá o que ela tava achando tão divertido nisso, mas eu não achei nada engraçado. Ela até tentou melhorar a situação dizendo que não entendia como eu podia comer como uma porca e não engordar (é, definitivamente eu tenho a quem puxar esse meu lado sutil). Mas não adianta. Mesmo me elogiando (?) o estrago já estava feito. VARIZES! AAAAAAAAAAH!
Não consegui mais parar de pensar nas malditas depois disso. Ok. Eu sei que talvez seja meio cedo pra entrar em pânico, mas, mas, mas... e a tattoo que eu ia fazer na batata da perna como fica nessa história? Aparentemente vou ter que escolher outro lugar pra fazer já que daqui a alguns anos as varizes vão ter tomado conta das minhas pobres perninhas. AAAAAAAAAAH! Me desculpem, mas eu tô surtada. Preciso extravasar!
Porra... era só o que me faltava né? Esses dias encontrei um fio de cabelo branco na minha cabeça e já achei o fim da picada. Agora ISSO! O que mais falta me acontecer? Tá. Melhor evitar esse tipo de pergunta pra não atrair energias negativas. Ainda bem que pelo menos careca eu não vou ficar (eu acho)...

Tuesday, September 09, 2008

I say yes when I ought to say no

- Me leva na rodoviária?
- SIM (Pensando: Ai, hoje eu não tenho tempo pra isso porque já to atrasada pra fazer trabalho na faculdade)!

- Vamos cortar o cabelo comigo?
- SIM (Pensando: Hum, que programa de índio)!

- Mata aula e vai ao cinema comigo?
- SIM (Pensando: Hoje eu não deveria matar aula, já matei semana passada)!

- Dorme comigo essa noite?
- SIM (Pensando: Ah, que mal pode fazer? Eu já joguei meu amor-próprio no lixo faz tempo mesmo)!

- Promete que vai ligar e mandar mensagem?
- SIM (Pensando: Meu auto-controle diz pra não correr atrás nunca, mas foda-se ele)!

- Vamos ao banco comigo?
- SIM (Pensando: Puta merda, que saco. Só vou porque eu devo ter batido minha cabeça e realmente estar apaixonada por você)!

- Vem aqui pra casa ver um filme comigo?
- SIM (Pensando: Teoricamente eu deveria estudar pra prova de sociologia de amanhã, mas foda-se o Karl Marx e sei lá mais quem)!

- Vai até o inferno e dá um abraço no capeta por mim?
- SIM (Pensando: Dou um abraço, um beijo e ainda sento no colo dele por você)!

Depois eu ainda fico me questionando o porquê das coisas sempre darem errado pra mim. Tsc tsc. Queria aprender a dizer “não” de vez em quando. Acho que mal não faria... Pessoas solteiras ou sem vínculos afetivos são tão mais espertas. Tenho inveja delas e muito ódio de mim às vezes.

P.S. O título original do texto era “I’m a loser”, mas como isso está implícito em cada linha dele resolvi optar por um título menos loser.

Wednesday, September 03, 2008

V for Vendetta - Parte II

Eis que numa quarta-feira fria e cinza a professora de Criação pediu um trabalho relacionado ao filme “V de Vingança”. “Oba! Finalmente algum trabalho legal nessa bodega!” Pensei comigo mesma. Aliás, deve ser a 1ª vez que tive um trabalho pra fazer e nem amaldiçoei até a 13ª geração do/a professor/a. Mas também, pudera, quando pedem trabalhos relacionados a filmes ou livros, geralmente pedem pra você assistir/ler coisas chatíssimas e que te dão vontade de bater com a cabeça na parede ao invés de fazer o trabalho.
Ano passado, por exemplo, a professora pediu pra assistir “À procura da felicidade.” Lembro que tive que ver duas vezes seguidas a desgraça do filme para poder analisar todos os planos e câmeras dele para poder fazer o maldito trabalho. Ok. Confesso que peguei ódio do filme por causa do trabalho chato. Mas ah, convenhamos, o filme não é lá grande coisa não. Super manjado. Eu também estou procurando a felicidade faz tempo, mas não sei onde a bandida se enfiou.
Mas voltando ao V... Só sei que vi o filme pela 5ª ou 6ª vez (sei lá, já perdi as contas), chorei que nem uma desgraçada no final (de novo), fiz o trabalho e fui dormir feliz da vida (de novo).
Aiai... Bem que no próximo trabalho podiam pedir para nós vermos Vanilla Sky ou Cidade dos sonhos. Juro que nem ia reclamar!

P.S. 1 Definitivamente eu deixo a desejar no quesito “talentos artísticos” já que o cartaz que eu tive que fazer pro filme ficou uó. Parece que foi minha irmãzinha de três anos que fez, então nem vou entrar nesses méritos...
P.S. 2 Eu sei que a maioria dos fãs da HQ de “V de Vingança” detesta essa adaptação cinematográfica da obra de Alan Moore, mas o filme, apesar de ter várias alterações com relação ao roteiro original e ter aquela pitada hollywodiana continua sendo ótimo porque é corajoso, consegue se afastar do lugar comum e também consegui ir bem além da diversão desprovida de inteligência a qual estamos acostumados (na minha humilde opinião, é claro). Com relação aos quadrinhos, a leitura é mais do que recomendada. Muito foda!

Monday, September 01, 2008

V for Vendetta - Parte I

Lembro-me bem da primeira vez que vi “V de Vingança”. Foi num sábado a noite frio e solitário. A amiga recomendou: “Assista porque é foda!” Nem botei muita fé, porque a referida camarada tem um gosto, digamos, duvidoso para filmes. Mas como eu já mencionei era sábado, a ressaca moral da noite anterior era grande e não tinha nada melhor pra fazer mesmo.
Surpreendentemente achei o filme fantástico, tão fantástico que até esqueci dos problemas que afligiam minha existência naquela noite em questão. Ao final do filme senti despertar em mim um espírito revolucionário que nem eu sabia que existia aqui dentro. Meus problemas pareceram, então, insignificantes diante de tanta merda que tava acontecendo no mundo e eu nunca tinha parado pra pensar direito. O fato é que fui dormir feliz da vida (não sei explicar exatamente porque) e acalentando no peito uma vontade de mudar o mundo e fazer a diferença.
Ok. Ok. No dia seguinte eu já tinha esquecido essa ladainha de mudar o mundo e me resignei a minha vidinha medíocre e sem maiores pretensões. Então, alguns meses se passaram. Não sei quantos exatamente porque eu sou péssima em me localizar no tempo/espaço.
(...)

Wednesday, August 13, 2008

Ócio nada criativo

Ano passado fui convidada para trabalhar na inauguração de um bar e quando fui chamar uma amiga para ir ao tal bar, ela me respondeu incrédula: “O queeeee? Você trabalhando? Não!” E eu só não fiquei braba com o comentário, pois admito que tenho uma certa alergia a trabalho. E não, meu trabalho não era dançar no balcão do bar como ela achou que eu ia fazer. Aliás, naquela noite descobri que só sirvo para freqüentar bares e não trabalhar neles. Tanto é que depois dessa noite fiquei um bom tempo sem fazer porra nenhuma da vida. Mas enfim...
Pra quem não sabe, essa que vos escreve esteve trabalhando durante os últimos três meses. Pois é. Trabalhando. E confesso que foi difícil me acostumar a ter uma rotina toda programada. Por sinal, rotina é uma palavra que me dá um embrulho no estômago, mas não adianta, às vezes não tem como escapar da dita cuja. E não vou negar que quase todo dia quando o despertador tocava e a Blondie começava a cantar “One way or another” eu queria chorar e pensava: “Ah, hoje eu não vou trabalhar!” Mas o meu maldito senso de responsabilidade sempre levava a melhor e conseguia me arrancar da cama e me fazer sair de casa pra salvar o mundo.
Mas apesar da preguiça constante e dos altos e baixos esses três meses passaram rápido e eu me encontro estoicamente viva. Viva e entediada. Pois é. Ontem foi meu primeiro dia em casa e depois de acordar 13h32min totalmente desnorteada e achando que estava completamente atrasada para trabalhar, respirei fundo e um pouco depois já senti o tédio se aproximando como quem não quer nada e comecei a me sentir invadida por uma leve angústia.
Vai entender né? Quando está em casa, reclama que queria estar trabalhando e quando está trabalhando, até pagaria pra ficar em casa. Ô guria insatisfeita da porra!

P.S. Reza a lenda que o trabalho enobrece o homem. Mas eu não estou me sentindo muito nobre no momento. Será que tem alguma coisa errada comigo? E a propósito, alguém não teria trabalho pra me oferecer?

Saturday, August 09, 2008

Nós amamos o Google

Quando a sua melhor amiga te pede ajuda desesperadamente pra lavar roupa suja é claro que você não vai dizer não e recusar tal programa de índio. E assim começa a saga das donas de casa desesperadas.
Em menos de 24 horas, três consultas ao Google, começando por: “Como lavar roupas”. Pois é, depois que você volta de viagem as roupas não se lavam sozinhas. E talvez fosse mais fácil ligar pra algum parente perguntando como executar tal procedimento, mas você não quer dar o braço a torcer que você é uma inútil e não entende nada de afazeres domésticos. Tal tarefa a primeira vista parece simples, mas na verdade não é bem assim. Eis que surge a idéia de acessar o Google pra auxiliar nessa jornada.
Não que ele tenha acrescentado alguma informação que nós já não sabíamos, do tipo: não misturar roupas brancas com coloridas e blá blá blá, mas depois de consultá-lo nos sentimos muito mais seguras na hora de entrar em ação. E devo ressaltar que ainda contávamos com a participação especial da centrifuga, que a minha estimada companheira de lavanderia nunca tinha ouvido falar. Isso na verdade me deu um alento, pois afinal existia alguém que sabia menos do que eu a respeito de roupas sujas e afins. Eu já conhecia a tal da centrifuga da minha infância porque minha avó costumava usá-la, mas devo confessar que não me lembrava que ela era tão assustadora e tremia tanto. Mas no final deu tudo certo e as roupas ficaram limpas e saíram quase secas da centrifuga. Ponto pra nós. Yeah!
Segunda consulta: “Como fazer strogonoff”. Bom, depois de lavar roupa suja é claro que nós teríamos que nos aventurar na cozinha e nessa parte da casa, devo admitir que sou um total desastre. Depois de experiências catastróficas com bolos de cenoura decidi me aposentar desse tipo de atividade, então coube a minha pessoa apenas a parte da degustação nesse fatídico dia. O strogonoff ficou ótimo, diga-se de passagem. Já não digo o mesmo do arroz. Mas como eu só ajudei na hora de comer, vou poupar comentários sobre ele.
E por fim a última consulta do dia: “Como limpar a piscina”. Sim, ela estava imunda e não, ela também não se limpa sozinha. Tá, na verdade ela se limpa sozinha sim, mas você precisa saber quais botões apertar. Mas enfim... Pra encurtar a história deu tudo certo no final e todo mundo da casa ficou satisfeito com os progressos alcançados nesse dia. Acho que já dá quase pra nós irmos morar sozinhas. E tudo isso não seria possível sem o auxílio do maravilhoso Google, que nunca nos deixa na mão (tá, às vezes deixa sim, mas não vem ao caso). Então um viva pro Google. Viva! Uhuuul!

Friday, July 11, 2008

Preguiça de amar

Depois que você bate a cabeça, fica desorientada e perde o juízo, dignidade, amor-próprio e bom senso (trocando em miúdos, se apaixona por alguém) e supera isso, dá tanta, mas tanta preguiça de começar tudo de novo.
Sejamos francos. Você achou que ia passar um bom tempo do lado daquela pessoa e de repente: Puf! Acabou! Demora um tempo pra acostumar com a idéia de que vocês não vão mais juntar os trapinhos e viver felizes para sempre. E quando você começa a acostumar você lembra: Ah tá, vou conhecer outra pessoa, saber de cada detalhe da vida dela e ela da minha, aprender a conviver com todos os defeitos dela, levá-la pra conhecer minha mãe e amar cada milímetro da existência daquele ser pra depois levar um chute na bunda ou levar um par de chifres e ficar num estado deplorável de novo. Pra quê? E aqui desculpe minha descrença nos seres humanos e no amor eterno. Amor eterno o caralho. É por essas e outras que dá preguiça de amar.
Mas tudo bem. A gente nunca desiste e tenta dar uma chance pro amor de novo. Passa um tempinho (que varia de pessoa para pessoa) e você já se sente preparada psicologicamente pra dar uma chance pra outro romance e se envolver com alguém novamente, aí você conhece uma pessoa e pensa: “Agora eu vou ser feliz.” Há, ledo engano minha cara. Sei lá que macumba que jogaram em você, mas não adianta. Você nasceu pra se foder no amor e precisa aceitar isso. Mas dessa vez você faz algo que surpreende até você mesma. Consegue pular fora dessa armadilha filha da puta que te armaram. “Se de cara já deu tudo errado é melhor nem insistir muito mesmo” pensa você. Muito bem. Pelo menos alguma coisa você aprendeu.
E agora? Agora nada. Amar dá trabalho. E trabalho dá preguiça. E pra falar a verdade tá muito frio pra se incomodar com isso. Se o amor quiser me encontrar eu tô ali, embaixo do cobertor. Se não quiser tudo bem, eu ando com preguiça dele e de tudo mesmo.

Wednesday, July 02, 2008

Esfihas e reflexões sobre a vida

Ontem eu vi uma caixa de esfihas do Habib’s dando sopa em cima do balcão e pensei: “Hum, que vontade. Mas eu não vou comer isso não porque tenho certeza que vou passar mal depois”. Como minha força de vontade não é lá muito grande, dois minutos depois eu estava devorando as ditas esfihas e três horas depois estava pensando: “Malditas!” Pelo fato delas não pararem de ficar me mandando lembranças. Nada que um Eno não resolvesse, mas mesmo assim...
Fica claro com o exemplo que eu já imaginava que a história não ia ter um final feliz, mas como eu sou teimosa é claro que eu fui lá, toquei o foda-se e comi as esfihas. E não é a primeira vez que isso me acontece (e não, eu não estou falando de esfihas). Na verdade a gente sabe o que é errado e o que pode não fazer bem, mas a gente não tá nem aí e não pensa nas conseqüências e depois fica se lamentando. Sempre temos uma escolha num determinado momento e a partir daí é por nossa conta e risco sempre. Então não adianta ficar choramingando depois, porque você teve um momento de decisão e se você escolheu o caminho errado, o problema é exclusivamente seu. Se um Eno não puder resolver teu problema, meu bem, azar o seu. Ninguém mandou ser idiota e comer as malditas esfihas. E sim, estou me referindo as esfihas metafóricas da vida, que costumam incomodar bem mais do que uma simples azia...

Friday, June 06, 2008

It's way too late to be this locked inside ourselves

Há algum tempo atrás eu estava no banheiro da faculdade e minha amiga começou a cantarolar uma música do Jota Quest. Imediatamente eu disse: Credo, pára de cantar isso. E ela respondeu que aquela música era a música dela com o namorado.
Claro que eu achei uó e pensei que a trilha sonora do meu romance era bem melhor que a dela porque tinha The Subways, Arcade Fire, She Wants Revenge, Interpol e etc. Mas ok. Gosto não se discute e nem vou entrar nesses méritos. O fato é que em minha opinião toda história de amor deve ter sua trilha sonora (por pior e mais melosa que ela seja). Porque é tão bom ouvir aquela música com aquela pessoa especial e poder acreditar que vai durar pra sempre (ou pelo menos até o final do mês). Que você vai poder escrever num tronquinho suas iniciais e a do seu amor (ai que bicha). Que vocês vão ficar juntos e enfrentar todos os obstáculos do mundo (ahaaam, claro). E que no dia do casamento de vocês, vão tocar aquelas músicas que embalaram seus momentos maravilhosos e você vão ficar emocionados e chorar. Tá, parei porque o texto já tá ficando meio brega.
Obviamente que depois que o relacionamento acaba e você ouve as benditas músicas você vai querer bater com a cabeça na parede e chorar até ficar desidratada. Por isso não é nada recomendável ouvir a trilha sonora do amor num pós-término. Mas depois que o tempo passa e fica tudo bem dá pra ouvir as musiquinhas numa buena. Sem ódio nem ressentimento (dependendo dos casos). E são tão legais esses momentos de nostalgia. Você chegar até a pensar: “Ah, deu tudo errado e eu me fudi, mas tudo bem. Pelo menos a gente tinha uma trilha sonora bem bacana”. Sei lá se isso serve de consolo, mas enfim...

Wednesday, May 07, 2008

Dirty little secrets

Às vezes as pessoas não tem nada melhor pra fazer e resolvem inventar jogos estranhos pra passar o tempo. E foi o que aconteceu nessa noite em questão quando resolvemos brincar de “conte algo pra pessoa ao lado que ela ainda não saiba”. Sei lá que raio de brincadeira foi essa, mas todo mundo resolveu participar mesmo já sabendo desde o começo que ia dar merda.
De inicio ninguém contou nada muito bombástico. Apenas revelações corriqueiras que não mudaram o curso da vida de ninguém. Mas essa que vos escreve guardava um terrível segredo há algum tempo já, tipo uns dois anos. E quanto mais passava o tempo, mais ficava difícil se livrar desse fardo. Mas naquela noite decidi que precisava me libertar disso e quando chegou minha vez de falar nessa fabulosa brincadeira fiz um pouco de mistério e comecei a despejar as informações: “Então, lembra aquela noite que fomos na all starz e quando voltamos pra casa ficamos presas pra fora porque tínhamos perdido as chaves e tivemos que ficar no Kharina fazendo hora até podermos entrar na sua casa? Pois é. A chave estava o tempo todo na minha bolsa, só que eu só fui encontrá-la dia seguinte quando procurei melhor. E depois disso eu fiquei com medo de te contar isso porque eu sabia que você ia ficar puta”. Quando eu terminei de contar a minha pequena omissãozinha juro me senti mais leve, apesar do olhar incrédulo das pessoas por eu não ter contado isso antes. Não era tão grande coisa assim, mas sabe como é né? Os dias vão passando e quando você pensa melhor no assunto resolve que é melhor deixar pra lá e não falar nada...
Valeu a pena contar? Valeu. Porque eu não sei por quanto tempo mais conseguiria manter isso comigo. Por outro lado a cara de “vou te matar” que fizeram pra mim não foi lá muito agradável. Mas esse é o preço da sinceridade gratuita, não? Claro que da próxima vez vou pensar duas vezes em compartilhar certas informações com as pessoas, porque às vezes elas são mais felizes sem saber de certas coisinhas.

Monday, May 05, 2008

Filósofos de boteco

Conversa vai, conversa vem. Assuntos de extrema relevância são discutidos no bar, como por exemplo o caso de Ronaldo e os travecos, o homossexualismo na Grécia antiga, o frio de Curitiba e por aí vai. Na volta pra casa começa uma discussão acalorada sobre relacionamentos e meu amigo pergunta: “Você espera encontrar alguém que preste na balada?” Eu respondo: “Não acho impossível”. Porque pra mim “prestar” é relativo. Depende da situação e do que você julga ser bom pra você naquele momento.
Aliás, eu vou além. Acho que dá pra encontrar pessoas que “prestam” em qualquer lugar. O problema é que às vezes eu tenho medo das pessoas porque eu penso: “Se eu sou um traste porque aquela pessoa vai ser melhor do que eu?”. É melhor ir esperando o pior mesmo, porque no máximo você vai dizer: É, eu já sabia que isso ia acontecer. Claro que pode acontecer da pessoa te surpreender positivamente, mas é bem mais raro. Mas o fato é que o que não presta sempre me despertou o interesse. E eu sei que isso também acontece com 77,13% das pessoas que eu conheço. Ok, a estatística é forjada mas era só pra dar um pouco mais de credibilidade pra história. Entretanto a linha de pensamento tem seu fundo de verdade. Acho que pessoas “certinhas” nunca fizeram o meu tipo e não sei se isso um dia mudará.
Como no momento eu não penso em me casar e constituir família o conceito de prestar pra mim não faz tanta diferença. Eu só quero alguém que preste pra conversar, ir ao cinema comigo, andar de mãozinha dada e dormir abraçada no frio. Não é pedir demais, é?

Saturday, May 03, 2008

Você deve chupar muitos limões porque você é muito amarga

- Vai lá pegar uma cerveja.
- Ah, não. Vai lá Bruna.
- NÃO. Ela pediu pra VOCÊ pegar a cerveja. Qual parte você não entendeu?
(...)

Pois é. Depois eu ainda reclamo quando me chamam de grossa...

Monday, April 14, 2008

Vacas magras, quase anoréxicas

Quando as únicas coisas que você consegue se preocupar num fim de semana são o fato de você precisar trabalhar na segunda, precisar estudar pra prova de Ciências Políticas, ter um seminário pra apresentar e precisar cortar o cabelo urgentemente, só pode significar uma coisa: Você encontrou a paz espiritual! Calma, eu explico...
É que normalmente fins de semana são dedicados a ficar pensando e remoendo todas as merdas que você fez/disse durante a semana. Também são dias onde você procura curar a ressaca moral, que vem acontecendo com freqüência, diga-se de passagem, e faz resoluções de vida pra que a semana seguinte não seja tão trash. Mas quando você aceita que as vacas andam magras e que você não possui uma vida amorosa, aceita que o mundo deu voltas bem estranhas e que você já não se sente mais em sintonia com as pessoas que antes se dava tão bem e aí você pára de ficar reclamando que tudo sempre dá errado, pára de ficar tentando inventar amores e fazer experiências bizarras com as suas emoções, tudo fica bem. Na verdade fica tudo maravilhosamente tedioso, mas e daí? Às vezes a gente cansa de um drama mesmo. E nada como ter outras coisas pra ocupar a cabeça. Faz bem! Eu recomendo...

Wednesday, March 26, 2008

Panic! at the market

Bom, essa história aconteceu com a amiga de uma amiga minha. Tá, agora que eu falei isso vai ficar mais que na cara que a história aconteceu comigo. Droga! Preciso aprender a mentir melhor. Mas enfim... Era domingo à noite. Eu e algumas pessoas estávamos tomando umas cervejinhas pra começar a semana bem, então chegou a hora de ir embora. Eu iria de carona com um amigo. Ok, na noite anterior nós tínhamos ultrapassado um pouco os limites da amizade e demos uns beijos, mas e daí? Amigo sincero beija na boca, certo?
Antes de nos retirarmos do recinto ele me perguntou: “Preciso passar no mercado antes de te deixar em casa. Tudo bem?” Eu respondi que sim. Não vi mal nenhum naquilo. Na hora de se despedir do resto do pessoal da mesa, perguntaram: “Mas por que estão indo tão cedo?” Nós respondemos que estávamos indo no mercado. E as pessoas malvadas da mesa retrucaram: “ONNN que bonitinhos! O casal vai fazer comprinhas!” PRONTO! Naquele momento algo que pra mim sempre foi tão do bem e tão inofensivo se tornou um pesadelo. Descobri que tinha uma certa fobia de ir ao mercado junto com alguém que eu estou ficando. Pode parecer estranho, mas pra mim soa como uma coisa tão séria, tão coisa de casal que tem um relacionamento sólido e estável. Algo que eu jamais estive perto de ter na minha vida e meio que evito também, porque eu não sou muito fã de relacionamentos. Mas isso não vem ao caso agora.
Ir com a mãe, o pai, amiga é uma coisa. Agora ir com alguém que você beija na boca e anda de mãozinha dada é outra. De qualquer maneira aquela ida ao mercado foi tranqüila. Não terminou em pedido de casamento nem nada assustador, mas me deixou traumatizada e desde então eu não fui a mesma no que diz respeito à mercados. Até que um belo dia resolvi enfrentar meus medos e acompanhar meu interesse amoroso nas compras. E olha que eu fujo de ir ao mercado como o diabo foge da cruz, porque além de me dar medo, eu acho esse tipo de programa uma chatice. Porém naquele dia surpreendentemente me vi cantarolando e sapateando no mercado. É, tipo feliz da vida mesmo.
Sei lá, quando você realmente gosta de alguém fazer compras, pagar contas, enfrentar filas e outras coisas chatas que gente grande faz se tornam divertidas. Tudo fica tão lindo e colorido que até o inferno parece um lugar agradável se você estiver na companhia dessa pessoa. Tá, nem tanto. O importante é que naquele dia eu descobri que o problema não era ir ao mercado em si, mas com quem você vai ao mercado. E felizmente acho que superei meu trauma de mercados. Sim, finalmente uma história com final feliz por aqui.

Friday, March 07, 2008

Cheers darlin'

Um brinde as más escolhas. Ao tempo perdido. As mentiras. Aos erros. As decepções. As expectativas. Aos problemas. As traições. As esperanças. As lágrimas. As omissões. À dor. À indiferença. Ao desespero. À melancolia. Ao ressentimento. À angústia. Ao vazio. Ao arrependimento. As desilusões. Ao sofrimento. À amargura. Ao rancor. À tristeza. À incerteza. À obsessão. Ao ódio e ao amor, claro.


Viva!

Monday, February 04, 2008

Lágrimas e chuva

Há alguns dias atrás estava passando de carro e vi uma moça chorando e comentei com a minha amiga: “Nossa, que trash. Chorando no meio da rua. Acho que nunca fiz isso!” Ram, mas que balela. Claro que eu já fiz isso. Não lembro como, onde, nem porque, mas certamente já fiz. Lágrimas fora de hora são assim mesmo, não pedem licença e já vão saindo. Não importa o lugar e a ocasião. Elas não fazem cerimônia.
Pode acontecer quando você está na faculdade, na farmácia, no mercado, no bar, na rodoviária. Ou às vezes você está lá sentada no ônibus (mas tem que ser sentada porque senão você vai ficar pensando que queria estar sentada mas não dá porque a porcaria do ônibus está cheio e que na real você precisa de um carro pra se locomover), olha pela janela e começa a pensar em tudo que está errado na sua vida e pronto: Quando você percebe elas já estão brotando em seus olhos. As benditas lágrimas. Aí você não sabe se dá vazão à emoção e se descabela de chorar ou se procura lencinhos na bolsa pra enxugá-las antes que todo mundo perceba que você não consegue disfarçar suas emoções. Mas quer saber? Foda-se o que os outros vão pensar, afinal é provável que você nunca mais veja aquelas pessoas na vida mesmo. Que diferença faz?
Sou a favor do direito de chorar em lugares públicos. Porque em casa sozinha não é a mesma coisa. Falta aquela adrenalina de ficar se escondendo dos outros pra ninguém perceber. Em casa você chora, grita, xinga, bate com a cabeça na parede, se descabela e não vai ter ninguém pra te olhar com uma cara desconfiada. Como se chorar fosse uma coisa realmente horrível. Se reprimir é que é terrível, isso sim. Chorar faz bem, como diria meu pai. Claro que não resolve porcaria nenhuma, mas e daí? É bom extravasar. Aliás, me admira que eu não encontre uma pessoa chorando a cada esquina porque vamos ser francos: O mundo não é um lugar tão feliz assim, longe disso.
Fiquei imaginando o que poderia ter acontecido de tão ruim com a moça do inicio da história. Eu devia ter saído do carro e ido abraçá-la, embora provavelmente ela ia achar que eu fugi de algum manicômio porque ninguém sai na rua abraçando desconhecidos. Mas não importa... Acho que ela estava precisando e da próxima vez que eu ver alguém numa situação parecida vou fazer isso.

Saturday, January 26, 2008

No surprises

Tem alguma coisa nova pra fazer? Não! É, deve ser por isso que prefiro ficar em casa numa sexta-feira à noite. Ler, ver filme, comer, escrever ou dormir é mais produtivo que apertar o rewind e depois assistir a mesma coisa de sempre. As mesmas pessoas, os mesmos assuntos, as mesmas músicas, as mesmas bebidas, os mesmos fiascos.
Que tal um novo romance? Ih, melhor não. Inventar um novo amor nunca dá certo mesmo. Depois de escrever uma tragédia de final de ano com um desfecho bizarro o roteirista do seriado resolveu tirar férias e se mandou pra alguma ilha tropical, já que o clima de Curitiba anda uma porcaria. Férias mais que merecidas, devo admitir. “Mas e o show, como fica?” Perguntam os telespectadores. O show fica um saco. A falta de emoção desse ínicio de temporada já começou a refletir na audiência, que anda dando traço.
Acho que preciso de um novo roteirista pra temporada 2008. Cansei do antigo. As histórias dele já não emocionam mais como antigamente. Também preciso de novos ares, novos personagens, nova locação, novo figurino, nova maquiagem...

Monday, January 21, 2008

Vira o disco, porra!

Quando você decide parar de sair contando tudo da sua vida por aí, você sente que evoluiu espiritualmente, se tornou uma pessoa mais sábia. Mas na verdade você só decidiu ficar quieta porque sabia que as pessoas iam meter o pau se soubessem o que você andava fazendo por aí nesses dias de ausência. Mas chega uma hora que não dá mais pra agüentar e você decide romper o silêncio. As pessoas precisam saber em que mar de lama você se meteu dessa vez. E você também precisa ouvir palavras de afeto e consolo dos seus amigos. Então você reclama. Reclama muito mesmo. No meio da rua, às 3 da manhã. E você não tá nem aí se tá fazendo um escândalo, gritando, esperneando e acordando as pessoas porque você precisa colocar tudo pra fora. Você passou do seu limite, aliás passou tanto do limite que já nem sabe mais onde ele costumava ficar. E convenhamos que escutar demais e falar de menos não combina com você.
Naquela noite você dorme aliviada, parecendo ter tirado um peso de seus ombros. Um peso que você mesma decidiu carregar e está ciente disso porque agora você virou uma adepta fervorosa do carma e sabe que tudo que aconteceu foi culpa sua mesmo. Tem malditas horas nas nossas vidas que a gente resolve se auto-punir. Uma espécie de pagamento de pecados com juros e correção monetária. E assim os dias vão passando, com você reclamando e seus amigos pacientemente ouvindo. Coitados. Mas esses amigos foram eleitos por você como pessoas que você pode contar tudo. Eles te amam e precisam te aturar. Mas até você cansa de você mesma uma hora. Então decide deixar essa história pra lá. Você finalmente vira o disco e resolve tocar ritmos menos perigosos. O travesseiro é seu melhor amigo nesses dias. E se tem uma coisa que realmente irrita são noites em claro por causa da bendita insônia. É um saco você ser privada de uma das coisas que mais gosta de fazer, não?
Eis que você percebe que atingiu a 3ª idade com 20 anos porque sua vida se baseia em comer, dormir e ver televisão. Em determinado momento você se pega assistindo Anaconda 2 (como se o primeiro já não tivesse sido ruim o suficiente). Para você isso tem alguma coisa de assustador. Será que você realmente chegou ao fundo do poço? Seria o principio do fim? Melhor nem pensar muito sobre esse assunto. Como dizem, “depois da tormenta vem a calmaria”. Sei lá, deve ser uma mistura de inferno astral, crise existencial, bloqueio criativo, bagunça mental e tédio. Ok. Você queria paz, tá reclamando do que agora? Da rotina enfadonha e do marasmo? Pois é meu bem, ter que virar o disco é um saco mesmo.

Saturday, January 19, 2008

Ano novo, vida velha

O que está acontecendo? O que nós estamos fazendo? Aonde tudo isso vai dar? Isso é certo? O que você realmente quis dizer com isso? O que eu sou pra você? O que deu errado? De quem é a culpa? Será que algum dia...? Meu Deus! Quanta pergunta desnecessária! Na verdade, acho que não preciso mais saber dessas respostas, então resolvi deixar pra lá. Sei lá, ultimamente o que eu mais tenho pensado é em não pensar. Tipo um exercício diário mesmo. O meu costume de ficar racionalizando e procurando sentido em todas as coisas não tava fazendo bem pra minha saúde mental, aí resolvi praticar essa nova técnica revolucionária, já que a última (a de arranjar problemas maiores que o anterior), não deu certo. Mas calma aí, deixa eu explicar direito. Eu não virei um ser alienado aos acontecimentos do mundo. Devo deixar bem claro que eu apenas evito com todas as minhas forças pensar no que pode me fazer mal se eu refletir demais sobre. Se ater a detalhes pode ser bem perigoso, afinal alguém bem esperto já disse: O diabo mora nos detalhes. Outro procedimento importante que incorporei no meu dia-a-dia é sempre esperar o pior dos outros porque expectativa só gera decepção no final das contas. Aí quando acontece, e geralmente acontece, eu apenas digo: Ah, já estava esperando por isso mesmo. O que evita aborrecimentos maiores. Claro que é imprescindível sempre manter o otimismo diante das circunstâncias. Se cair na rede é peixe e o que vier é lucro. Assim que funciona. E por fim e não menos importante, tomei a decisão de não tomar decisões. Não estou apta pra fazer escolhas no momento e a fuga me parece a melhor forma de adiar resoluções definitivas. Esse negócio de “nunca mais” me assusta, então prefiro não correr riscos e sair correndo mesmo. Pode dizer que tudo isso não passa de auto-enganação e que eu sou fraca e covarde. Foda-se! Porque como diria minha prima: O importante é ser feliz. E se eu estou feliz assim, o resto é resto! E tenho dito...

Saturday, November 03, 2007

Trastes S.A.

Certa noite na faculdade encontrei uma amiga que não via há tempos e ela me perguntou:
- E aí Bruna, continua enrolada?
Antes mesmo de pensar em alguma resposta, uma outra amiga que estava junto respondeu por mim:
- Ih, a Bruna conseguiu encontrar alguém mais falcatrua que ela!
Eu apenas ri e concordei, mas depois pensando mais a respeito do assunto cheguei a conclusão que as pessoas deveriam vir com etiquetinhas de alerta do tipo: “Olha, sou psicopata, ciumenta(o) e meio instável, cuidado!” Facilitaria tanto a vida e evitaria taaaantas decepções. Se bem que eu tenho medo do que poderia vir escrito na minha etiqueta. Hê. Então melhor deixar pra lá a idéia...

Friday, October 19, 2007

Nada demais

Eu adoro o horário de verão. Por que? Porque quando eu chego na faculdade ainda é dia. E daí? E daí que eu gosto e pronto, ué! Se não fosse pelo horário de verão eu não teria visto um arco-íris quando cheguei pra assistir aula na terça. Na verdade achei que fosse uma alucinação porque quando fui mostrá-lo pras pessoas ele já não estava mais lá. Mas o problema é que eu estava apontando pro lugar errado. Sei lá. Me deu uma certa alegria contemplar tal fenômeno da natureza. Por um breve momento esqueci que eu estava com preguiça de assistir aula e que meus pés estavam encharcados por causa da chuva que me pegou de surpresa. Eu odeio o clima de Curitiba. Nunca dá pra saber que roupa usar pra sair de casa. Porém uma coisa eu aprendi: Guarda-chuva é acessório indispensável. Mas continuando o tema “coisas que eu adoro” ontem eu estava no ponto de ônibus ouvindo música e pensando como eu adoro a comida da minha avó e como eu senti falta disso nesse mês que ela precisou se ausentar. Eu estava pensando nisso até que fui interrompida em meus devaneios por um menino surgido do além que disse: “Acabei de sair do médico. Tô com muita dor de cabeça”. Eu displicente respondi: “Que chato”. E ele: “Agora eu tô com mais ou menos dor de cabeça”. E eu pensei: “Tá, quem perguntou? Eu realmente não quero saber dos teus problemas mocinho, porque eu já tenho os meus pra me preocupar.” Mas pra não ser tão estúpida apenas respondi: “Acontece”. Pessoas são estranhas. O que ele queria que eu fizesse? Ficasse comovida com seu drama pessoal e fosse na farmácia comprar analgésicos pra ele? Ah tenha dó... Será que se eu reclamasse que meu all-star está com um rombo no calcanhar ele ficaria triste por mim? É, acho que não... Além de pessoas sem assunto, outra coisa que eu odeio são chaves e fechaduras. Ou melhor, elas me odeiam. Tenho uma dificuldade bem séria pra abrir portas e portões. De duas uma: Ou é macumba ou eu devo ser persona non grata em todos os lugares que tento entrar, incluindo minha casa. Meu sonho é um dia poder me reconciliar com as chaves e fechaduras do mundo e poder entrar livremente nos lugares sem encontrar empecilhos. Mas tá, chega de conversa fiada. Eu fiquei enrolando esse tempo todo só pra dizer uma coisa: Estou com saudades.

Monday, October 15, 2007

Sunday, bloody sunday

Eu odeio domingos. Sério mesmo. Com todas as forças do meu coração! Domingo geralmente não tem nada de interessante pra fazer e como não tem nada de interessante pra fazer você começa a pensar e se você pensa demais é óbvio que não vai resultar em algo bom. Aí bate aquela bad sinistra mesmo. Normal. Mas antes que isso aconteça você sai de casa. Sinuca no domingo sempre vai bem, certo? Teoricamente sim.
Tá tudo correndo bem até que entre um gole e outro de um vinho ruim pra burro você resolve abrir seu coração e conta suas últimas façanhas no mundo da falcatruagem. Óbvio que você é advertida pelo seu comportamento inconseqüente porque as amigas, aquelas de verdade mesmo, metem o pau em você sem dó nem piedade. Dói, mas críticas construtivas sempre são bem vindas. Posto que cheguei a uma conclusão: Se não quer realmente saber o que os outros pensam, não se atreva a perguntar se não estiver preparada psicologicamente pra ouvir a resposta. Mas enfim...
Naquele dia chegando em casa pensei: Finalmente acabou essa merda de dia! Pff... Doce ilusão. Quando deitei minha cabecinha no travesseiro esperando por lindos sonhos fui acometida por uma estranha sensação. Algo que já não se manifestava com essa intensidade no meu ser há algum tempo. Alguns costumam chamar isso de loucura. Eu chamo de amor. Então tive de fazer algo para acabar com essa agonia. Peguei meu caderninho e desatei a escrever. Depois de encher várias linhas com frases de efeito e apelar para alguns clichês, hipérboles e romantismo barato, finalmente consegui pegar no sono alimentando no peito um sentimento que segunda-feira seria o dia de fazer mudanças significativas na minha vida. Mas logo que acordei aquela idéia de transformação pessoal, tomada de decisões e todo esse blá blá blá foi pro lixo, junto com o monte de baboseira que escrevi durante a madrugada. Bem que meu horóscopo tinha dito pra eu não criar esperanças sobre alguma coisa. Que saco!
Engraçado que nesses momentos de arrependimento sempre me vem à cabeça a música “Look what happened” do Less Than Jake: “And I swear it's the last time and I swear it's my last try.” Eu já devo ter dito pra mim mesma que seria a última vez umas 73 vezes, mas acaba que eu sempre penso: Ah, só mais uma vez não vai fazer mal, e tá feita a merda (de novo). Mas tudo bem. Dessa vez não houve maiores problemas. Há males que vem pra bem. O que me fez chegar a minha 2ª conclusão: Não queira ter discussões sobre relacionamentos inexistentes. Porque quem procura acha. Acha problema. E é por essas e outras que odeio domingos. Se bem que as segundas não ficam muito atrás...

Sunday, September 23, 2007

Perdas e ganhos

Eu perdi as horas. Perdi meus fones de ouvido. Perdi o cadarço do meu tênis. Perdi o ônibus. Perdi minha camiseta favorita. Perdi o juízo. Perdi 11 reais. Perdi meu isqueiro. Perdi o sono. Perdi minhas chaves. Perdi a aula. Perdi a fome. Perdi meu anel. Perdi tempo. Perdi a rosca do meu alargador. Perdi a certeza. Perdi alguns amigos. Perdi o carregador do meu celular. Perdi o fio da meada. Perdi algumas apostas. Perdi a paciência. Perdi as esperanças. Perdi a vontade de estar triste. Perdi você. Me perdi também, mas foi pra te encontrar.

Eu ando perdendo coisas demais ultimamente, mas pelo menos eu me achei de novo. E você que é um leitor atento deve ter notado que o título do texto é “Perdas e ganhos”. Pois então... O que eu ganhei nessa história toda? Ganhei minha liberdade. E eu não poderia querer presente melhor.

Monday, September 10, 2007

The show must go on

Depois de uma longa e tenebrosa temporada no inferno negociei minha passagem de volta com o chifrudo e aqui estou eu de novo, com alguns arranhões e escoriações, mas inteira. A recepção foi mais calorosa do que eu esperava. Muitos sorrisos, abraços e congratulações. “Que orgulho, Bruna. Já tava na hora hein?!” E já estava na hora de voltar mesmo. Não vou dizer que foi um passeio agradável, mas devo admitir que os ganhos foram maiores que as perdas. Pois é, vejam só, até me tornei uma pessoa mais otimista. O que um tempinho assando no caldeirão do capeta não faz com as pessoas, não? As escolhas feitas ultimamente podem não ter sido as mais acertadas, mas em determinadas situações não importa a escolha que se faça, contanto que se faça alguma. Melhor do que ficar sem escolha. Desde meu regresso, os dias têm passado rápido e disso não posso reclamar. Mas talvez a rotina tenha se tornado um pouco enfadonha. Não tem acontecido nada de muito emocionante. Anda faltando um pouco de drama, discórdia e confusão. Pra falar bem a verdade já estou ficando com saudades da morada do diabo e espero não demorar muito para visitá-la novamente. Acho que já estou preparada psicologicamente pra arranjar sarna pra me coçar de novo. Sim, eu amo problemas e eu sei que eles me amam também, fazer o que...

Tuesday, August 21, 2007

Se não fizer doce não tem graça

Após uma longa e sofrível sessão de cinema, tá mentira, não foi sofrível porque a companhia era perfeita (ou na época eu julgava ser pelo menos) e o filme era com o Brad Pitt (que pra variar estava horrível, claro). Mas acontece que naquele dia as coisas não saíram conforme o planejado e vou explicar porque... Sabe quando você gosta de alguém e vai ao cinema com essa pessoa? Então... O mínimo que você espera é dar uns beijos nela, correto? Correto. Mas não foi bem assim que aconteceu. Além de não ter beijo nenhum, na hora da despedida (que também é o momento ideal para se beijar alguém) eu ainda tive de ouvir um: “Se não fizer doce não tem graça”. Como assim doce? Vou enfiar um doce no seu c*, pensei comigo mesma e fui embora indignada. Mas passou... O ódio passou, a indignação passou, muita coisa aconteceu e 3 anos se passaram desde o ocorrido naquela tarde fria de sábado. Na verdade nem sei porque me lembrei dessa história, mas com uma coisa vou ter que concordar: Se não fizer doce, REALMENTE não tem graça. Sábias palavras que naquele dia me deixaram puta, mas que hoje fazem total sentido...

Thursday, August 09, 2007

A rua sem saída

Geralmente você vai parar na sua sem saída quando as coisas estão realmente feias pro teu lado e quando a atmosfera insalubre de um bar ou o ambiente aconchegante de um café não servem pra você desabafar e ficar choramingando. Nesses casos a rua sem saída vem bem a calhar e você acaba dando uma passada lá porque precisa de um escape, fugir um pouco da realidade que anda dura demais. Na rua sem saída a trilha sonora normalmente é péssima, mas as companhias são ótimas e rola até um beat box se bobear. Muitos transeuntes passam por lá, mas pouquíssimos param pra ver o que está acontecendo. Lá sempre acontecem conversas de alto nível filosófico, daquelas que mudam a vida e tocam o coração e se não fazem isso pelo menos te fazem rir muito. Aliás, risadas na rua sem saída são uma coisa comum, por mais estranho que possa parecer. Na rua sem saída você tem passe livre pra falar mal de quem quiser, porque não basta reclamar apenas da sua vida, tem que falar da dos outros também. Acho que essa rua é mágica ou possui algum tipo de encantamento porque quando você vai pra lá, vai num estado lamentável e quando sai de lá, sai rindo e o melhor de tudo é que na rua sem saída você sempre acaba descobrindo que há uma saída e que nem tudo está perdido. É realmente um lugar especial, mas quanto menos eu precisar dar uma passada lá, melhor.

Thursday, July 26, 2007

Dorzinha no coraçãozinho

Você solta uma piadinha aqui, um comentário irônico ali, uma metáfora acolá e todo mundo pensa: “Nossa, como ela tá se recuperando bem do seu último relacionamento desastroso. Aposto que vai sair dessa sem seqüelas emocionais”. Há, aí é que eles se enganam. Você finge que está tudo bem porque quer mostrar que é uma mulher superior e que levou a história toda na esportiva. Mas essa não é uma tarefa nada simples.
Tem malditos dias que a porra do coração dói demais, dói tanto que dá vontade de sair gritando e quebrando tudo e você só não faz isso porque essa seria uma atitude de uma pessoa sem amor no coração e pouco civilizada, e é óbvio que nesse momento seu coração transborda amor, bem mais do que você queria, e quanto a civilidade, bem você não é tão civilizada assim não, mas enfim...
O apoio das amigas é fundamental nessas horas. Uma sugere: Passa mercúrio cromo no coração que logo fica tudo bem! Outra fala pra eu encher a cara. Recomendam também que eu vá me benzer. Passar mercúrio cromo não vai resolver nada, quem sabe arrancar a porcaria do coração fora e trocar por um novo resolva, mas a idéia de beber é sempre válida. O problema é que quando você acorda no dia seguinte, além de estar com uma puta ressaca ainda tem a porra do coração que continua doendo pra caralho (mais que no dia anterior, se possível). Estou pensando seriamente em ir me benzer...

Thursday, July 12, 2007

Amor bandido - 2007

Chegou ao final mais uma temporada do seu reality show/novela mexicana favorito “Amor bandido”. Num final apoteótico a mocinha levou um chute na bunda e foi catar coquinho na descida. A audiência como era de se esperar foi espetacular. Segundo os críticos essa temporada do seriado deu um enfoque maior aos aspectos psicológicos das personagens e tentou explicar através dessa abordagem porque elas são tão problemáticas e estranhas. “Foi uma temporada com uma carga dramática bem elevada. Teve muita baixaria, falcatrua e choradeira, como já era esperado.” Os contratos com o elenco já foram renovados. Obviamente algumas personagens, que não caíram nas graças do público, foram retiradas do show. Para a próxima temporada os roteiristas da série prometem várias reviravoltas e surpresas com relação a personagem principal, que no final da temporada resolveu chutar o pau da barraca e se abraçar na garrafa de curaçao blue, de martini, de vinho e todas as outras que encontrou pela frente. “É bem provável que ela mostre um lado mais obscuro e amargo nessa próxima temporada devido aos acontecimentos traumatizantes que ela sofreu”. Com relação ao próximo par romântico da mocinha surge uma dúvida: Será que ela conseguirá entregar seu coração para alguém novamente? Aguarde por mais notícias e não perca a próxima temporada de “Amor bandido”, o único reality show/novela mexicana sem final feliz e transmitido 24 horas por dia.

Wednesday, July 11, 2007

Bad trip

Não é todo dia que te chamam de idiota. Mas quando você resolve dar umas mordidas no pão que o diabo amassou é até normal que te chamem disso, ou coisa pior. Só que no fim das contas é bom ser chamada de idiota, porque aí você lembra que tem que voltar para sua dieta saudável, afinal o pão amassado e pisoteado pelo capeta não tem um gosto nada agradável.

Wednesday, July 04, 2007

Amando, a mando do capeta

Num momento de insanidade temporária resolvo escrever um e-mail expondo todos os meus sentimentos. Convenhamos que alguém mais esperto não faria esse tipo de coisa. Alguém mais esperto provavelmente fingiria que nem se importa. Mas como eu já disse estou alegando insanidade temporária e essa será minha defesa.
Me levanto e abro o bloco de notas e nesse instante uma vozinha dentro de mim diz: “O que você tem nessa cabeça? Feche agora esse maldito bloco de notas e nem pense em escrever um e-mail sobre como você sente falta daquele demônio!”
Esse era meu lado racional falando. Todavia, o lado emocional me dizia: “Você precisa se livrar desse peso que você carrega nesse singelo coraçãozinho que não tem culpa de estar amando. Escreve logo de uma vez!” E adivinha quem levou a melhor nesse conflito interno entre razão e emoção?
Num ato de desmedida coragem, pois é, burrice agora ganhou outro nome, resolvo então escrever.
Depois de três horas, tentando soar o mais sensata possível, consigo finalizar o bendito e-mail. Mas não me sinto preparada para mandá-lo ainda. Parece-me que falta algo. Deixo então, o bloco de notas aberto, caso mais alguma coisa tenha de ser escrita.
O que eu não sabia é que escrever seria a parte fácil. Enviar o e-mail, porém, se mostrava uma tarefa bem mais difícil do que eu pensava. Depois de ler o e-mail 483 vezes (ainda bem que não sou quase nada perfeccionista, leia-se: chata) e me certificar que tudo estava nos conformes finalmente resolvo envia-lo.
Quando vou clicar no “enviar” a vozinha da razão tenta um apelo final: “Tem certeza que vai mandar isso mesmo? Olha que não tem mais volta depois de enviado.” Aí é a vez da emoção revidar: “Ah, olha o trabalho do cão que você teve pra escrever esse e-mail, você já tá na merda mesmo. Manda!”

Placar final: Emoção 19 x 0 Razão

Monday, July 02, 2007

Dois pra lá e dois pra cá

Toda pessoa possui um talento especial, certo? Certo. Eu sinceramente não descobri ainda qual é o meu, mas posso afirmar com toda certeza do mundo que não é dançar.
Confesso que sempre tive inveja das pessoas mais coordenadas que eu. Me lembro das festas de 15 anos onde todas as meninas sabiam as coreografias dos hits do momento e eu ficava lá com uma cara de paisagem abanando os braços e tentando acompanhá-las e sempre errava os passos. Isso foi traumático. Ainda bem que não preciso mais ir nesse tipo de evento passar vergonha. Mas isso não significa que meus problemas acabaram porque ainda existem vários lugares pra dar vexame dançando.
Se tem uma coisa que eu tenho pavor é quando alguém me chama pra dançar forró. Eu entro em pânico e fico com vontade de fugir, mas as pessoas insistem e dizem: "É fácil, dois pra lá e dois pra cá." Fácil o caralho! Eu simplesmente não consigo e todo mundo que já tentou me ensinar notou que não dá, que eu não nasci pra coisa mesmo. Mas eu já nem ligo mais pra isso, eu não sei dançar e esse é um fato imutável e incontestável.
Então, em nome do bem-estar da nação se algum dia você sair comigo, por favor não me chame pra dançar forró, axé, samba, funk, valsa ou qualquer coisa que exija o mínimo de coordenação motora. Pode me deixar sozinha no canto bebendo que eu não ligo...